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Data de lançamento
16 Junho 2022Uma família judaica ultra-ortodoxa de Aix-les-Bains viaja todos os anos a um sítio no sul de Itália para completar uma missão sagrada: a colheita de citrus medica; uma espécie de citrino utilizado na festa de Sucot. Esta peregrinação irá unir os caminhos de Esther, filha do rabino, e Elio, o proprietário da quinta. No seu filme de estreia, Stéphane Freiss assina um sensível e ponderado drama existencial sobre a tradição e o surpreendente caminho para a liberdade.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Filme de uma sensibilidade e intimidade incrível. O expectador se sente no filme. O roteiro é incrível e parece conduzir o filme da melhor maneira possível. Também tem uma ótima trilha sonora e belo final.
As discussões trazidas pelo filme são extremamente pertinentes de modo universal, canalizadas pelo casal protagonista acerca das tradições impostas pela igreja. Eles se conhecem em um momento que reproduzem uma espécie de ritual anual para selecionar os frutos de uma plantação que serão usados por membros da igreja ortodoxa.
Num país ligado ao cristianismo e onde se circunscreve o Vaticano, temos o retrato do peso do fundamentalismo seja cristão ou judeu, não à toa o filme inicia por uma citação bíblica referente ao amor, uma vez que o tradicionalismo não é bem sinônimo de algo amoroso.
O grande problema aqui é que é um filme de direção monótona, jogo de cena parado, e basicamente seus melhores momentos são apoiados especificamente no diálogo. Deste modo, o roteiro deixa ao cargo do texto e dos atores a condução da trama, e confesso que achei a dupla apenas mediana, entregando o esperado, sem grandes exaltações no tom de voz ou algo que lhe permitissem aproveitar um teor mais cênico.
Sobre o texto, navega entre o interessante e o prolixo, mas com certeza tendo mais altos do que baixo. Uma pena ser tudo tão quadrado, até mesmo filmes como "Ponto de mutação", que se propõe a ser inteiramente baseado em diálogos filosóficos, consegue ser muito mais visceral.
Portanto, é preciso estar bem disposto para aturar e navegar na história, que mais parece um diálogo feito em algum evento acadêmico.