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Guy Ritchie super afiado, uma grata surpresa, com reviravoltas convincentes. Claro que a ação é nitidamente forçada inúmeras vezes, mas o principal para uma atmosfera lotada de referências a personagens reais, uma Londres que respira as tragédias do iluminismo e o imperialismo nascente, cuja ambientação é mais do que satisfatória à proposta.
Aqui tem o pior do que considero nas cinebiografias, aquele tom de confraternização, apagando as máculas do personagem e entregando um filme homenagem, pecando por passar longe da verossimilhança, ou algo próximo e humanizado, padronizando seu "homenageado". Mas aqui também há o que há de melhor: atuações acima da média, e para um cantor como o Michael, energia, vibração, ritmo e edição segurando as pouco mais de duas horas com acerto, e focando em uma trajetória dividida em partes, centrada no que quer mostrar (e não mostrar) e muito bem atuado. O saldo é positivo, sim.