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O filme resume-se a frases de efeito que parecem profundas e impactantes, mas que soam forçadas e pretensiosas num contexto tão apático, sem emoção e desenvolvimento. Histórias de amizade são atemporais; encontros e desencontros, por mais clichês que sejam, sempre são interessantes e agradáveis de acompanhar, seja de que maneira for — se houver personagens minimamente carismáticos e interessantes. Infelizmente, o filme é muito apático e sem carisma: os personagens são vazios e desinteressantes, comprometendo a ligação e a relação que ocorre entre eles; não à toa, os encontros e desencontros são sem alma, letárgicos e completamente vazios. A princípio, o encontro efêmero junto à brusca separação de Togashi e Komiya sugere que ambos têm algo que não foi concluído e que não foi devidamente vivenciado, imprimindo a sensação de incompletude. Esse vazio intrínseco nos dois é até interessante quando pensamos na catarse que o vindouro reencontro irá proporcionar, ainda mais com as mudanças e o que não foi dito entre ambos, mas o filme não sustenta e não entrega a devida importância a esse detalhe, fazendo desse momento algo risivelmente esquecível e sem emoção. Ou seja: como criar conexão quando o filme não dá a mínima importância a seus personagens e à história que está sendo contada? A impressão que fica é que tentaram criar algo motivacional que flerta com temáticas análogas à saúde mental, resiliência e determinação, ao mesmo tempo que ignora o mais importante: desenvolver os personagens e a relação genuína e humanamente crível.
Últimos recados
só tento entender a mensagem social kk
Obrigado! vc tbm ^-^
Obrigado, voce tambem!!! <3
É bonito ver os personagens seguindo em frente e recomeçando. A protagonista Kenna, determinada a reestruturar sua vida e rever a filha, retorna à cidade após cumprir anos de prisão devido à morte do seu namorado em um trágico acidente, tendo de lidar não apenas com o preconceito e o estigma atrelado a ex-presidiários, como também com a relutância dos sogros em permitir a aproximação dela com a filha. Gosto de como o filme abraça o folhetinesco e não se envergonha disso: tem traumas do passado, rancores que perduram e reverberam, culpa e remorso que movem os personagens e a trama. O romance, embora um tanto superficial e corrido, não me incomodou, mas parece ficar em segundo plano em relação à trama central e, principalmente, ao desenrolar da história e à busca da protagonista em reaver sua filha e, consequentemente, desenvolver uma relação com ela. As atuações são ótimas e há uma organicidade protocolar nas cenas que torna tudo muito atrativo e carismático; desses que te prendem e te envolvem.
E que legal a participação da Lauren Graham: nossa eterna Lorelai Gilmore ❤️.