A crueza estética e insalubre escondem facetas que vão além do meramente mostrado. Às vezes, a trama deixa a desejar na condução do enredo e na interação dos personagens, ao mesmo tempo que entrega muita visceralidade, sangue quente e emoções à flor da pele. A mistura entre sexo, violência e marginalização entrega bons momentos, uma atmosfera envolvente e personagens imprevisíveis, nos quais cada gesto e ação sugerem muito mais do que foi mostrado.
Falha miseravelmente em tudo que se propõe. O tom satírico e disfuncional atrelado à narrativa e aos personagens não funciona em absolutamente nada, bem como não consegue imprimir a sensação disruptiva, caótica e imprevisível que o filme acredita passar. A história é até interessante, mas falta cinismo, eloquência e uma sensualidade que o diretor não consegue imprimir. Tudo nesse filme soa anêmico, pressão baixa e risivelmente vazio: os personagens são ruins, os diálogos péssimos, as situações beiram o ridículo quando tudo é tão falso e caricato… tem momentos, inclusive, que dão vergonha alheia. As cenas são esquisitas e feitas da maneira mais sem graça possível, além das atuações serem bem mecânicas e superficiais (apesar do elenco ser muito bom). Não tem um ator que se destaque, sério, achei todos péssimos (até mesmo o gostoso do Callum Turner, embora seja o “melhor” personagem dessa tranqueira de filme). Enfim, um exemplo de filme que tenta ser muito coisa, mas na verdade só é ruim, apático, frígido e totalmente insípido.
Esse filme nas mãos de um diretor sem pudor e politicamente incorreto seria maravilhoso (Almodóvar nos anos 80, por exemplo).
É tipo um "Delicada Atração" sem carisma! Não gostei muito, não: a história, por mais interessante que seja, não consegue se sustentar mediante a falta de carisma dos personagens e a morosidade das cenas. Tudo é muito superficial e não há uma construção que faça a gente se apegar aos personagens e torcer por eles... É tudo muito jogado, aleatório e apático. O protagonista é insuportável, chato, e a falta de química com o loirinho deixa tudo ainda mais arrastado do que já é, bem como a relação dele com a menina - que, aliás, lembra muito a Meryl Streep na aparência, rs! Pra não dizer que não gostei de nada, acho que as cenas dele com a mãe são as melhores do filme.
Mais um ótimo filme protagonizado por uma das filhas de Adam Sandler! Sério, essa menina é muito boa e que bom vê-la crescer tanto de um personagem para o outro. É nitidamente o trabalho mais maduro da atriz até então e ela está muito bem: possui um carisma e uma naturalidade em cena que é impossível passar despercebida! O filme abraça o melodrama com muita fluidez e naturalidade, sem perder o teor teen e de coming of age à medida que traz uma história singela, repleta de empatia, doçura e humanidade. Sunny Sandler 👏🏻👏🏻.
O filme vê a obesidade sob a mesma óptica do péssimo “A Baleia”. Os corpos são desumanizados, atrelados, muitas vezes, à sujeira, à depressão e à repulsa. A protagonista é insuportavelmente chata e sem carisma, fazendo com que o filme fique ainda mais chato e arrastado. A tal entidade que a persegue é um fracasso: parece que o terror está muito mais na forma gorda e grotesca do que pelo fato de ser uma pessoa perseguindo. Sério, filme muito ruim!!! A cena com o pai é esdrúxula e de um mau gosto ímpar.
É sempre bom ver a maravilhosa da Ludwika Paleta em cena: que mulher elegante, charmosa e talentosa. O tempo só te valoriza, mulher, impressionante! Em relação ao filme, apesar de não ser tão bom, conseguiu me entreter e me manter preso na história todo o tempo… não senti tédio nem que tava arrastado. Eu queria dar 3 estrelas, mas acho injusto tendo em vista o final péssimo e totalmente esdrúxulo… fiquei incrédulo com aquele marido banana saindo com vitima no final e o treinador gostoso como vilão inescrupuloso.
Não que os anteriores fossem um primor de qualidade, mas ao menos tinham um enredo bem definido e uma comicidade orgânica e involuntária; aqui, além de não ter enredo, as cenas parecem avulsas e sem sentido, soando mais como esquetes baratas, sem graça e atreladas a memes datados e ruins. Eles saturam a “piada” fingindo que são engraçadas quando na verdade são péssimas, forçadas e às vezes constrangedoras, vide as cenas remetendo à “Hora do Mal”, “Guerreiras do K-Pop” e “Michael”. A impressão que dá é que gravaram de forma avulsa e, quando algum filme fazia sucesso, eles iam lá e inseriam algo para referenciar.
O filme flerta o tempo inteiro com o desejo e o tesão inerente à juventude, mas ainda assim consegue ser pressão baixa, apático e frígido! As atuações são péssimas e os diálogos são vazios e pífios na mesma medida; tanto o texto quanto os personagens carecem de linguagem e de carisma. É muito ruim! Os atores declamam suas falas com uma falta de emoção e de verdade que deixa tudo ainda pior. A estética querendo emular uma atmosfera onírica e de fábula soa até interessante, mas o conjunto é tão ruim que nem isso consegue se sobressair. A sexualidade, tão presente na narrativa, é sem graça, sem tesão e soa superficial e sem o mínimo de erotismo queer e sensualidade. Péssimo! Filme totalmente insípido, mal feito, mal atuado e esteticamente precário.
Sexy, envolvente e magnético! O filme em si é bem previsível; desde o princípio você consegue prever o rumo que a história vai seguir, o que não quer dizer que o filme não é divertido ou bom — muito pelo contrário. Mas, com absoluta certeza, o maior triunfo do filme é o casal protagonista vivido magistralmente pelos gostosos e sempre excelentes Samara Weaving e Kyle Gallner. Que química maravilhosa eles tiveram em cena, que sintonia explosiva e sexy Caroline e Oliver têm… fiquei completamente apaixonado e envolvido, além de torcer para que se dessem bem e que saíssem ilesos dos trambiques e assaltos. A trilha sonora texana interiorana também é excelente, conseguindo imprimir todo um clima monótono e retrógrado do lugar onde o filme se passa e onde a Caroline não parece se encaixar. E é na chegada de Oliver à cidade que ela decide se aventurar enquanto passa a relacionar-se com ele, numa relação repleta de sensualidade e paixão. Sério, eles são lindos demais juntos! Os olhares cheios de tesão, desejo e afeição à medida que um passa a reconhecer-se no outro e passam a tramar (juntos) planos furtivamente descarados e sedutores. Deu até vontade de viver um romance tal qual o mostrado nesse filme; principalmente se for com o Kyle Gallner e com a Samara Weaving
Divertido! Tem uma vibe filme adolescente dos anos 2000 que foi inevitável não ficar preso assistindo. Gostei das mortes, dos personagens e da lore da história, apesar de não ser tão explorada.
Numa época em que filmes de romance apelam para personagens tóxicos e triângulos amorosos patéticos, vide as porcarias que a Amazon Prime faz e chama de romance — “Finding Emily” brilha ao apostar numa história genuinamente carismática e inocente, fazendo um básico bem-feito e competente. Os personagens são convincentes e a história flui com uma naturalidade fascinante e possui uma direção pop e atual, sobretudo quando olhamos para a fotografia repleta de cor, vivacidade e conceito, além da excelente mise-en-scène. A história não me pegou tanto, acho que poderia ter focado mais no casalzinho principal e na ótima química que há entre eles ao invés de focar tanto na tal Emily (que no fim não deu em absolutamente nada). Os diálogos são inteligentes e curti bastante as analogias psicológicas e freudianas, em especial quando são relacionadas às relações contemporâneas e às redes sociais.
“Amarga Navidad” é efêmero, banal e sobretudo cansado, embora remeta às obras mais autorais do Almodóvar com seu estilo excêntrico, melodramático e novelesco. Passa a impressão que o Almodóvar fez uma amálgama de tudo aquilo que lhe trouxe prestígio e relevância e juntou em um roteiro cansado e visivelmente vazio. Embora possua personalidade e seja esteticamente envolvente (algo que falta às bombas “A Voz Humana” e “O Quarto ao Lado”), o filme deixa a desejar no argumento principal: é fraco, inconsistente e com personagens perdidos e sem o devido desenvolvimento e presença que justifiquem todo esse fervor e apreço que o diretor tem pela metalinguagem. Ou seja, aqui, a metalinguagem é um recurso que soa batido, repetitivo e altamente protocolar em detrimento da efervescência em contar uma história e da própria linguagem que o filme adota ao utilizar as inferências da vida real perante a arte e a escrita — essa urgência mostra-se ainda mais verdadeira quando o próprio protagonista/autor parece perdido e não sabe bem em quem ele se inspira para compor os personagens e a qual história ele pretende contar. Por sua vez, ao mesmo tempo que apresenta nítidos problemas e um Almodóvar preso em suas próprias divagações e escolhas artísticas, o filme possui personalidade e uma cadência envolvente e elegante, sobretudo quando adentra na história da diretora e sua relação com o bombeiro-stripper boy Beau — de longe as melhores partes do filme. O filme dentro do filme é bem mais interessante que a história “real”, embora vá se perdendo à medida que a realidade vai se interpondo à ficção; ainda assim, entrega bons momentos regados de bons diálogos e uma atmosfera clássica dos filmes do Almodóvar, com uma excentricidade intrínseca que deixa tudo muito envolvente e charmoso (até momentos musicais a parte fictícia tem, na qual, vale destacar, são bem legais). Em contrapartida, a realidade vai na contramão e soa risivelmente ruim: é como se a ficção remetesse às obras mais célebres do diretor enquanto a realidade assumisse a postura desse Almodóvar dirigindo atores em inglês, tirando todo o escopo e a essência do diretor em relação à escassez de tesão e de eloquência que carecem as obras que ele fez em língua inglesa. Não é só uma perda da identidade e da autonomia, mas também é uma volta às raízes, por mais cansado e perdido que “Amarga Navidad” seja. Pedro Almodóvar precisa, mais do que tudo, lembrar o quão artista é e entregar uma obra que esteja à altura da sua icônica filmografia, nem que seja uma obra autoindulgente e egocêntrica!
Tão bom e divertido quanto o primeiro filme. É um filme de ação familiar com alma e carisma que diverte e entretém. Sério, eu amo essa família e a química que há entre eles; funciona tanto nos momentos de ação quanto nos mais afetivos e familiares. Mark Wahlberg e a Michelle Monaghan são ótimos juntos, possuindo uma química que torna os personagens ainda mais carismáticos e a família genuinamente convincente e agradável… os filhos também funcionam.
O vilão do gostoso Kit Harington é bem legal e curti a relação dele com o personagem do Mark Wahlberg (outro gostoso 🤤).
Interessante que o giallo aqui parece mais um escopo estético para tratar temas análogos à introspecção e à solidão dos personagens do que o puro e simples banho de sangue e violência. A protagonista, ao perder a visão num trágico acidente, passa a ressignificar sua própria vivência à medida que passa a adequar-se à sua nova situação. A criança, por sua vez, ao perder os pais, vê-se diante de um cenário de incertezas e vulnerabilidade, tanto por sua condição de órfã quanto por sua origem. E é justamente nessa introspecção que o filme brilha: é vibrante, pulsante e super afetivo — a trama policial perde o foco em relação à trama fraternal e a relação entre a moça cega e o menino chinês torna-se um elemento que prende bastante. O algoz também está conectado a essas temáticas mais humanas e sociais, aparecendo sempre à espreita do que está acontecendo, inclusive com um olhar subjetivo que revela esse teor mais intimista e resguardado que ele possui.
A cena do eclipse é belíssima e a trilha sonora é imersiva e envolvente.
Demoníaco, grotesco e vil! “A Maldição da Múmia” é um filme genérico, altamente divertido e bem-executado. Sabe unir clichês do gênero terror/exorcismo ao mesmo tempo que possui um humor intrínseco e involuntário à sua forma conceitual, remetendo, muitas vezes, a obras como A Morte do Demônio e outras do terror pós-moderno que insistem em colocar humor mesclado ao terror; nem sempre funciona, mas aqui até que vai bem. Sério, o filme tem duas horas de duração, mas não vi o tempo passar: as cenas prendem, o enredo, apesar de superficial, é interessante e instiga a continuar vendo o desenrolar dessa história. O contexto ligado ao Egito também é interessante, e acho que poderia ter abraçado mais a mitologia junto à trama do exorcismo. As únicas partes que deixam a narrativa visivelmente arrastada são a trama policial, totalmente esquecível e ruim. As cenas de gore e violência são graficamente inquietantes e desconfortáveis, principalmente aquelas relacionadas a vilipêndio do corpo jaz morto e à queda de dentes (sério, tenho pesadelos com isso) — essas duas sequências são horríveis e bastante nojentas, ainda mais por ocorrerem simultaneamente. A direção é estilosa e conceitualmente remete à Morte do Demônio, tanto em aspectos gráficos quanto em elementos ligados à fotografia, enquadramentos e montagem. Me diverti muito vendo esse filme à tarde, não esperava gostar tanto.
E aliás, que pai gostoso e bonito, hein… Os olhos dele arregalados e cheios de expressão são um detalhe que me chamou muito a atenção. O ator é lindo.
Deu uma decaída acentuada em relação ao primeiro. Basicamente é um filme de ação genérico sem muitos atrativos e elementos memoráveis: os personagens são chatos e sem graça, não tem nenhum à altura do final boy do primeiro. Apostar numa distopia de uma LA violenta soa até interessante, mas não envelheceu bem: é muita gritaria, muita confusão e agito, a completa antítese do isolamento e da estranheza que a floresta do primeiro imprimia. Tem boas cenas de ação e algumas até interessantes (como os planos do predador em cima dos prédios com a cidade à frente), mas ainda assim é um filme muito chato e decepcionante. Espero que os outros compensem!
Eu amei esse filme! Road trip teen muito divertido, cativante e carismático! Adorei os personagens: principalmente o protagonista twink e aspirante a cineasta vivido pelo ótimo Sam Nivola; o personagem dele lembra muito os protagonistas de filmes de comédia oitentistas que passavam na sessão da tarde, assim como o filme no geral. A Aparna também é outra personagem que tem um arco bem interessante ligado à sexualidade e a descobertas (sério, a mudança dela é bem legal). Os outros dois são legais também, principalmente a Evie, mas sinto que eles não tiveram um desenvolvimento tão interessante quanto o de Jeremy e o de Aparna! A química entre eles é muito agradável de acompanhar, assim como a vibe solar e jovem que o filme tem.
Filme conforto e genuinamente bom; o humor funciona, os personagens são legais e o núcleo adulto também diverte.
Totalmente descompensado e galhofa. Samara Weaving um deslumbre de atriz carismática e talentosa; sério, ela é muito boa em tudo que se propõe a fazer… baita atriz boa! Gostei das farpas que rola entre o casal, que aliás, teve química e carisma. Divertidíssimo
Pungente, atmosférico e soturno. Assistir “O Fantasma” é como aqueles sonhos que temos onde a aleatoriedade impera e a dissociação da realidade predomina; quando acordamos, tentamos, ao máximo, juntar as peças do quebra-cabeça, como se assim ficassem mais narráveis e consequentemente mais coerentes. A sensação que tive com o filme foi exatamente essa: embora insípido e apático na maior parte do tempo, não consegui não ficar envolvido e curioso com o desenrolar da história — acompanha um jovem de dezenove anos, aventurando-se sexualmente com homens em noites banais enquanto trabalha com limpeza urbana. Nesse ínterim, muitas simbologias e sexualização masculina são postas na mise-en-scène, com cenas e enquadramentos que vão desde o grotesco ao voyeurismo, numa busca incessante por algo que demarque sentido enquanto o protagonista entra numa odisseia de obsessão e fetiche relacionado a sexo e dominação — à medida que passa a se entender como sujeito dotado de desejos e subjetividades. O protagonista indiferente e extremamente atraente é um charme sedutor; seu jeito carrancudo, meio narcísico e brusco emite sensações que permeiam entre tesão, esquisitice e fetichismo (inclusive remete muito às obras de Foucault sobre sexualidade). O corpo do protagonista (belíssimo por sinal) é visto sob uma ótica de hiperssexualização que resulta em cenas belíssimas de nudez masculina — é efervescente, viril e extremamente sensual, mesmo quando apela para algo mais grotesco e explícito. A fotografia também merece destaque por apresentar algo sensorial e ambíguo na maior parte do tempo, juntando-se à narrativa não linear e às vezes até confusa. É um filme com pouquíssimos diálogos, mas que fala muito através do sensorial, do toque e das furtivas e sorrateiras madrugadas; a sensação é que os personagens estão sempre à espreita, performando e induzindo o outro a ceder aos desejos e às emoções mais profundas e brutais. Aliás, assisti-lo de madrugada, com fone de ouvido, luzes apagadas, foi uma experiência muito interessante e imersiva. Indico muito!
No Caminho
3.5 33 Assista AgoraA crueza estética e insalubre escondem facetas que vão além do meramente mostrado. Às vezes, a trama deixa a desejar na condução do enredo e na interação dos personagens, ao mesmo tempo que entrega muita visceralidade, sangue quente e emoções à flor da pele. A mistura entre sexo, violência e marginalização entrega bons momentos, uma atmosfera envolvente e personagens imprevisíveis, nos quais cada gesto e ação sugerem muito mais do que foi mostrado.
Rosebush Pruning
2.8 11Falha miseravelmente em tudo que se propõe. O tom satírico e disfuncional atrelado à narrativa e aos personagens não funciona em absolutamente nada, bem como não consegue imprimir a sensação disruptiva, caótica e imprevisível que o filme acredita passar. A história é até interessante, mas falta cinismo, eloquência e uma sensualidade que o diretor não consegue imprimir. Tudo nesse filme soa anêmico, pressão baixa e risivelmente vazio: os personagens são ruins, os diálogos péssimos, as situações beiram o ridículo quando tudo é tão falso e caricato… tem momentos, inclusive, que dão vergonha alheia. As cenas são esquisitas e feitas da maneira mais sem graça possível, além das atuações serem bem mecânicas e superficiais (apesar do elenco ser muito bom). Não tem um ator que se destaque, sério, achei todos péssimos (até mesmo o gostoso do Callum Turner, embora seja o “melhor” personagem dessa tranqueira de filme). Enfim, um exemplo de filme que tenta ser muito coisa, mas na verdade só é ruim, apático, frígido e totalmente insípido.
Esse filme nas mãos de um diretor sem pudor e politicamente incorreto seria maravilhoso (Almodóvar nos anos 80, por exemplo).
Chegando aos 18
3.3 50É tipo um "Delicada Atração" sem carisma! Não gostei muito, não: a história, por mais interessante que seja, não consegue se sustentar mediante a falta de carisma dos personagens e a morosidade das cenas. Tudo é muito superficial e não há uma construção que faça a gente se apegar aos personagens e torcer por eles... É tudo muito jogado, aleatório e apático. O protagonista é insuportável, chato, e a falta de química com o loirinho deixa tudo ainda mais arrastado do que já é, bem como a relação dele com a menina - que, aliás, lembra muito a Meryl Streep na aparência, rs! Pra não dizer que não gostei de nada, acho que as cenas dele com a mãe são as melhores do filme.
Não Deseje Boa Sorte
3.5 25 Assista AgoraMais um ótimo filme protagonizado por uma das filhas de Adam Sandler! Sério, essa menina é muito boa e que bom vê-la crescer tanto de um personagem para o outro. É nitidamente o trabalho mais maduro da atriz até então e ela está muito bem: possui um carisma e uma naturalidade em cena que é impossível passar despercebida! O filme abraça o melodrama com muita fluidez e naturalidade, sem perder o teor teen e de coming of age à medida que traz uma história singela, repleta de empatia, doçura e humanidade. Sunny Sandler 👏🏻👏🏻.
Mães deveriam ser eternas! 🥺🥲
Le beau mec
3.1 3Sexo e (é) perfomances
Heartstopper Para Sempre
3.5 61 Assista AgoraEita como transam! Nick gostoso...
Insaciável
3.0 69O filme vê a obesidade sob a mesma óptica do péssimo “A Baleia”. Os corpos são desumanizados, atrelados, muitas vezes, à sujeira, à depressão e à repulsa. A protagonista é insuportavelmente chata e sem carisma, fazendo com que o filme fique ainda mais chato e arrastado. A tal entidade que a persegue é um fracasso: parece que o terror está muito mais na forma gorda e grotesca do que pelo fato de ser uma pessoa perseguindo. Sério, filme muito ruim!!! A cena com o pai é esdrúxula e de um mau gosto ímpar.
Feitiço do Tempo
3.9 771 Assista Agorafazer o bem sem olhar a quem! ❤️
Desejo
2.2 29É sempre bom ver a maravilhosa da Ludwika Paleta em cena: que mulher elegante, charmosa e talentosa. O tempo só te valoriza, mulher, impressionante! Em relação ao filme, apesar de não ser tão bom, conseguiu me entreter e me manter preso na história todo o tempo… não senti tédio nem que tava arrastado. Eu queria dar 3 estrelas, mas acho injusto tendo em vista o final péssimo e totalmente esdrúxulo… fiquei incrédulo com aquele marido banana saindo com vitima no final e o treinador gostoso como vilão inescrupuloso.
Todo Mundo em Pânico
2.6 360 Assista AgoraNão que os anteriores fossem um primor de qualidade, mas ao menos tinham um enredo bem definido e uma comicidade orgânica e involuntária; aqui, além de não ter enredo, as cenas parecem avulsas e sem sentido, soando mais como esquetes baratas, sem graça e atreladas a memes datados e ruins. Eles saturam a “piada” fingindo que são engraçadas quando na verdade são péssimas, forçadas e às vezes constrangedoras, vide as cenas remetendo à “Hora do Mal”, “Guerreiras do K-Pop” e “Michael”. A impressão que dá é que gravaram de forma avulsa e, quando algum filme fazia sucesso, eles iam lá e inseriam algo para referenciar.
Labirinto dos Garotos Perdidos
2.7 9O filme flerta o tempo inteiro com o desejo e o tesão inerente à juventude, mas ainda assim consegue ser pressão baixa, apático e frígido! As atuações são péssimas e os diálogos são vazios e pífios na mesma medida; tanto o texto quanto os personagens carecem de linguagem e de carisma. É muito ruim! Os atores declamam suas falas com uma falta de emoção e de verdade que deixa tudo ainda pior. A estética querendo emular uma atmosfera onírica e de fábula soa até interessante, mas o conjunto é tão ruim que nem isso consegue se sobressair. A sexualidade, tão presente na narrativa, é sem graça, sem tesão e soa superficial e sem o mínimo de erotismo queer e sensualidade. Péssimo! Filme totalmente insípido, mal feito, mal atuado e esteticamente precário.
Carolina Caroline
3.1 16Sexy, envolvente e magnético! O filme em si é bem previsível; desde o princípio você consegue prever o rumo que a história vai seguir, o que não quer dizer que o filme não é divertido ou bom — muito pelo contrário. Mas, com absoluta certeza, o maior triunfo do filme é o casal protagonista vivido magistralmente pelos gostosos e sempre excelentes Samara Weaving e Kyle Gallner. Que química maravilhosa eles tiveram em cena, que sintonia explosiva e sexy Caroline e Oliver têm… fiquei completamente apaixonado e envolvido, além de torcer para que se dessem bem e que saíssem ilesos dos trambiques e assaltos. A trilha sonora texana interiorana também é excelente, conseguindo imprimir todo um clima monótono e retrógrado do lugar onde o filme se passa e onde a Caroline não parece se encaixar. E é na chegada de Oliver à cidade que ela decide se aventurar enquanto passa a relacionar-se com ele, numa relação repleta de sensualidade e paixão. Sério, eles são lindos demais juntos! Os olhares cheios de tesão, desejo e afeição à medida que um passa a reconhecer-se no outro e passam a tramar (juntos) planos furtivamente descarados e sedutores. Deu até vontade de viver um romance tal qual o mostrado nesse filme; principalmente se for com o Kyle Gallner e com a Samara Weaving
Blue Film
3.2 8 Assista AgoraChega a ser crime depilar esse gostoso! Que homem pqp 🫦
O Som da Morte
2.3 95Divertido! Tem uma vibe filme adolescente dos anos 2000 que foi inevitável não ficar preso assistindo. Gostei das mortes, dos personagens e da lore da história, apesar de não ser tão explorada.
Procurando Emily
3.5 12Numa época em que filmes de romance apelam para personagens tóxicos e triângulos amorosos patéticos, vide as porcarias que a Amazon Prime faz e chama de romance — “Finding Emily” brilha ao apostar numa história genuinamente carismática e inocente, fazendo um básico bem-feito e competente. Os personagens são convincentes e a história flui com uma naturalidade fascinante e possui uma direção pop e atual, sobretudo quando olhamos para a fotografia repleta de cor, vivacidade e conceito, além da excelente mise-en-scène. A história não me pegou tanto, acho que poderia ter focado mais no casalzinho principal e na ótima química que há entre eles ao invés de focar tanto na tal Emily (que no fim não deu em absolutamente nada). Os diálogos são inteligentes e curti bastante as analogias psicológicas e freudianas, em especial quando são relacionadas às relações contemporâneas e às redes sociais.
Natal Amargo
3.3 34“Amarga Navidad” é efêmero, banal e sobretudo cansado, embora remeta às obras mais autorais do Almodóvar com seu estilo excêntrico, melodramático e novelesco. Passa a impressão que o Almodóvar fez uma amálgama de tudo aquilo que lhe trouxe prestígio e relevância e juntou em um roteiro cansado e visivelmente vazio. Embora possua personalidade e seja esteticamente envolvente (algo que falta às bombas “A Voz Humana” e “O Quarto ao Lado”), o filme deixa a desejar no argumento principal: é fraco, inconsistente e com personagens perdidos e sem o devido desenvolvimento e presença que justifiquem todo esse fervor e apreço que o diretor tem pela metalinguagem. Ou seja, aqui, a metalinguagem é um recurso que soa batido, repetitivo e altamente protocolar em detrimento da efervescência em contar uma história e da própria linguagem que o filme adota ao utilizar as inferências da vida real perante a arte e a escrita — essa urgência mostra-se ainda mais verdadeira quando o próprio protagonista/autor parece perdido e não sabe bem em quem ele se inspira para compor os personagens e a qual história ele pretende contar. Por sua vez, ao mesmo tempo que apresenta nítidos problemas e um Almodóvar preso em suas próprias divagações e escolhas artísticas, o filme possui personalidade e uma cadência envolvente e elegante, sobretudo quando adentra na história da diretora e sua relação com o bombeiro-stripper boy Beau — de longe as melhores partes do filme. O filme dentro do filme é bem mais interessante que a história “real”, embora vá se perdendo à medida que a realidade vai se interpondo à ficção; ainda assim, entrega bons momentos regados de bons diálogos e uma atmosfera clássica dos filmes do Almodóvar, com uma excentricidade intrínseca que deixa tudo muito envolvente e charmoso (até momentos musicais a parte fictícia tem, na qual, vale destacar, são bem legais). Em contrapartida, a realidade vai na contramão e soa risivelmente ruim: é como se a ficção remetesse às obras mais célebres do diretor enquanto a realidade assumisse a postura desse Almodóvar dirigindo atores em inglês, tirando todo o escopo e a essência do diretor em relação à escassez de tesão e de eloquência que carecem as obras que ele fez em língua inglesa. Não é só uma perda da identidade e da autonomia, mas também é uma volta às raízes, por mais cansado e perdido que “Amarga Navidad” seja. Pedro Almodóvar precisa, mais do que tudo, lembrar o quão artista é e entregar uma obra que esteja à altura da sua icônica filmografia, nem que seja uma obra autoindulgente e egocêntrica!
Plano em Família 2
2.7 22Tão bom e divertido quanto o primeiro filme. É um filme de ação familiar com alma e carisma que diverte e entretém. Sério, eu amo essa família e a química que há entre eles; funciona tanto nos momentos de ação quanto nos mais afetivos e familiares. Mark Wahlberg e a Michelle Monaghan são ótimos juntos, possuindo uma química que torna os personagens ainda mais carismáticos e a família genuinamente convincente e agradável… os filhos também funcionam.
O vilão do gostoso Kit Harington é bem legal e curti a relação dele com o personagem do Mark Wahlberg (outro gostoso 🤤).
Amo essa franquia e já quero o próximo! ❤️
A Sociedade dos Amigos do Diabo
3.2 139 Assista AgoraO final boy é um gostoso!?
Óculos Escuros
2.7 31Interessante que o giallo aqui parece mais um escopo estético para tratar temas análogos à introspecção e à solidão dos personagens do que o puro e simples banho de sangue e violência. A protagonista, ao perder a visão num trágico acidente, passa a ressignificar sua própria vivência à medida que passa a adequar-se à sua nova situação. A criança, por sua vez, ao perder os pais, vê-se diante de um cenário de incertezas e vulnerabilidade, tanto por sua condição de órfã quanto por sua origem. E é justamente nessa introspecção que o filme brilha: é vibrante, pulsante e super afetivo — a trama policial perde o foco em relação à trama fraternal e a relação entre a moça cega e o menino chinês torna-se um elemento que prende bastante. O algoz também está conectado a essas temáticas mais humanas e sociais, aparecendo sempre à espreita do que está acontecendo, inclusive com um olhar subjetivo que revela esse teor mais intimista e resguardado que ele possui.
A cena do eclipse é belíssima e a trilha sonora é imersiva e envolvente.
Maldição da Múmia
3.0 338 Assista AgoraDemoníaco, grotesco e vil! “A Maldição da Múmia” é um filme genérico, altamente divertido e bem-executado. Sabe unir clichês do gênero terror/exorcismo ao mesmo tempo que possui um humor intrínseco e involuntário à sua forma conceitual, remetendo, muitas vezes, a obras como A Morte do Demônio e outras do terror pós-moderno que insistem em colocar humor mesclado ao terror; nem sempre funciona, mas aqui até que vai bem. Sério, o filme tem duas horas de duração, mas não vi o tempo passar: as cenas prendem, o enredo, apesar de superficial, é interessante e instiga a continuar vendo o desenrolar dessa história. O contexto ligado ao Egito também é interessante, e acho que poderia ter abraçado mais a mitologia junto à trama do exorcismo. As únicas partes que deixam a narrativa visivelmente arrastada são a trama policial, totalmente esquecível e ruim. As cenas de gore e violência são graficamente inquietantes e desconfortáveis, principalmente aquelas relacionadas a vilipêndio do corpo jaz morto e à queda de dentes (sério, tenho pesadelos com isso) — essas duas sequências são horríveis e bastante nojentas, ainda mais por ocorrerem simultaneamente. A direção é estilosa e conceitualmente remete à Morte do Demônio, tanto em aspectos gráficos quanto em elementos ligados à fotografia, enquadramentos e montagem. Me diverti muito vendo esse filme à tarde, não esperava gostar tanto.
E aliás, que pai gostoso e bonito, hein… Os olhos dele arregalados e cheios de expressão são um detalhe que me chamou muito a atenção. O ator é lindo.
Predador 2: A Caçada Continua
3.2 327 Assista AgoraDeu uma decaída acentuada em relação ao primeiro. Basicamente é um filme de ação genérico sem muitos atrativos e elementos memoráveis: os personagens são chatos e sem graça, não tem nenhum à altura do final boy do primeiro. Apostar numa distopia de uma LA violenta soa até interessante, mas não envelheceu bem: é muita gritaria, muita confusão e agito, a completa antítese do isolamento e da estranheza que a floresta do primeiro imprimia. Tem boas cenas de ação e algumas até interessantes (como os planos do predador em cima dos prédios com a cidade à frente), mas ainda assim é um filme muito chato e decepcionante. Espero que os outros compensem!
Tomando Rumo
2.8 11 Assista AgoraEu amei esse filme! Road trip teen muito divertido, cativante e carismático! Adorei os personagens: principalmente o protagonista twink e aspirante a cineasta vivido pelo ótimo Sam Nivola; o personagem dele lembra muito os protagonistas de filmes de comédia oitentistas que passavam na sessão da tarde, assim como o filme no geral. A Aparna também é outra personagem que tem um arco bem interessante ligado à sexualidade e a descobertas (sério, a mudança dela é bem legal). Os outros dois são legais também, principalmente a Evie, mas sinto que eles não tiveram um desenvolvimento tão interessante quanto o de Jeremy e o de Aparna! A química entre eles é muito agradável de acompanhar, assim como a vibe solar e jovem que o filme tem.
Filme conforto e genuinamente bom; o humor funciona, os personagens são legais e o núcleo adulto também diverte.
Por Cima do Seu Cadáver
2.9 92 Assista AgoraTotalmente descompensado e galhofa. Samara Weaving um deslumbre de atriz carismática e talentosa; sério, ela é muito boa em tudo que se propõe a fazer… baita atriz boa! Gostei das farpas que rola entre o casal, que aliás, teve química e carisma. Divertidíssimo
O Fantasma
3.1 121Pungente, atmosférico e soturno. Assistir “O Fantasma” é como aqueles sonhos que temos onde a aleatoriedade impera e a dissociação da realidade predomina; quando acordamos, tentamos, ao máximo, juntar as peças do quebra-cabeça, como se assim ficassem mais narráveis e consequentemente mais coerentes. A sensação que tive com o filme foi exatamente essa: embora insípido e apático na maior parte do tempo, não consegui não ficar envolvido e curioso com o desenrolar da história — acompanha um jovem de dezenove anos, aventurando-se sexualmente com homens em noites banais enquanto trabalha com limpeza urbana. Nesse ínterim, muitas simbologias e sexualização masculina são postas na mise-en-scène, com cenas e enquadramentos que vão desde o grotesco ao voyeurismo, numa busca incessante por algo que demarque sentido enquanto o protagonista entra numa odisseia de obsessão e fetiche relacionado a sexo e dominação — à medida que passa a se entender como sujeito dotado de desejos e subjetividades. O protagonista indiferente e extremamente atraente é um charme sedutor; seu jeito carrancudo, meio narcísico e brusco emite sensações que permeiam entre tesão, esquisitice e fetichismo (inclusive remete muito às obras de Foucault sobre sexualidade). O corpo do protagonista (belíssimo por sinal) é visto sob uma ótica de hiperssexualização que resulta em cenas belíssimas de nudez masculina — é efervescente, viril e extremamente sensual, mesmo quando apela para algo mais grotesco e explícito. A fotografia também merece destaque por apresentar algo sensorial e ambíguo na maior parte do tempo, juntando-se à narrativa não linear e às vezes até confusa. É um filme com pouquíssimos diálogos, mas que fala muito através do sensorial, do toque e das furtivas e sorrateiras madrugadas; a sensação é que os personagens estão sempre à espreita, performando e induzindo o outro a ceder aos desejos e às emoções mais profundas e brutais. Aliás, assisti-lo de madrugada, com fone de ouvido, luzes apagadas, foi uma experiência muito interessante e imersiva. Indico muito!