É bem funcional e divertida quando aposta nos clichês e no teor despretensioso inerente às comédias românticas; na minha opinião, o casal, no geral, teve química e são carismáticos, principalmente ali no começo, que começa com o velho clichê do acordo que culmina nos dois se apaixonando! A trama da amiga também é bastante legal, principalmente a relação dela com o personagem Dean… teve momentos, inclusive, que achei melhor que o casal principal. Agora, em relação a parte negativa, digo que, o grande erro da série está na pretensão de querer abordar temas pesados, quando, na verdade, o texto não consegue mensurar a densidade desses assuntos, deixando a narrativa um tanto risível e superficial, além de entregar linhas de diálogos digna de fanfic adolescente. O sexo, imbuído à trama do abuso, deixa muito a desejar, principalmente quando retoma esse traumas da personagem Hanna e sucede-se pela tentativa dela em superar através do saco; como se o orgasmo viesse acompanhado da cura. Achei essa trama simplesmente ridícula, assim como toda a abordagem concernente a esse tema, foi muito mal escrito e os diálogos ruins não deram conta de fazer algo mais sério! Chega a ser constrangedor, inclusive! Mas, tirando essas ressalvas, até que gostei da série e me diverti assistindo… os personagens tem uma sinergia boa e são agradáveis de acompanhar, além do clima universitário descolado e repleto de hormônios (aliás, quanto macho gostoso essa série tem né?! 🫦).
Realmente deixa a desejar em alguns momentos, principalmente pelo ares de temporada épica que a própria trama deixou transparecer... agora essa aversão toda dizendo que é uma temporada péssima e um dos piores finais de série parece-me mais produto de um efeito-manada em que um reproduz falas-prontas e discursos embasados em achismos e sem embasamento. A temporada, assim como as anteriores, tem seus altos e baixos, com momentos incrivelmente bons e outros que ficam aquém do potencial, mas sempre pautada em diálogos inteligentes e um reflexo ácido da sociedade atual, mostrando-se extremamente pungente e síncrona.
O trabalho de som e a ambientação são o cerne do filme: você sente a repressão atrelada à criação da personagem e as angústias que ela sente em relação à religiosidade e ao ceticismo que ela diz acreditar veementemente. A casa soturna e fria, além de carregar o peso da mãe moribunda, também é palco para as lamúrias religiosas permeadas de culpa e remorso que a protagonista carrega, como um peso a mais por negligenciar sua fé e crença. Às vezes, o filme se excede na morosidade e nas cenas que parecem prolongar-se demais, quando não parecem repetidas e sem propósito, embora o louvável trabalho de som e ambientação deixe a narrativa envolvente e bastante atmosférica.
O filme entrega na parte experimental e sensorial ao mesmo tempo decepciona no argumento dramático e maternal. Vale a conferida!
Assisti já ciente dos spoilers e, ainda assim, consegui ficar tenso e ansioso. O filme é muito tenso e angustiante; a violência, altamente presente na narrativa, mostra-se tanto literal quanto simbolicamente, a considerar o contexto no qual os jovens malfeitores foram criados. A perpetuação da violência e o ciclo de abuso parecem dominar o território em questão, o que de fato se comprova à medida que a trama se desenrola e a sensação de impunidade passa a dominar a trama.
Imagina você, às vésperas de sair da prisão, ter que conviver com um novo colega de cela barra-pesada que pode comprometer a sua iminente saída, ao mesmo tempo em que passa a desfrutar dos privilégios de que seu companheiro dispõe, criando uma ligação repleta de tensão e imprevisibilidade.
Tom Blyth é um dos atores mais interessantes da atualidade e aqui ele comprova mais ainda a sua versatilidade e talento. Seu personagem é colossal e imprevisível à medida que se expõe e apresenta riscos para o protagonista, que, aliás, é bastante interessante quando não sucumbe à tentação e às armadilhas intrínsecas do ambiente prisional. Existe ali, além do desejo de não se comprometer e arriscar sua soltura, a necessidade de sobreviver e adaptar-se à dinâmica daquele cenário intempestivo. O personagem do Tom diz muito pelo olhar, pelo físico e pela própria linguagem que o filme apresenta, imergindo o telespectador naquela prisão crua e sem rodeios, algo que funciona super bem.
E que homem gostoso é o Tom Blyth, né? A cena dele chegando na cela é surreal. 🥵.
É bonito ver os personagens seguindo em frente e recomeçando. A protagonista Kenna, determinada a reestruturar sua vida e rever a filha, retorna à cidade após cumprir anos de prisão devido à morte do seu namorado em um trágico acidente, tendo de lidar não apenas com o preconceito e o estigma atrelado a ex-presidiários, como também com a relutância dos sogros em permitir a aproximação dela com a filha. Gosto de como o filme abraça o folhetinesco e não se envergonha disso: tem traumas do passado, rancores que perduram e reverberam, culpa e remorso que movem os personagens e a trama. O romance, embora um tanto superficial e corrido, não me incomodou, mas parece ficar em segundo plano em relação à trama central e, principalmente, ao desenrolar da história e à busca da protagonista em reaver sua filha e, consequentemente, desenvolver uma relação com ela. As atuações são ótimas e há uma organicidade protocolar nas cenas que torna tudo muito atrativo e carismático; desses que te prendem e te envolvem.
E que legal a participação da Lauren Graham: nossa eterna Lorelai Gilmore ❤️.
O filme resume-se a frases de efeito que parecem profundas e impactantes, mas que soam forçadas e pretensiosas num contexto tão apático, sem emoção e desenvolvimento. Histórias de amizade são atemporais; encontros e desencontros, por mais clichês que sejam, sempre são interessantes e agradáveis de acompanhar, seja de que maneira for — se houver personagens minimamente carismáticos e interessantes. Infelizmente, o filme é muito apático e sem carisma: os personagens são vazios e desinteressantes, comprometendo a ligação e a relação que ocorre entre eles; não à toa, os encontros e desencontros são sem alma, letárgicos e completamente vazios. A princípio, o encontro efêmero junto à brusca separação de Togashi e Komiya sugere que ambos têm algo que não foi concluído e que não foi devidamente vivenciado, imprimindo a sensação de incompletude. Esse vazio intrínseco nos dois é até interessante quando pensamos na catarse que o vindouro reencontro irá proporcionar, ainda mais com as mudanças e o que não foi dito entre ambos, mas o filme não sustenta e não entrega a devida importância a esse detalhe, fazendo desse momento algo risivelmente esquecível e sem emoção. Ou seja: como criar conexão quando o filme não dá a mínima importância a seus personagens e à história que está sendo contada? A impressão que fica é que tentaram criar algo motivacional que flerta com temáticas análogas à saúde mental, resiliência e determinação, ao mesmo tempo que ignora o mais importante: desenvolver os personagens e a relação genuína e humanamente crível.
Mais uma ótima e divertida temporada! Gosto demais dos personagens, do enredo, da ambientação e da trilha sonora, além da fotografia solar e bastante vivaz.
Às vezes tedioso, às vezes insuportável! Personagens ridículos numa trama chata e desinteressante, além de careta, espalhafatosa e elitista. Os velhos desse filme são insuportavelmente chatos e horríveis de acompanhar… o pai e o professor são intragáveis 🤢. Adoro a Audrey Hepburn, mas essa Eliza que ela faz é uma chata e sem um pingo de carisma; além dos gritos e do histrionismo exacerbado. As cenas musicais são uma vergonha alheia: uma música pior que a outra. Esteticamente é muito bonito: os figurinos, direção de arte e fotografia são deslumbrantes e elegantemente charmosos, mas nem isso consegue tirar o marasmo e a chatice do filme! Infelizmente envelheceu super mal.
Isso daqui é dramaturgia da mais altíssima qualidade. Produção soberba; atuações impecáveis, fotografia e direção ímpar, figurinos e direção de arte irrepreensíveis! E que atuações lindas… literatura e audiovisual lindamente mesclados à gênese artística e semiótica.
Personagens vazios, desinteressantes e sem carisma inseridos numa trama rasa, superficial e totalmente sem emoção. As cenas de sexo, ao invés de serem excitantes e orgânicas, soam forçadas e altamente ensaiadas, quando tudo é tão falso; desde a trama, os personagens e, principalmente, as atuações, que, diga-se de passagem, são bem ruins. Não é sexy quando tenta ser; é constrangedor quando tenta ser um drama; patético quando tenta humanizar os personagens, tendo em vista que são todos muito ruins e risivelmente fracos. As partes “dramáticas” chegam a ser ridículas, de tão sofríveis que são!
Ótimas sequências de perseguição e de suspense. A cena da final girl fugindo do assassino logo no início é muito boa; as falhas tentativas dela tentando abrir as portas à medida que o assassino se aproxima e a trilha sonora começa a ficar tensa são muito bem executadas. A violência intrínseca às mortes é realmente muito bem-feita e estilosa — além da antítese do assassino ter uma pegada mais bruta, ao mesmo tempo que adere a uma sutileza ao deixar uma rosa em cada vítima.
Ai, nada melhor do que assistir filmes slasher de madrugada! Amo muito! ❤️
É uma série envolvente, melodramática e muito bem-feita. Os diálogos são muito bons, com sutileza e nuances admiráveis a considerar a produção de Ryan Murphy e o jeito nada sutil que as produções dele tendem a ser. O elenco é maravilhoso, à exceção da Naomi Watts mãe do John F. Kennedy; é uma atriz excelente, fato, mas aqui estava péssima e super canastrona. Nossa, o casal principal é de uma química impar também. E QUE HOMEM BONITO E GOSTOSO O ATOR PRINCIPAL.
Um ótimo entretenimento para assistir à noite. Vale pela breguice e pela ridicularidade inerentes à trama. As personagens, embora fracas e esquecíveis, conseguem segurar o roteiro fraco com carisma e química, por mais superficiais que sejam. A trama também não é das melhores, mas é bem divertida e camp!
Um ótimo entretenimento para assistir à noite. Vale pela breguice e pela ridicularidade inerentes à trama. As personagens, embora fracas e esquecíveis, conseguem segurar o roteiro fraco com carisma e química, por mais superficiais que sejam. A trama também não é das melhores, mas é bem divertida e camp!
Infelizmente, achei uma chatice! Muito bonita a estética barroca e a semiótica da pintura transcrita em movimento, mas o filme é muito confuso e arrastado; nem a versão twink saborosa do Caravaggio consegue deixá-lo interessante. A linguagem, embora interessante, singular e vanguardista, não consegue fazer do filme algo tão memorável e icônico quanto o maravilhoso Sebastiane (1976).
Artístico, melancólico e sensual! A sequência final é espetacular e de uma beleza ímpar: corpos masculinos filmados à exaustão, com um tesão e virilidade exuberantes. Lindíssimo! ✨🫦
Nossa, eu amei a vibe slasher que o filme tem. A cena inicial, remetendo a The Burning, é muito boa, tal qual a maneira divertida que o filme brinca com os clichês do gênero. A cena do Fred em frente à mansão, com a fotografia meio inclinada, fazendo referência a O Massacre da Serra Elétrica, é uma delícia!
Polêmico, ousado e igualmente inquietante e envolvente. É um filme que preza pelo silêncio e pela sutileza, enquanto os personagens performam uma falsa naturalidade à medida que evocam uma efusão de sentimentos conflitantes e questionáveis.
A noção de moralidade é posta à prova quando convenções sociais são desafiadas perante a realidade das interações humanas, onde a regra da moral é sempre parâmetro ditatório; fingir que está tudo normal parece confortável diante da verdade e do caos.
É muito interessante como o filme não faz uma caricatura dos personagens como bons ou maus — é fato que a situação deixa margem para discussão, mas nunca é maniqueísta; há nuances que reverberam nos personagens, nas falas, na própria trama e na maneira que eles lidam com a situação fora de controle.
A dinâmica familiar, embora aparente normalidade e afeição, imprime sentimentos análogos à inquietação, ao desejo e à libertinagem concernente à própria cultura francesa, como se fosse algo natural e rotineiro na família moderna apresentada no filme; tanto que a mãe é desafiada a desvendar o que ocorre em segredo, mesmo sem querer acreditar ou descobrir — o medo é muito mais pelo choque que irá sentir do que pela situação em si.
Nossa, como é bom assistir a um filme ousado e complexo como esse! Consegue ser surpreendente, imprevisível e dúbio; é um daqueles que fica com você quando termina.
Gostei muito da direção também, da fotografia em 4:3, imprimindo a sensação de claustrofobia à medida que mantém planos abertos e um clima solar que contrasta com a obscuridade e perturbação latente dos personagens.
A catarse do filme, o momento mais esperado, onde a mãe flagra os dois, é uma cena muito boa, além da sensualidade e da beleza dos dois que protagonizam a cena tórrida, conseguindo ser sexy e perturbadora na mesma medida, além do choque visível estampado na cara da mãe, numa mistura de ódio, rancor e repulsa.
O final não poderia ser melhor: é ambíguo, performático e extremamente satisfatório.
Pânico 7 está longe de ser um filme ruim e indigno de estar à altura da franquia, mas é nitidamente uma produção mal executada e realizada a toque de caixa; feita para suprir mais as demandas do estúdio do que pela urgência de trazer as raízes da franquia à tona novamente, sobretudo no que tange à célebre protagonista Sydney Prescott, que nunca deveria ter sido subvalorizada na franquia. O filme começa muito bem, a cena de abertura é muito interessante ao introduzir um casal carismático e fãs da franquia Stab, simbolizando o apego pelo passado ao mesmo tempo que realça o apreço que os fãs mais saudosos sentem pela franquia – tanto na diegese quanto no que cerne à própria produção e ao universo criado por Wes Craven. As cenas iniciais corroboram que nada será como antes; o Ghostface aqui aparece à espreita, e a casa de Stu, imortalizada no primeiro filme, aparece espetacularizada em uma performance que contextualiza o período atual, onde a internet reflete e populariza o crime e a glamourização da violência. O problema atrelado ao filme começa na direção confusa e corrida de Kevin Williamson, que de fato entrega um resultado mediano e bastante aquém do potencial que o próprio filme apresenta: as sequências de cenas parecem superficiais e automáticas, o que deixa tudo muito esquecível e sem tesão… como um trabalho feito às pressas e sem muito esmero. O fato torna-se ainda mais triste devido à cara de produção B feita para o streaming que o filme tem: a fotografia é apática e bastante previsível, que, embora traga planos interessantes e uma imponência à imagem de Ghostface, fica a desejar quando nos deparamos com o orçamento considerável que possui. O plot é muito interessante ao lidar com a maternidade da Sydney e a volta do Ghostface em um contexto mais suburbano e “pés no chão”, embora esqueça de desenvolver outros personagens além da relação mãe e filha (principalmente no que se refere aos amigos da Tatum, em especial ao cinéfilo fã de true crime, Lucas Bowden, interpretado pelo ótimo e gostoso Asa Germann). É tudo muito superficial e sem carisma: a ligação da Tatum com o grupo de amigos acaba comprometendo qualquer eventual apego que venhamos a ter por eles. A conexão da Sydney com o marido, por exemplo, é muito mais direta e prática, imprimindo química e carisma com diálogos banais e mutuamente cinérgicos; da mesma forma acontece com a Gale. Os gêmeos passam totalmente batidos; nem o monólogo da Mindy quiseram colocar. Pânico 7 diverte e entretém bastante, embora sua execução seja inferior à trama e às personagens – e isso se deve à direção de Kevin Williamson, que, sim, é o grande culpado pelo sabor agridoce da sequência.
Uma bela de uma porcaria! Personagens risíveis de ruins e mal escritos, enredo clichê mas totalmente anêmico e sem carisma. A substância já é ruim e ainda inventam de fazer uma cópia ainda pior…
Nem as duas atrizes conseguem deixar essa bomba minimamente agradável e interessante.
Belíssimo! O amor e a afeição brotam em um contexto repressivo e alinhado a regras disciplinares voltadas para jovens marginalizados que estão à mercê da sociedade.
Gosto como o filme não lida com o preconceito de forma explícita; por mais que vejamos a violência simbólica e sistemática, nunca é escancarada, mas sim de forma sutil e sugestiva. A relação dos jovens, por mais que exista o confronto direto e a armadura incisiva apareça como forma de força e rebeldia, representa também a vulnerabilidade e a insegurança em viver em um ambiente imprevisível e que te descartará quando chegar à idade certa.
Lindo como o romance surge de forma espontânea e com uma apatia que subverte quaisquer pensamentos que farão o telespectador pensar que, a priori, a relação surgiria repleta de preconceito e homofobia internalizada; o que de fato existe, mas mais por condições análogas às performances sociais do que pela personalidade dos personagens.
As interações dos dois são lindas: os olhares, o não dito que revela aquilo que por vezes o falar não consegue mensurar, o toque carregado de desejo e confusão inerente ao lugar incerto e vigilante onde estão inseridos… a conexão genuína que culmina no medo e na insegurança de um perder o outro.
Achei lindas demais as trocas emocionais entre os dois por meio da música e da rádio, expressando emoções reprimidas pela parede que separa o quarto dos dois, da mesma forma que o trabalho másculo e viril sendo alicerce para manter o sigilo e a conexão de ambos.
Off Campus: Amores Improváveis (1ª Temporada)
4.0 33 Assista AgoraÉ bem funcional e divertida quando aposta nos clichês e no teor despretensioso inerente às comédias românticas; na minha opinião, o casal, no geral, teve química e são carismáticos, principalmente ali no começo, que começa com o velho clichê do acordo que culmina nos dois se apaixonando! A trama da amiga também é bastante legal, principalmente a relação dela com o personagem Dean… teve momentos, inclusive, que achei melhor que o casal principal. Agora, em relação a parte negativa, digo que, o grande erro da série está na pretensão de querer abordar temas pesados, quando, na verdade, o texto não consegue mensurar a densidade desses assuntos, deixando a narrativa um tanto risível e superficial, além de entregar linhas de diálogos digna de fanfic adolescente. O sexo, imbuído à trama do abuso, deixa muito a desejar, principalmente quando retoma esse traumas da personagem Hanna e sucede-se pela tentativa dela em superar através do saco; como se o orgasmo viesse acompanhado da cura. Achei essa trama simplesmente ridícula, assim como toda a abordagem concernente a esse tema, foi muito mal escrito e os diálogos ruins não deram conta de fazer algo mais sério! Chega a ser constrangedor, inclusive! Mas, tirando essas ressalvas, até que gostei da série e me diverti assistindo… os personagens tem uma sinergia boa e são agradáveis de acompanhar, além do clima universitário descolado e repleto de hormônios (aliás, quanto macho gostoso essa série tem né?! 🫦).
The Boys (5ª Temporada)
2.8 265 Assista AgoraRealmente deixa a desejar em alguns momentos, principalmente pelo ares de temporada épica que a própria trama deixou transparecer... agora essa aversão toda dizendo que é uma temporada péssima e um dos piores finais de série parece-me mais produto de um efeito-manada em que um reproduz falas-prontas e discursos embasados em achismos e sem embasamento. A temporada, assim como as anteriores, tem seus altos e baixos, com momentos incrivelmente bons e outros que ficam aquém do potencial, mas sempre pautada em diálogos inteligentes e um reflexo ácido da sociedade atual, mostrando-se extremamente pungente e síncrona.
Undertone
3.1 95O trabalho de som e a ambientação são o cerne do filme: você sente a repressão atrelada à criação da personagem e as angústias que ela sente em relação à religiosidade e ao ceticismo que ela diz acreditar veementemente. A casa soturna e fria, além de carregar o peso da mãe moribunda, também é palco para as lamúrias religiosas permeadas de culpa e remorso que a protagonista carrega, como um peso a mais por negligenciar sua fé e crença. Às vezes, o filme se excede na morosidade e nas cenas que parecem prolongar-se demais, quando não parecem repetidas e sem propósito, embora o louvável trabalho de som e ambientação deixe a narrativa envolvente e bastante atmosférica.
O filme entrega na parte experimental e sensorial ao mesmo tempo decepciona no argumento dramático e maternal. Vale a conferida!
Sem Saída
3.3 782Assisti já ciente dos spoilers e, ainda assim, consegui ficar tenso e ansioso. O filme é muito tenso e angustiante; a violência, altamente presente na narrativa, mostra-se tanto literal quanto simbolicamente, a considerar o contexto no qual os jovens malfeitores foram criados. A perpetuação da violência e o ciclo de abuso parecem dominar o território em questão, o que de fato se comprova à medida que a trama se desenrola e a sensação de impunidade passa a dominar a trama.
O Código da Cadeia
3.2 3Imagina você, às vésperas de sair da prisão, ter que conviver com um novo colega de cela barra-pesada que pode comprometer a sua iminente saída, ao mesmo tempo em que passa a desfrutar dos privilégios de que seu companheiro dispõe, criando uma ligação repleta de tensão e imprevisibilidade.
Tom Blyth é um dos atores mais interessantes da atualidade e aqui ele comprova mais ainda a sua versatilidade e talento. Seu personagem é colossal e imprevisível à medida que se expõe e apresenta riscos para o protagonista, que, aliás, é bastante interessante quando não sucumbe à tentação e às armadilhas intrínsecas do ambiente prisional. Existe ali, além do desejo de não se comprometer e arriscar sua soltura, a necessidade de sobreviver e adaptar-se à dinâmica daquele cenário intempestivo.
O personagem do Tom diz muito pelo olhar, pelo físico e pela própria linguagem que o filme apresenta, imergindo o telespectador naquela prisão crua e sem rodeios, algo que funciona super bem.
E que homem gostoso é o Tom Blyth, né? A cena dele chegando na cela é surreal. 🥵.
Uma Segunda Chance
3.1 28 Assista AgoraÉ bonito ver os personagens seguindo em frente e recomeçando. A protagonista Kenna, determinada a reestruturar sua vida e rever a filha, retorna à cidade após cumprir anos de prisão devido à morte do seu namorado em um trágico acidente, tendo de lidar não apenas com o preconceito e o estigma atrelado a ex-presidiários, como também com a relutância dos sogros em permitir a aproximação dela com a filha. Gosto de como o filme abraça o folhetinesco e não se envergonha disso: tem traumas do passado, rancores que perduram e reverberam, culpa e remorso que movem os personagens e a trama. O romance, embora um tanto superficial e corrido, não me incomodou, mas parece ficar em segundo plano em relação à trama central e, principalmente, ao desenrolar da história e à busca da protagonista em reaver sua filha e, consequentemente, desenvolver uma relação com ela. As atuações são ótimas e há uma organicidade protocolar nas cenas que torna tudo muito atrativo e carismático; desses que te prendem e te envolvem.
E que legal a participação da Lauren Graham: nossa eterna Lorelai Gilmore ❤️.
A Corrida dos 100 Metros
3.8 20 Assista AgoraO filme resume-se a frases de efeito que parecem profundas e impactantes, mas que soam forçadas e pretensiosas num contexto tão apático, sem emoção e desenvolvimento. Histórias de amizade são atemporais; encontros e desencontros, por mais clichês que sejam, sempre são interessantes e agradáveis de acompanhar, seja de que maneira for — se houver personagens minimamente carismáticos e interessantes. Infelizmente, o filme é muito apático e sem carisma: os personagens são vazios e desinteressantes, comprometendo a ligação e a relação que ocorre entre eles; não à toa, os encontros e desencontros são sem alma, letárgicos e completamente vazios. A princípio, o encontro efêmero junto à brusca separação de Togashi e Komiya sugere que ambos têm algo que não foi concluído e que não foi devidamente vivenciado, imprimindo a sensação de incompletude. Esse vazio intrínseco nos dois é até interessante quando pensamos na catarse que o vindouro reencontro irá proporcionar, ainda mais com as mudanças e o que não foi dito entre ambos, mas o filme não sustenta e não entrega a devida importância a esse detalhe, fazendo desse momento algo risivelmente esquecível e sem emoção. Ou seja: como criar conexão quando o filme não dá a mínima importância a seus personagens e à história que está sendo contada? A impressão que fica é que tentaram criar algo motivacional que flerta com temáticas análogas à saúde mental, resiliência e determinação, ao mesmo tempo que ignora o mais importante: desenvolver os personagens e a relação genuína e humanamente crível.
No Pique de Nova York
2.9 626 Assista AgoraJared Padaleck explodindo de gostoso nesse filme! Homão da p0rr4 🥵🥵
Matador
3.6 138Almodóvar na sua melhor forma: sexy, extravagante, sensual, carnal e politicamente incorreto!
Tesão de filme!
Com Carinho, Kitty (3ª Temporada)
3.5 15Mais uma ótima e divertida temporada! Gosto demais dos personagens, do enredo, da ambientação e da trilha sonora, além da fotografia solar e bastante vivaz.
Minha Bela Dama
4.0 362 Assista AgoraÀs vezes tedioso, às vezes insuportável! Personagens ridículos numa trama chata e desinteressante, além de careta, espalhafatosa e elitista. Os velhos desse filme são insuportavelmente chatos e horríveis de acompanhar… o pai e o professor são intragáveis 🤢. Adoro a Audrey Hepburn, mas essa Eliza que ela faz é uma chata e sem um pingo de carisma; além dos gritos e do histrionismo exacerbado. As cenas musicais são uma vergonha alheia: uma música pior que a outra. Esteticamente é muito bonito: os figurinos, direção de arte e fotografia são deslumbrantes e elegantemente charmosos, mas nem isso consegue tirar o marasmo e a chatice do filme! Infelizmente envelheceu super mal.
Como Água Para Chocolate (2ª Temporada)
3.8 5 Assista AgoraIsso daqui é dramaturgia da mais altíssima qualidade. Produção soberba; atuações impecáveis, fotografia e direção ímpar, figurinos e direção de arte irrepreensíveis! E que atuações lindas… literatura e audiovisual lindamente mesclados à gênese artística e semiótica.
Andres Baida gostoso demais
Ruas da Glória
2.5 11 Assista AgoraPersonagens vazios, desinteressantes e sem carisma inseridos numa trama rasa, superficial e totalmente sem emoção. As cenas de sexo, ao invés de serem excitantes e orgânicas, soam forçadas e altamente ensaiadas, quando tudo é tão falso; desde a trama, os personagens e, principalmente, as atuações, que, diga-se de passagem, são bem ruins. Não é sexy quando tenta ser; é constrangedor quando tenta ser um drama; patético quando tenta humanizar os personagens, tendo em vista que são todos muito ruins e risivelmente fracos. As partes “dramáticas” chegam a ser ridículas, de tão sofríveis que são!
Um ultraje comparar essa bomba com o ótimo Baby.
Quem Matou Rosemary?
3.2 114Ótimas sequências de perseguição e de suspense. A cena da final girl fugindo do assassino logo no início é muito boa; as falhas tentativas dela tentando abrir as portas à medida que o assassino se aproxima e a trilha sonora começa a ficar tensa são muito bem executadas. A violência intrínseca às mortes é realmente muito bem-feita e estilosa — além da antítese do assassino ter uma pegada mais bruta, ao mesmo tempo que adere a uma sutileza ao deixar uma rosa em cada vítima.
Ai, nada melhor do que assistir filmes slasher de madrugada! Amo muito! ❤️
História De Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette …
3.6 26 Assista AgoraÉ uma série envolvente, melodramática e muito bem-feita. Os diálogos são muito bons, com sutileza e nuances admiráveis a considerar a produção de Ryan Murphy e o jeito nada sutil que as produções dele tendem a ser. O elenco é maravilhoso, à exceção da Naomi Watts mãe do John F. Kennedy; é uma atriz excelente, fato, mas aqui estava péssima e super canastrona. Nossa, o casal principal é de uma química impar também. E QUE HOMEM BONITO E GOSTOSO O ATOR PRINCIPAL.
Lindas e Letais
2.9 85 Assista AgoraUm ótimo entretenimento para assistir à noite. Vale pela breguice e pela ridicularidade inerentes à trama. As personagens, embora fracas e esquecíveis, conseguem segurar o roteiro fraco com carisma e química, por mais superficiais que sejam. A trama também não é das melhores, mas é bem divertida e camp!
Lindas e Letais
2.9 85 Assista AgoraUm ótimo entretenimento para assistir à noite. Vale pela breguice e pela ridicularidade inerentes à trama. As personagens, embora fracas e esquecíveis, conseguem segurar o roteiro fraco com carisma e química, por mais superficiais que sejam. A trama também não é das melhores, mas é bem divertida e camp!
Caravaggio
3.5 67Infelizmente, achei uma chatice! Muito bonita a estética barroca e a semiótica da pintura transcrita em movimento, mas o filme é muito confuso e arrastado; nem a versão twink saborosa do Caravaggio consegue deixá-lo interessante. A linguagem, embora interessante, singular e vanguardista, não consegue fazer do filme algo tão memorável e icônico quanto o maravilhoso Sebastiane (1976).
Sebastiane
3.6 41Artístico, melancólico e sensual! A sequência final é espetacular e de uma beleza ímpar: corpos masculinos filmados à exaustão, com um tesão e virilidade exuberantes. Lindíssimo! ✨🫦
Scooby-Doo! Acampamento Assustador
3.8 31 Assista AgoraNossa, eu amei a vibe slasher que o filme tem. A cena inicial, remetendo a The Burning, é muito boa, tal qual a maneira divertida que o filme brinca com os clichês do gênero. A cena do Fred em frente à mansão, com a fotografia meio inclinada, fazendo referência a O Massacre da Serra Elétrica, é uma delícia!
A Síndrome do Verão Sem Fim
3.7 7Polêmico, ousado e igualmente inquietante e envolvente. É um filme que preza pelo silêncio e pela sutileza, enquanto os personagens performam uma falsa naturalidade à medida que evocam uma efusão de sentimentos conflitantes e questionáveis.
A noção de moralidade é posta à prova quando convenções sociais são desafiadas perante a realidade das interações humanas, onde a regra da moral é sempre parâmetro ditatório; fingir que está tudo normal parece confortável diante da verdade e do caos.
É muito interessante como o filme não faz uma caricatura dos personagens como bons ou maus — é fato que a situação deixa margem para discussão, mas nunca é maniqueísta; há nuances que reverberam nos personagens, nas falas, na própria trama e na maneira que eles lidam com a situação fora de controle.
A dinâmica familiar, embora aparente normalidade e afeição, imprime sentimentos análogos à inquietação, ao desejo e à libertinagem concernente à própria cultura francesa, como se fosse algo natural e rotineiro na família moderna apresentada no filme; tanto que a mãe é desafiada a desvendar o que ocorre em segredo, mesmo sem querer acreditar ou descobrir — o medo é muito mais pelo choque que irá sentir do que pela situação em si.
Nossa, como é bom assistir a um filme ousado e complexo como esse! Consegue ser surpreendente, imprevisível e dúbio; é um daqueles que fica com você quando termina.
Gostei muito da direção também, da fotografia em 4:3, imprimindo a sensação de claustrofobia à medida que mantém planos abertos e um clima solar que contrasta com a obscuridade e perturbação latente dos personagens.
A catarse do filme, o momento mais esperado, onde a mãe flagra os dois, é uma cena muito boa, além da sensualidade e da beleza dos dois que protagonizam a cena tórrida, conseguindo ser sexy e perturbadora na mesma medida, além do choque visível estampado na cara da mãe, numa mistura de ódio, rancor e repulsa.
O final não poderia ser melhor: é ambíguo, performático e extremamente satisfatório.
Baita filme bom!
Pânico 7
2.7 390 Assista AgoraPânico 7 está longe de ser um filme ruim e indigno de estar à altura da franquia, mas é nitidamente uma produção mal executada e realizada a toque de caixa; feita para suprir mais as demandas do estúdio do que pela urgência de trazer as raízes da franquia à tona novamente, sobretudo no que tange à célebre protagonista Sydney Prescott, que nunca deveria ter sido subvalorizada na franquia. O filme começa muito bem, a cena de abertura é muito interessante ao introduzir um casal carismático e fãs da franquia Stab, simbolizando o apego pelo passado ao mesmo tempo que realça o apreço que os fãs mais saudosos sentem pela franquia – tanto na diegese quanto no que cerne à própria produção e ao universo criado por Wes Craven. As cenas iniciais corroboram que nada será como antes; o Ghostface aqui aparece à espreita, e a casa de Stu, imortalizada no primeiro filme, aparece espetacularizada em uma performance que contextualiza o período atual, onde a internet reflete e populariza o crime e a glamourização da violência. O problema atrelado ao filme começa na direção confusa e corrida de Kevin Williamson, que de fato entrega um resultado mediano e bastante aquém do potencial que o próprio filme apresenta: as sequências de cenas parecem superficiais e automáticas, o que deixa tudo muito esquecível e sem tesão… como um trabalho feito às pressas e sem muito esmero. O fato torna-se ainda mais triste devido à cara de produção B feita para o streaming que o filme tem: a fotografia é apática e bastante previsível, que, embora traga planos interessantes e uma imponência à imagem de Ghostface, fica a desejar quando nos deparamos com o orçamento considerável que possui. O plot é muito interessante ao lidar com a maternidade da Sydney e a volta do Ghostface em um contexto mais suburbano e “pés no chão”, embora esqueça de desenvolver outros personagens além da relação mãe e filha (principalmente no que se refere aos amigos da Tatum, em especial ao cinéfilo fã de true crime, Lucas Bowden, interpretado pelo ótimo e gostoso Asa Germann). É tudo muito superficial e sem carisma: a ligação da Tatum com o grupo de amigos acaba comprometendo qualquer eventual apego que venhamos a ter por eles. A conexão da Sydney com o marido, por exemplo, é muito mais direta e prática, imprimindo química e carisma com diálogos banais e mutuamente cinérgicos; da mesma forma acontece com a Gale. Os gêmeos passam totalmente batidos; nem o monólogo da Mindy quiseram colocar.
Pânico 7 diverte e entretém bastante, embora sua execução seja inferior à trama e às personagens – e isso se deve à direção de Kevin Williamson, que, sim, é o grande culpado pelo sabor agridoce da sequência.
Segredo Obscuro
2.4 11Uma bela de uma porcaria! Personagens risíveis de ruins e mal escritos, enredo clichê mas totalmente anêmico e sem carisma. A substância já é ruim e ainda inventam de fazer uma cópia ainda pior…
Nem as duas atrizes conseguem deixar essa bomba minimamente agradável e interessante.
O Paraíso
3.3 24 Assista AgoraBelíssimo! O amor e a afeição brotam em um contexto repressivo e alinhado a regras disciplinares voltadas para jovens marginalizados que estão à mercê da sociedade.
Gosto como o filme não lida com o preconceito de forma explícita; por mais que vejamos a violência simbólica e sistemática, nunca é escancarada, mas sim de forma sutil e sugestiva. A relação dos jovens, por mais que exista o confronto direto e a armadura incisiva apareça como forma de força e rebeldia, representa também a vulnerabilidade e a insegurança em viver em um ambiente imprevisível e que te descartará quando chegar à idade certa.
Lindo como o romance surge de forma espontânea e com uma apatia que subverte quaisquer pensamentos que farão o telespectador pensar que, a priori, a relação surgiria repleta de preconceito e homofobia internalizada; o que de fato existe, mas mais por condições análogas às performances sociais do que pela personalidade dos personagens.
As interações dos dois são lindas: os olhares, o não dito que revela aquilo que por vezes o falar não consegue mensurar, o toque carregado de desejo e confusão inerente ao lugar incerto e vigilante onde estão inseridos… a conexão genuína que culmina no medo e na insegurança de um perder o outro.
Achei lindas demais as trocas emocionais entre os dois por meio da música e da rádio, expressando emoções reprimidas pela parede que separa o quarto dos dois, da mesma forma que o trabalho másculo e viril sendo alicerce para manter o sigilo e a conexão de ambos.