Joe, 17 anos, está prestes a ser liberado de um centro fechado para delinquentes juvenis. Se o juiz aprovar sua soltura, ele viverá sozinho. Mas a chegada de um novo jovem, William, desafiará seu desejo de liberdade.
Belíssimo! O amor e a afeição brotam em um contexto repressivo e alinhado a regras disciplinares voltadas para jovens marginalizados que estão à mercê da sociedade.
Gosto como o filme não lida com o preconceito de forma explícita; por mais que vejamos a violência simbólica e sistemática, nunca é escancarada, mas sim de forma sutil e sugestiva. A relação dos jovens, por mais que exista o confronto direto e a armadura incisiva apareça como forma de força e rebeldia, representa também a vulnerabilidade e a insegurança em viver em um ambiente imprevisível e que te descartará quando chegar à idade certa.
Lindo como o romance surge de forma espontânea e com uma apatia que subverte quaisquer pensamentos que farão o telespectador pensar que, a priori, a relação surgiria repleta de preconceito e homofobia internalizada; o que de fato existe, mas mais por condições análogas às performances sociais do que pela personalidade dos personagens.
As interações dos dois são lindas: os olhares, o não dito que revela aquilo que por vezes o falar não consegue mensurar, o toque carregado de desejo e confusão inerente ao lugar incerto e vigilante onde estão inseridos… a conexão genuína que culmina no medo e na insegurança de um perder o outro.
Achei lindas demais as trocas emocionais entre os dois por meio da música e da rádio, expressando emoções reprimidas pela parede que separa o quarto dos dois, da mesma forma que o trabalho másculo e viril sendo alicerce para manter o sigilo e a conexão de ambos.
Começa bem ruinzinho mas na segunda metade a história dá uma guinada. É curtinho, então, apesar de superficial, e meio obsessivo, como já disseram, vale a pena.
21.12.2025
Belíssimo! O amor e a afeição brotam em um contexto repressivo e alinhado a regras disciplinares voltadas para jovens marginalizados que estão à mercê da sociedade.
Gosto como o filme não lida com o preconceito de forma explícita; por mais que vejamos a violência simbólica e sistemática, nunca é escancarada, mas sim de forma sutil e sugestiva. A relação dos jovens, por mais que exista o confronto direto e a armadura incisiva apareça como forma de força e rebeldia, representa também a vulnerabilidade e a insegurança em viver em um ambiente imprevisível e que te descartará quando chegar à idade certa.
Lindo como o romance surge de forma espontânea e com uma apatia que subverte quaisquer pensamentos que farão o telespectador pensar que, a priori, a relação surgiria repleta de preconceito e homofobia internalizada; o que de fato existe, mas mais por condições análogas às performances sociais do que pela personalidade dos personagens.
As interações dos dois são lindas: os olhares, o não dito que revela aquilo que por vezes o falar não consegue mensurar, o toque carregado de desejo e confusão inerente ao lugar incerto e vigilante onde estão inseridos… a conexão genuína que culmina no medo e na insegurança de um perder o outro.
Achei lindas demais as trocas emocionais entre os dois por meio da música e da rádio, expressando emoções reprimidas pela parede que separa o quarto dos dois, da mesma forma que o trabalho másculo e viril sendo alicerce para manter o sigilo e a conexão de ambos.
Começa bem ruinzinho mas na segunda metade a história dá uma guinada. É curtinho, então, apesar de superficial, e meio obsessivo, como já disseram, vale a pena.
Um filme trágico, sensível e triste sobre amadurecimento!!
Alguém poderia me explicar o final?!
Fiquei a ver navios.