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Data de lançamento
20 Fev. 2025Duração
Taylor, um detento em busca de progressão para liberdade condicional, vê suas esperanças de recomeçar ameaçadas pela chegada de Dee, seu novo colega de cela. À medida que Taylor encontra segurança na presença de Dee, os laços entre eles são postos à prova quando Dee sofre um ataque brutal, forçando Taylor a enfrentar um dilema que pode comprometer sua chance de liberdade e até sua sobrevivência.
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BOM!
o diabo quando nao vem manda o secretario ne, o cara prestes a sair da cadeia e aparece esse cão pra atazanar
WASTEMAN
Direção: Cal McMau
Ano: 2025
Assistido em: 24/05/2026
Eu sou fascinado por histórias de prisão há muitos e muitos anos. Minha série favorita é Prison Break (2005–2017), meu livro favorito é O Conde de Monte Cristo, e eu me lembro de como as chamadas de Oz (1997–2003) na programação do SBT me deixavam completamente fascinado. Então, quando tomei conhecimento deste filme, fiquei com uma expectativa enorme para assisti-lo. E é muito bom quando você termina um longa percebendo que a espera valeu a pena, que ele conseguiu te cativar em todos os aspectos e entregar exatamente aquilo que prometia. Foi exatamente essa sensação que eu tive com Wasteman, e é muito gratificante quando se é recompensado dessa forma.
Taylor é um presidiário britânico que acaba criando uma relação intensa e perigosa com Dee, outro detento marcado pela violência e pela desesperança, recém-transferido para sua cela. Enquanto tentam sobreviver ao ambiente opressor da cadeia, ambos enfrentam seus próprios limites emocionais e psicológicos.
O mais interessante aqui é que a história é extremamente crua. Não existem muitos floreios nem tentativas de suavizar o que estamos vendo. O longa mostra pessoas que estão cumprindo pena, e o roteiro não perde tempo tentando criar desculpas emocionais ou cenas melodramáticas para amenizar os crimes cometidos por aqueles personagens. Não existe essa tentativa desesperada de transformar ninguém em vítima. Sabemos que todos estão ali porque fizeram algo errado e, portanto, merecem estar naquele ambiente. Não há inocentes, e o filme acompanha justamente os desdobramentos das atitudes dessas pessoas dentro daquele mundo brutal e selvagem.
Dizem que amizades construídas em situações extremas costumam ser as mais fortes, mas o roteiro também deixa muito claro que pessoas complicadas existem em qualquer lugar. E essa talvez seja a principal mensagem da história: ter cuidado com quem colocamos para dentro da nossa vida, com quem confiamos nossos medos, fragilidades e segredos. Muitas vezes, sem perceber, acabamos entregando armas para que essas pessoas usem contra nós no futuro.
Como protagonistas temos a excelente dupla David Johnson e Tom Blyth (um verdadeiro espetáculo aqui). Eu já conhecia o trabalho de ambos em outras produções, mas aqui sinto que os dois entregam performances muito mais maduras e intensas. Existe uma entrega emocional muito maior, e acredito que, se continuarem sendo desafiados com papéis assim, ainda podem apresentar trabalhos extremamente interessantes no futuro. A direção também merece elogios por construir um clima genuinamente claustrofóbico. Os espaços são apertados, a câmera permanece constantemente próxima dos protagonistas, quase nos sufocando junto com eles, e isso faz com que a gente sinta cada momento de tensão, desespero e brutalidade de maneira muito intensa.
Para não dizer que nada me incomodou, confesso que aqueles vídeos de celular inseridos entre algumas cenas, principalmente no início, me pareceram bastante deslocados e quebravam um pouco a imersão. Ainda assim, isso está longe de comprometer o resultado final.
Wasteman foi uma grata surpresa. É um filme que despertou meu interesse desde o momento em que ouvi falar dele, ainda na metade do ano passado, e só consegui assistir agora, mas a espera valeu completamente a pena. Trata-se de um drama extremamente interessante, com um roteiro que nos joga dentro de um mundo cruel, onde decisões precisam ser tomadas rapidamente para sobreviver. Toda a trajetória leva seus personagens ao limite e os obriga a tomar atitudes sem volta. E histórias assim, capazes de provocar impacto e reflexão ao mesmo tempo, representam justamente o cinema atingindo o seu ponto mais alto.
Tom Blyth entregou muito
Imagina você, às vésperas de sair da prisão, ter que conviver com um novo colega de cela barra-pesada que pode comprometer a sua iminente saída, ao mesmo tempo em que passa a desfrutar dos privilégios de que seu companheiro dispõe, criando uma ligação repleta de tensão e imprevisibilidade.
Tom Blyth é um dos atores mais interessantes da atualidade e aqui ele comprova mais ainda a sua versatilidade e talento. Seu personagem é colossal e imprevisível à medida que se expõe e apresenta riscos para o protagonista, que, aliás, é bastante interessante quando não sucumbe à tentação e às armadilhas intrínsecas do ambiente prisional. Existe ali, além do desejo de não se comprometer e arriscar sua soltura, a necessidade de sobreviver e adaptar-se à dinâmica daquele cenário intempestivo.
O personagem do Tom diz muito pelo olhar, pelo físico e pela própria linguagem que o filme apresenta, imergindo o telespectador naquela prisão crua e sem rodeios, algo que funciona super bem.
E que homem gostoso é o Tom Blyth, né? A cena dele chegando na cela é surreal. 🥵.