Luan
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Últimas opiniões enviadas

  • Luan
    2 dias atrás

    KNOCK AT THE CABIN
    Direção: M. Night Shyamalan
    Ano: 2023
    Assistido em: 26/04/2026

    M. Night Shyamalan não é um diretor de meios-termos, ele é muito 8 ou 80. Ou se gosta bastante de um trabalho dele, ou simplesmente detesta. Eu queria ter assistido este no cinema, entretanto ele não veio para a minha cidade, e acabou que eu perdi um pouco do entusiasmo e esperei passar esses três anos. Agora que tive a oportunidade de assistir, percebi que ele teve um efeito em mim que eu adoro quando acontece, que é o efeito da indignação. Eu amo quando um filme me deixa puto, me deixa revoltado, me deixa indignado, porque é sinal de que ele conseguiu conversar comigo de uma forma muito particular.

    Durante uma viagem a uma cabana isolada, Wen e seus pais, Eric e Andrew, têm a rotina interrompida quando Leonard e outros três desconhecidos invadem o local e os fazem reféns. Alegando agir para evitar o fim do mundo, os invasores apresentam uma escolha impossível: a família deve decidir qual deles será sacrificado voluntariamente. Enquanto eventos catastróficos começam a acontecer, Eric e Andrew entram em conflito sobre acreditar ou não na ameaça, sabendo que qualquer decisão terá consequências irreversíveis.

    Como um homem gay, eu sempre quis ver produções onde houvesse protagonistas homossexuais, mas sem todo o drama comum a isso. Sim, porque Hollywood parece só saber fazer longas dramáticos extremamente pesados ou comédias escrachadas, então ver uma produção onde o casal protagonista é gay em um roteiro de suspense e terror, onde a questão da sexualidade é pouco explorada ou nem chega a ser a base, é algo que eu vejo como positivo. Você consegue colocar um casal hetero ali naquela história que vai funcionar da mesma maneira.

    É o tipo de normalidade que nós esperamos ver, esperamos ser representados. Entretanto, ainda é pertinente uma crítica: Andrew e Eric são um casal que não tem nenhum tipo de interação como tal. Se você me dissesse que eles são amigos, eu iria acreditar. Eu não sei se o livro é dessa forma, mas no filme, Shyamalan deixou a desejar.

    O grande dilema moral que o filme traz é a questão entre você ser um crente e um descrente. Eu, particularmente, sou o Andrew encarnado. Eu tenho zero, aliás, não zero, eu tenho uma carga negativa de crença espiritual, no sobrenatural ou em qualquer coisa não física, não material. Logo, quando eu falei que o filme me despertou muita indignação, é porque os protagonistas tiveram inúmeras oportunidades de se livrar daqueles doidos e não fizeram. Eu sei que, no final, o roteiro toma um lado, mas eu me conheço, eu seria daqueles que, com absoluta certeza, iria pagar para ver.

    Tecnicamente falando, a produção é bem simples. O elenco é pequeno, o cenário é basicamente único, mas isso não é um problema. Shyamalan consegue criar um bom clima de tensão, nos deixar apreensivos, a trilha sonora colabora também e o ritmo é muito bom, fazendo com que o tempo passe sem você nem perceber. Quanto ao elenco, eu fiquei surpreso com o Dave Bautista. Não gosto dele como ator, acho fraquíssimo, mas aqui ele até esteve bem. O Jonathan Groff está excelente, mas seu personagem, Eric, é bem chatinho, talvez porque ele represente o oposto daquilo em que eu acredito, o que fez com que eu me encantasse muito pelo personagem Andrew, que o excelente Ben Aldridge deu muita personalidade. Mas, como um Potterhead assumido, eu confesso que esperava mais da participação do Rupert Grint.

    Repetindo o que eu disse lá no começo, Shyamalan é muito ame ou odeie. Eu não diria que amei este aqui, mas ele com certeza cai no grupo dos que me agradaram. É claro que algumas arestas do roteiro deveriam ter sido aparadas para deixar o tudo mais redondinho, como, por exemplo, explorar melhor os ditos desastres que acontecem ao longo da trama, para que nós ficássemos ainda mais em dúvida em relação ao que estava acontecendo, reforçando a proposta, que era nos deixar em constante incerteza sobre se aquelas pessoas estavam falando a verdade ou se eram apenas um bando de lunáticos fanáticos surtados.

    Ou, ainda, trabalhar mais a carga psicológica dos protagonistas, porque não existe uma justificativa clara do porquê eles colocariam a própria família em risco por um mundo que os rejeita, e não reagiriam de forma mais direta na primeira oportunidade que tiveram, e foram muitas. Mas, mesmo com essas falhas, o resultado final ainda é positivo, e eu classifico Knock at the Cabin como um dos melhores trabalhos recentes do Shyamalan, que após anos de irregularidades, parece ser encontrar em uma melhor situação.

  • Luan
    2 dias atrás

    HOW TO MAKE A KILLING
    Direção: John Patton Ford
    Ano: 2026
    Assistido em: 26/04/2026

    Após ler a sinopse desse filme, eu fiquei muito interessado em assisti-lo, não só porque sou fã do Glen Powell, mas porque achei a história muito interessante. Foi impossível não me lembrar imediatamente de um espetacular clássico da comédia britânica chamado Kind Hearts and Coronets (1949), protagonizado pelo saudoso Alec Guinness, que traz basicamente a mesma ideia. Curioso por essa semelhança, fui pesquisar e descobri que tanto How to Make a Killing quanto o filme dos anos 40 são baseados no mesmo livro. Infelizmente, a partir desse momento, não consegui mais não comparar os dois filmes, mesmo sabendo que a execução deles são bem diferentes.

    Becket Redfellow é um homem de origem humilde que foi rejeitado ainda ao nascer por sua família extremamente rica. Anos depois, obcecado pela ideia de recuperar a herança que acredita ser sua por direito, ele decide se reaproximar dos Redfellow e passa a eliminar, um a um, os parentes que estão à sua frente na linha sucessória. À medida que executa seu plano, Becket se envolve em uma escalada de manipulação, violência e ambição, disposto a atravessar qualquer limite para alcançar a fortuna.

    Trazendo Kind Hearts and Coronets (1949) mais uma vez, o mais interessante daquele filme é que ele era acima de tudo uma comédia. Ele entendia que a proposta era extremamente absurda e, por isso, precisava fazer escárnio, precisava fazer piada do que acontecia em cena. O personagem do Alec Guinness se travestia, se fantasiava das figuras mais estapafúrdias e hilárias possíveis, e o riso era garantido porque cada morte era mais alucinada que a anterior.

    Entretanto, nesta adaptação americana, o humor foi completamente removido. Desta vez, o protagonista tem um motivo mais “nobre” para agir. E confesso que perder a diversão foi a parte mais triste. E o pior de tudo é que o Powell manda muito bem na comédia, e o roteiro poderia ter se aproveitado disso.

    E, por falar no roteiro, ele é muito comportado. Eu achei todas as mortes muito fáceis. Por exemplo, a primeira de todas ocorre em um iate de luxo. Não tem nenhuma câmera de segurança para averiguar o que aconteceu?! Aí, de repente, nas mortes seguintes, as câmeras aparecem, mas não pegam nada. E me tiram uma pessoa que estava seguindo o Becket do vento, e essa pessoa consegue provas que a polícia não tinha conseguido. Tudo muito conveniente, o que tira o espectador da história. E, novamente, se eles tivessem abraçado a galhofa, nada disso teria incomodado.

    O elenco é recheado de estrelas. Gosto muito do Glen Powell, além de bonito, é um excelente ator. A Margaret Qualley poderia ter sido melhor utilizada, assim como o Ed Harris, que é um monstro da atuação e de quem adoraria ter recebido mais. Quando o assunto é a parte técnica, nós temos uma montagem muito boa, que faz com que o filme fique dinâmico e você nem perceba o tempo passando. Os figurinos são excelentes, e as mortes são muito bem filmadas, dá para entender direitinho os movimentos do Becket. Os cenários também são bons. Eu só senti falta de uma trilha sonora mais efetiva.

    Fiquei muito triste quando vi que esse filme foi um fiasco, seja de crítica, seja de bilheteria. Creio que as pessoas não estavam preparadas para uma produção séria sobre alguém que decide exterminar toda a própria família em busca de vingança moralmente nobre. Caso a situação tivesse sido mostrada com mais leveza, a recepção talvez tivesse sido melhor. Sobre o final, para mim esse foi o melhor momento do filme. Só não gostou quem não entendeu o que estava assistindo, porque, convenhamos, uma pessoa que faz tudo o que o Becket fez não teria o menor problema em fazer o que ele faz no final. Foi extremamente condizente com o que o filme estava contando. Ele sempre quis o dinheiro, não ia deixar um relacionamento bobo atrapalhar seus planos.

    Entendo que existem filmes e filmes. Alguns funcionam para muitos, outros funcionam para poucos, e é assim. Particularmente, gostei muito do que vi, mas, se eu quiser ter novamente um contato com essa história doida, não vou pensar duas vezes antes de ir atrás do clássico britânico em preto e branco.

  • Luan
    3 dias atrás

    REMINDERS OF HIM
    Direção: Vanessa Caswill
    Ano: 2026
    Assistido em: 25/04/2026

    Colleen Hoover se tornou a nova queridinha dos fãs de romances dessa geração. Eu a enxergo da mesma forma que Nicholas Sparks era nos anos 2000: aquele autor que aposta no seguro, entrega sempre os clichês e, ainda assim, consegue fazer sucesso. Não estou dizendo que existe problema algum nisso; afinal, é sempre melhor apostar no seguro, não é mesmo? E, sem ter nada melhor como opção, decidi dar uma chance a este, porque confesso que achei a sinopse interessante. Mas, daí a ter uma boa execução, estamos falando de outro assunto.

    Após cumprir pena por um erro devastador, Kenna Rowan retorna à cidade onde tudo aconteceu, determinada a se reconectar com sua filha, Diem. No entanto, ela enfrenta a resistência de todos ao seu redor, especialmente de Ledger Ward, enquanto lida com as consequências de seu passado e tenta provar que merece uma segunda chance.

    Como eu disse, fui atraído pela expectativa de uma trama mais séria, mais madura, não aquela mesmice de um casalzinho adolescente apaixonado que não pode ficar junto pelo motivo mais estúpido possível. Mas querer um romance sem os clichês, sem os vícios já inerentes ao gênero, é pedir demais. Então, mesmo partindo de uma boa ideia, nós chegamos ao mesmo lugar. Temos uma protagonista sofredora que se apaixona pelo melhor amigo do namorado morto e, sabe-se lá por que diabos, eles colocam isso como um grande impedimento, como se ambos não fossem adultos, donos do próprio nariz e pudessem simplesmente fazer o que bem entendessem.

    O ponto mais interessante do roteiro é a questão da guarda da criança e, curiosamente, ele nem é tão bem explorado. Quando disseram no começo do filme que a Kenna tinha sido a responsável pela morte do Scotty, eu entendi perfeitamente o porquê de os pais dele e o Ledger quererem que a garota se afastasse da mulher, e isso seria muito interessante: ver como ela, sendo responsável pela morte do pai da criança, poderia ter um relacionamento com a filha. Mas não é bem isso. Lá para o final, a gente descobre que as coisas não são tão óbvias assim e que, na realidade, os avós da Diem estavam fazendo um grande carnaval por nada, sendo apenas dois grandes pau no cu que simplesmente estavam querendo roubar da criança a oportunidade de ter uma mãe. E, para piorar, todo esse plot é resolvido com um passe de mágica, da forma mais preguiçosa possível. Sério, que só ler uma cartinha safada mudou o comportamento de todo mundo?! Então tá.

    Enfim, ficar reclamando de roteiro de filme de romance é dar tiros na água. Sobre a parte técnica, direção, fotografia e montagem, tudo é básico. Não tem nada de excepcional, é tudo feito no padrão, no conforme, sem inovação nenhuma. E o objetivo não é esse, é oferecer ao público corriqueiro desse tipo de filme aquilo que eles já estão acostumados a consumir. Mas o grande problema é que o casal protagonista não tem química nenhuma. Para uma produção romântica funcionar, o público tem que gostar, tem que torcer pelo casal central, e Maika Monroe e Tyriq Withers não têm isso. Eles são bonitinhos, mas não deu liga.

    Reminders of Him é inofensivo, não vai cruzar nenhuma linha moral ou ética que vá ofender alguém. É aquele romance previsível, com uma mensagem bobinha de redenção. Não estou dizendo que isso é algo ruim, apenas que é mais do mesmo. Se você não se incomodar, ótimo. Se gosta desse tipo de filme, vai ser um prato cheio. Agora, para um espectador convencional, é só mais uma história como muitas outras que você vai assistir e vai esquecer. Eu espero que as próximas adaptações da Colleen Hoover sejam um pouco mais intensas, porque, das que vi até agora, só com muito esforço para justificar o barulho que andam fazendo.

  • Jordison 1 ano atrás

    Dica de serie de TV que é Fantástico: HOMELAND (2011-2020). Assista que você vai viciar.

  • Marcos Davi Oliveira 1 ano atrás

    pq vc usa foto d eperfil do meu amigo andrew bienart?

  • Marcos Davi Oliveira 2 anos atrás

    oi. quem eh esse homem jovem no gif da sua foto do perfil?