Luan
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Últimas opiniões enviadas

Luan
½
4 dias atrás

WRONGFULLY ACCUSED
Direção: Pat Proft
Ano: 1998
Assistido em: 13/09/2026

O Fugitivo (1993) foi um dos filmes de maior sucesso daquele ano e entrou para a história do cinema. Teve uma excelente bilheteria, foi muito bem recebido pelas críticas e chegou a ser indicado ao Oscar. Eu cheguei para assisti-lo com altíssimas expectativas. Entretanto, quando os créditos começaram a subir, percebi que não tinha gostado nem um pouco, porque ele simplesmente não fazia a minha praia. Agora, uns dez anos mais ou menos depois de tê-lo assistido pela última vez, sem nada em especial para assistir, me deparo com essa paródia na Netflix e, ao saber que ela é protagonizada pelo lendário Leslie Nielsen, decidi dar uma chance para ver se a versão cômica me agradaria mais. E, honestamente, ainda não foi dessa vez.

O famoso violinista Ryan Harrison é condenado à morte pelo assassinato do milionário Hibbing Goodhue, apesar de ser inocente. Durante o transporte para a prisão, um acidente provoca a fuga de Ryan, que passa a ser perseguido pelas autoridades enquanto tenta descobrir quem realmente está por trás do crime. Em meio à fuga, ele se envolve em uma série de situações absurdas e perigosas, enquanto busca provar sua inocência.

O mais interessante de uma comédia que faz paródia de um filme específico é que você consegue observar os momentos exatos que estão sendo parodiados e, obviamente, isso faz com que o humor se destaque mais. Então, ao ver algumas cenas desta versão, imediatamente me lembrava das cenas de 1993, e aí o humor vinha naturalmente. Entretanto, o meu problema com aquele filme é que eu não achava a história interessante o suficiente. Sim, eu sei que ele foi amplamente elogiado, mas comigo não deu certo. Aconteceu basicamente a mesma coisa aqui. Apesar de ter o Nielsen, a história ainda é a mesma, do fugitivo que sai correndo destrambelhado, com a polícia nos seus calcanhares, logo por tabela, eu também não gostei.

Nem todo bom roteirista é um bom diretor, e vice-versa. Aqui, nós temos a condução de Pat Proft, que foi roteirista de uma série de filmes protagonizados pelo Nielsen, em particular da franquia Corra Que a Polícia Vem Aí, mas faltou o timing cômico necessário. Faltou o momento de fazer a piada funcionar na hora certa, de cortar na hora certa. Em muitos momentos, o filme parece bobo e inchado, com piadas que não faziam muito sentido dentro do que estava sendo apresentado. E olha que isso é algo corriqueiro em uma comédia-paródia de humor nonsense igual a esta.

Wrongfully Accused não é reconhecido como pertencente aos grandes clássicos do lendário Leslie Nielsen e, quando você assiste, percebe que é uma produção menor. Entretanto, talvez funcione para quem gosta de humor nonsense, eu até gosto bastante desse tipo, mas admito que, desta vez, não funcionou muito bem comigo. Quem sabe é porque eu estava em um dia não muito propício para esse tipo de humor e ele funcionasse melhor em outra ocasião, em uma revisita. Mas isso aí vai ficar para outro momento.

Luan
½
4 dias atrás

STRIKING DISTANCE
Direção: Rowdy Herrington
Ano: 1993
Assistido em: 13/09/2026

Confesso que não sou amante desses filmes dos anos 90 de um policial que precisa combater um vilão e provar sua inocência, blá-blá-blá. Nunca fui muito adepto desse tipo de produção, mas, devido a um problema na minha televisão, fui forçado a assistir a alguma coisa aleatória na Netflix e dei de cara com esse filme do Bruce Willis. Decidi dar uma oportunidade e fui esperando absolutamente nada, mas até que não foi tão ruim quanto eu esperava. Apesar de já adiantar: ele é bem fraco.

O detetive Tom Hardy, da polícia de Pittsburgh, é transferido para uma unidade fluvial após denunciar a corrupção de seu primo e parceiro de departamento. Quando uma série de mulheres associadas a Hardy aparece morta no rio, ele suspeita que os crimes estejam ligados a um antigo caso investigado por sua família. Determinado a descobrir a identidade do assassino, ele se envolve novamente na investigação e passa a desconfiar até mesmo de seus próprios colegas.

Meu grande problema com esse filme é que, para mim, parece que ele foi feito de qualquer jeito em todos os sentidos. O roteiro foi escrito e não teve nenhuma revisão, a direção foi entregue nas mãos de um iniciante e os atores não estavam minimamente interessados em fazer alguma coisa minimamente decente. Falando de uma maneira mais vulgar, foi feito à "moda caralha", como se ninguém estivesse se importando com o resultado. Da forma que ficasse, ia ficar, e acabou.

O roteiro não é dos mais bem elaborados, não. Ele é um clichê do policial que se afasta do trabalho e tem que voltar porque um criminoso do passado retorna e está matando pessoas próximas a ele. Tem um envolvimento com a parceira, enfim, é muito básico. O "grande momento", é a revelação da identidade do vilão que, convenhamos, você só pode ter errado o membro, mas era óbvio que pertencia à mesma família. Na sequência, temos a conclusão óbvia no qual o protagonista precisa brilhar, mesmo que em cenas constrangedoras e completamente sem nexo, vide todo o malabarisco que o Bruce Willis faz ALGEMADO.

No campo das atuações, tudo é simplesmente apavorante. O vilão é totalmente exagerado, caricato, histriônico. Até poderia funcionar se isso aqui fosse uma paródia, mas não é. É um filme que você leva a sério, que está querendo fazer um grande drama policial, um grande longa de ação. Aí, quando você tem o Robert Pastorelli gritando, dando chilique e fazendo tudo de uma maneira cartunesca, é impossível permanecer imerso na história. Sua cabeça vai para da trama, e tudo se perde.

Para não dizer que nada aqui é aproveitável, confesso que, mesmo no clichê, o mistério é interessante. Você quer saber por que estão matando aquelas mulheres, quem é o assassino e admito que o roteiro até me surpreendeu ao revelar as circunstâncias da morte do pai do protagonista. Mas são qualidades pontuais, algumas eu diria até mais superficiais, não conseguem anular os problemas existentes no restante da produção.

Para quem quer um filme de ação policial do Bruce Willis dos anos 90, no seu auge, em que ele banca o policial bem durão no combate aos inimigos, talvez seja um prato cheio. Mas, se você procura algo com um pouquinho mais de qualidade cinematográfica, esse aqui não é nem de longe a melhor pedida.

Luan
½
6 dias atrás

CHiPs
Direção: Dax Shepard
Ano: 2017
Assistido em: 12/09/2026

Em Hollywood, é muito comum atores pularem para trás das câmeras e se tornarem diretores. Todo mundo sabe que a indústria cinematográfica é uma máquina de moer carne, que, quando chega a uma certa idade e a pessoa já não é mais tão jovem, a beleza começa a desaparecer e a tendência é que os papéis importantes vão rareando. Então, nada mais justo que aconteça essa transição, e é graças a isso que nós temos excelentes profissionais que nos presenteiam todos os anos com obras icônicas. Mas também tem casos em que você olha e pensa que seria melhor se essa transição nunca tivesse acontecido. Com CHiPs, foi exatamente isso que eu imaginei.

Jon Baker, um motociclista profissional que decide ingressar na Patrulha Rodoviária da Califórnia, recebe como parceiro Frank “Ponch” Poncherello, um agente federal infiltrado. Enquanto Jon tenta se adaptar ao trabalho e provar seu valor, Ponch investiga uma série de roubos cometidos por um grupo de criminosos que pode ter ligações com policiais corruptos. Os dois, apesar das personalidades e objetivos diferentes, precisam trabalhar juntos para descobrir a identidade dos responsáveis e impedir que o esquema continue.

Tem certos humores que são peculiares, funcionam para determinadas pessoas e para outras não. Eu, particularmente, adoro um humor mais satírico, mais debochado, humor negro, vamos dizer assim. Há quem goste de comédia escrachada, pastelão, que é o que encontramos aqui. Que, comigo, não funcionou de maneira alguma. O timing cômico do Dax Shepard é pavoroso. As cenas são construídas com base em humor de quinta série, infantil e bobo, criando constrangimento. Mas não é daqueles estilos como The Office (2005-2013), em que você ri de nervoso. Não, é daqueles em que você procura um buraco para enfiar a cara.

O elenco reunido aqui é bom, mas, com um roteiro tão fraco, morto não tem condição de se sustentar nenhum personagem. Eu não conheço a série-mãe que deu origem ao filme, mas, se era intenção despertar interesse para buscar o material original, fracassou vergonhosamente, porque tudo o que eu fiquei foi com vontade de nunca mais ver nada relacionado a essa franquia na face da Terra.

Com a direção fraca, que picotou o filme inteiro na montagem, e um roteiro sem graça, CHiPs deixa a pior impressão possível. É daqueles que você não quer nem lembrar que um dia assistiu. O gênero do humor é um dos mais difíceis do cinema. Não é fácil fazer rir: para cada um bom e engraçado, tem 200 horripilantes, e este aqui, com toda a certeza, caiu no grupo dos 200. Quando eu vir o Dax Shepard, acho que vai ser impossível não lembrar do mal-estar que esse personagem dele me causou assistindo a esse filme.

  • Filmow 3 dias atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Jordison 1 ano atrás

    Dica de serie de TV que é Fantástico: HOMELAND (2011-2020). Assista que você vai viciar.

  • Marcos Davi Oliveira 2 anos atrás

    pq vc usa foto d eperfil do meu amigo andrew bienart?