Últimas opiniões enviadas
'Sentimental Value' é um filme que exige atenção aos detalhes e às nuances dos personagens e da narrativa, podendo ser monótono ou profundo a depender da conexão do público com a história. As atuações são obviamente o destaque (minha preferida é a da Inga Lilleaas), apesar de parecem estar na zona de conforto do fantástico elenco, mas é a direção, o ritmo e os enquadramentos do Joachim Trier que tornam a obra tão intimista e especial diante da vastidão de propostas cinematográficas semelhantes.
Aliás, para um filme tão focado puramente em trama pessoal, curiosamente não há, à exceção da Rachel (Elle Fanning), evolução dos personagens, especialmente da protagonista, a qual tem sua vida conduzida por desejos alheios do início ao fim, por isso gostaria de mais intensidade nos diálogos e um desfecho mais audacioso. De todo modo, é uma sublime representação do cinema norueguês.
Visceral, esse foi o adjetivo que me veio à mente após sair de uma das sessões mais impactantes da minha vida.
Sou apaixonado pela tecnicidade e autenticidade da Chloé Zhao, mas essa adaptação primorosa de 'Hamnet' excedeu e muito todas as expectativas possíveis. Poderia passar horas dissertando sobre o casting e atuações impecáveis, a linda fotografia com vívido contraste entre cores vibrantes e opacas, o roteiro excepcional, o figurino formidável, a trilha sonora magistral etc., todavia, o ato final envolvendo a peça homônima basta como representação da essência da obra e a carga emocional que ela transmite.
As únicas críticas "negativas" são a abstração do misticismo que cerca a Agnes e a maquiagem (no caso, a falta dela) que não reflete visualmente nos protagonistas a passagem do tempo e o peso da paternidade. Não obstante, esse é, com toda a certeza, o melhor filme do ano.
Últimos recados
Simplesmente amo.
Apesar de ser contra analisar um filme puramente na emoção, a percepção sobre 'Ghosted' não mudou mesmo após respirar calma e profundamente, pois é como diz o ditado: para ser ruim, tem que melhorar muito. Absolutamente tudo na obra parece artificial, do enredo às atuações, passando por efeitos especiais tenebrosos e trilha sonora pop sem nenhuma conexão com as cenas.
Ainda, o Dexter Fletcher está completamente perdido na direção e por um momento pensei que o agente do Chris Evans tinha se equivocado em escolher um papel do "velho testamento" nessa altura de sua carreira, mas, quando subiram os créditos e ele apareceu como produtor, só resta concluir que não pensa em expandir seus horizontes e prefere se manter na zona de conforto (apesar de ter tentado dar alguma dinâmica ao seu personagem). Para piorar, inexiste química com a Ana de Armas, que já é uma atriz limitada por natureza e não convence nas cenas de ação.
Enfim, é um filme ruim em tudo que propõe e nem os cameos são capazes de trazer algum entretenimento.