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Data de lançamento
27 Nov. 2025Duração
Em 1596, Agnes e William Shakespeare enfrentam uma tragédia familiar após a morte do filho Hamnet, de 11 anos, durante uma das epidemias que atingiram a Inglaterra no século XVI. Enquanto Agnes tenta lidar com o luto e cuidar dos filhos sobreviventes, William encontra na dor e nas experiências da vida familiar a inspiração para escrever Hamlet.
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Tirando os 30 minutos finais, achei muito chato e fraco.
Primeira coisa que me incomodou foi o início ser todo acelerado e até forçado alguns encaixes pra cenas sem contexto prévio, segundo foi esses saltos no tempo exagerados. Ambas as coisas me fez sentir que o filme não é nada orgânico, a falta de diálogos bem construídos também é outra coisa que reforça esse sentimento de "apenas um filme".
Eu achei esse filme tão lindo, delicado e envolvente. Falou de amor, família e luto como poucos filmes conseguem.
Que filme! Expressivo e envolvente. Tantos detalhes. Conseguir sentir todos os sentimentos e emoções dos personagens, apenas nos silêncios, olhares, na expressão viva, é sensacional.
Que filme belíssimo. Delicado. Uma poesia em forma de audiovisual. Uma experiência única e fantástica com atuações maravilhosas, tanto do elenco principal, quanto do infantil. 5 estrelas ainda é pouco. Uma obra de arte.
Para mim, foi cansativo, confesso, mas o cansaço não enterrou a imersão que tive. Eu cheguei esperando quase uma biografia de Shakespeare e terminei quieto diante do que presenciei, pois foi muito, muito mais. Creio que poucas vezes vi na tela uma construção tão bonita sobre a ressignificação do luto e o poder que a arte tem de poetizar nossas escuridões. A cena final é um grande exemplo disso, de como as mãos que afagam nossas dores, seguram nossa queda, não vão realizar um milagre, mas nos confortam por vermos que há pessoas que entendem aquela cicatriz. Talvez, apenas talvez, aquela senhora esteja chorando por causa de Hamlet enquanto a mãe chora por causa de Hamnet, porém, as dores convergem para a mesma empatia. Por alguns minutos, graças à arte, somos todos vulneráveis. A arte nos ajuda a suspirar e a deixar o outro partir. "Hamnet" nos ensinar a chorar uma dor que não é nossa, mas nos torna um pouco mais humanos a cada marejar. Isso é a arte.