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Data de lançamento
13 Nov. 1993Duração
O alemão Oskar Schindler viu na mão de obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso, transformou-se em um dos maiores casos de amor à vida da História, pois este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus em plena luta contra o extermínio alemão.
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Revi hoje, depois de muitos anos, não é a por acaso que Spielberg é meu diretor favorito, uma linda homenagem para uma das épocas mais cruéis da humanidade.
Inacreditável! Brilhante! Que história! ótimas atuações ❤️❤️❤️
o resultado da obra prima de uma história primorosa.
Avassalador. Queria muito ter visto esse filme há mais tempo, comecei, vi uma hora, parei. Quando se faz uma narrativa como essa, a gente vai achando que vai encontrar luzes de humanidade, que a pessoa que fez isso era boa, o homem que mata sem nem olhar pra quem, é mau, e que a História depende de você escolher um lado. Daí a gente é apresentado a um "herói" nazista, que queria lucrar com uma fábrica de utensílios domésticos. E a um vilão - brilhantemente interpretado - cruel porque é assim que tem que ser, é isso que a lei diz para fazer, independente de simpatias pessoais. E alguém que fracassou em tudo mais na vida conseguiu salvar uma pequena quantidade de gente, não o suficiente, nunca o suficiente.
Uma das maiores tragédias da história em um retrato devastador sobre consciência, coragem e humanidade.
O roteiro acompanha Oskar Schindler, um empresário oportunista que inicialmente enxerga a guerra como oportunidade de negócio. E o mais interessante é que o filme não apresenta um herói pronto desde o início. Pelo contrário. Schindler entra na história pensando em lucro, influência e vantagem. Aos poucos, porém, ele vai sendo confrontado pela brutalidade do mundo ao seu redor até chegar a um ponto onde continuar indiferente se torna impossível.
Mas por trás da trajetória individual, existe algo ainda mais poderoso, uma reflexão sobre a capacidade humana de normalizar o horror. Mostra como atrocidades gigantescas não acontecem apenas por causa de monstros extraordinários. Elas acontecem porque burocracias funcionam, porque pessoas obedecem, porque a violência se torna rotina. É uma observação desconfortável sobre como sistemas desumanos dependem de gente comum aceitando o inaceitável.
Liam Neeson interpreta Schindler de maneira brilhante justamente porque evita transformar o personagem numa figura perfeita. Ele continua cheio de contradições. O que torna sua transformação tão impactante é perceber que a empatia não nasce da perfeição, mas da escolha de agir quando seria mais fácil não fazer nada. Enquanto isso, Ralph Fiennes entrega um dos personagens mais assustadores da história do cinema. Seu Amon Göth não parece uma criatura sobrenatural ou uma caricatura do mal. Ele parece alguém perfeitamente capaz de justificar sua própria crueldade.
Na direção, Steven Spielberg abandona quase todos os excessos de espetáculo que marcaram outros trabalhos seus e constrói algo profundamente sóbrio. O preto e branco não funciona apenas como escolha estética, ele transforma a narrativa numa memória coletiva, quase num documento emocional. Cada enquadramento parece carregado pelo peso de uma história que precisa ser lembrada. Visualmente, o filme é devastador sem depender de exageros. Muitas das cenas mais dolorosas não vêm de grandes explosões dramáticas, mas da banalidade da violência. Pessoas sendo reduzidas a registros, listas e estatísticas.
O mundo raramente muda por causa de uma única grande ação, mas pode ser transformado por escolhas feitas quando ninguém é obrigado a agir e as vezes...a diferença entre a indiferença e a humanidade cabe no nome de uma pessoa escrito numa lista.