Gustavo Benevenuto
28 years
Rio de Janeiro - (🇧🇷 BRA)
Usuário desde Setembro de 2025
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios

Últimas opiniões enviadas

  • Gustavo Benevenuto
    6 dias atrás

    E se a história da Cinderela fosse contada pela pessoa que perdeu? e ainda tivesse que lidar com isso vendo todo mundo fingir que ela é o problema?

    O roteiro pega uma narrativa clássica e vira do avesso de um jeito que aqui, não existe encanto inocente, só perspectiva. A história deixa de ser sobre “a escolhida” e passa a focar em quem ficou a margem, vivendo a sombra de um padrão impossível. É quase como assistir alguém tentando participar de um jogo onde as regras já foram decididas contra ela desde o início que é tipo um concurso de popularidade onde você nem sabia que estava competindo.

    Mas por trás dessa releitura, o filme cutuca algo mais espinhoso como a construção social da beleza e da aceitação. Quem decide quem é “feio”? E mais importante, quem lucra com isso? A narrativa escancara como essas estruturas moldam comportamento, autoestima e até moralidade. No fim, não é sobre inveja… é sobre sobrevivência dentro de um sistema que precisa de alguém pra ser descartado.

    A protagonista carrega o filme com uma energia incômoda, quase dolorosa de assistir. Não é aquela vilã caricata, mas é alguém que claramente foi empurrada pra esse papel. Cada reação dela parece um misto de frustração, desejo de pertencimento e raiva acumulada. É o tipo de personagem que te faz rir de nervoso, porque em algum nível você entende de onde aquilo vem. Energia de quem já foi excluído da roda e teve que fingir que não ligou.

    Não é um conto de fadas confortável mas é mais como um espelho torto, onde a imagem incomoda mais do que encanta.

  • Gustavo Benevenuto
    1 semana atrás

    O roteiro gira em torno da ideia de escolha como armadilha. Aqui, decidir não é libertador mas é condenatório. Cada ação parece empurrar os personagens ainda mais fundo num caminho sem retorno, como se o destino fosse menos sobre o que você quer e mais sobre o que já foi feito. É aquele efeito dominó que começa pequeno e, quando você percebe, já virou desastre do tipo tentar resolver um problema simples e acabar criando outros dez.

    Mas por trás desse jogo psicológico, existe algo ainda mais incômodo, como uma reflexão sobre culpa e responsabilidade. O filme cutuca aquela ferida clássica de até que ponto você é dono das suas escolhas? E quando o mundo ao seu redor praticamente te empurra pra um resultado específico? É quase uma crítica silenciosa a sistemas sociais rígidos, onde liberdade existe só no discurso, mas na prática… bom, não tem muita saída mesmo.

    Os personagens caminham como se estivessem sempre a beira de um colapso interno. Ninguém ali parece inteiro e todo mundo carrega alguma rachadura, alguma decisão mal resolvida. E isso dá ao filme uma energia tensa, quase claustrofóbica. Não é sobre explosões ou grandes eventos, é sobre o peso do silêncio entre uma escolha e outra, aquele momento em que você sabe que fez merda, mas já é tarde demais pra voltar.

    Tudo é bonito demais pra ser saudável. Os enquadramentos são precisos, frios, quase calculados como se o próprio filme estivesse julgando os personagens. O ritmo é controlado, sem pressa, deixando cada decisão ecoar mais do que deveria. Não é um filme que corre atrás de você, mas ele espera você perceber que já está preso.

    No fim é quase uma metáfora da vida adulta em modo hard, você acha que escolhe mas só descobre as consequências depois, tenta consertar…e percebe que algumas decisões não tem um botão de resetar, só continuar.

  • Gustavo Benevenuto
    1 semana atrás

    O roteiro pega a ideia do jogo amaldiçoado e atualiza pra era digital. Agora não é mais sobre rolar dado, é sobre escolher avatar e aceitar que suas decisões têm consequências. Cada fase é uma sequência de desafios que mistura ação, comédia e aquele desespero básico de quem claramente não tem preparo nenhum pra estar ali.

    Mas por trás da zoeira e das explosões, o filme trabalha uma ideia até interessante de identidade. Quem você é quando não pode ser você mesmo? Ou pior, quando você vira uma versão “idealizada” de si? É quase um comentário sobre redes sociais e autoestima, aquele clássico “vida perfeita no Instagram, crise existencial offline”.

    Os personagens são o grande motor da coisa toda. O grupo funciona como uma típica galera brasileira jogando videogame junto e que ninguém sabe exatamente o que tá fazendo, um tá surtando, outro tá tentando liderar sem saber como e sempre tem alguém completamente deslocado tentando não morrer no processo.

    No fim, Jumanji é quase uma metáfora da vida moderna que você cria um personagem pra enfrentar o mundo, finge que sabe o que tá fazendo, erra várias vezes no caminho…e torce pra ter mais de uma vida pra tentar de novo.

  • Nenhum recado para Gustavo Benevenuto.