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Data de lançamento
27 Julho 2001Duração
Kyun-woo, o narrador, volta ao lugar onde, há dois anos, foi enterrada uma “cápsula do tempo”. Ele combinou se encontrar ali com “Ela”. No metropolitano, dois anos antes, ao fim do dia, o jovem estudante universitário se cruza com uma jovem num estado de embriaguez lamentável. As circunstâncias vão levar a que passem muito tempo juntos, apesar da personalidade dominadora e abusiva dela, tornando-se “uma espécie de” namorados. A início, Kyong-woo, quer apenas ajudá-la a curar a mágoa que julga ver nela, libertando-a das memórias de um passado doloroso, mas a relação entre os dois parece fortalecer-se gradualmente.
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O Diretor transforma o encontro casual entre um estudante desajeitado e uma garota completamente imprevisível em um estudo sobre destino, culpa e o caos do afeto. É uma comédia romântica que começa com tropeços e termina em transcendência, como se o amor fosse apenas outra forma de cair, mas com mais estilo.
O que torna My Sassy Girl tão único é o jeito como ele caminha sobre a corda bamba entre humor absurdo e tristeza sincera. A “garota” (sem nome, porque talvez represente todas e nenhuma) é um mistério envolto em dor e sua excentricidade é tanto charme quanto defesa. Por trás das cenas de embriaguez, tapas e situações surreais, o filme fala sobre luto e recomeço, sobre como o amor pode ser, ao mesmo tempo, um refúgio e uma penitência. O protagonista não a entende, nem o espectador deveria. Amar, aqui, é aceitar o enigma e rir no meio da queda.
Cha Tae-hyun encarna o homem comum com uma sinceridade quase constrangedora.
Ele é o “straight man” perfeito para o furacão interpretado por Jun Ji-hyun, que dá à sua personagem uma energia caótica e melancólica. Ela domina cada cena como se estivesse em outro gênero e talvez esteja mesmo. A dinâmica entre os dois é um espelho das relações reais: ninguém entende o outro completamente, e é justamente aí que mora a beleza. No fim, o amor entre eles não é um encontro, mas um intervalo de um tempo de cura disfarçado de comédia.
A estética do filme é simples, mas é justamente essa banalidade que o torna poético. A câmera observa o cotidiano com um olhar entre o cômico e o nostálgico, como quem tenta lembrar de um sonho que já acabou. As transições de tom da comédia física para melancolia silenciosa são um lembrete de que a vida raramente escolhe um gênero. A trilha sonora, com seu piano suave e repetitivo, funciona como memória emocional: ela volta sempre que o coração do espectador tenta se proteger.
No fim, My Sassy Girl é sobre o tipo de amor que não se entende, só se vive. Um amor que começa como uma comédia e termina como uma oração silenciosa. O filme ri da dor, chora do riso e, no meio disso tudo, nos ensina que talvez amar alguém seja apenas isso: aceitar o absurdo com ternura.
Comédia romântica super bobinha, com um humor que transita entre o tolo, o exagerado e o agradável ( sim é estranho mesmo). No geral o ritmo é agradável e envolvente, até porque os personagens tem seu carisma inegável, mas é uma" forçação" de barra inaceitável para se levar a sério especialmente no trecho final que aí resolvem chutar o balde na pieguice.
Mesmo tipo de romance e comédia asiática.Quase não consegue envolver com boas apresentações e momentos.
>Assistido em 30 de Setembro de 2024
"Eu achei que eu era diferente, mas eu sou só uma garota perdida"
Vale a pena pela beleza da Jun Ji Hyun mesmo, e só.