Últimas opiniões enviadas
Assisti sem esperar nada, descobri um elenco delicioso: Aziz Ansari, Keanu Reeves, Seth Rogen, Keke Palmer, Sandra Oh... descobri que é escrito, produzido E dirigido pelo Aziz, o que me deu muito uma vibe de projeto feito com 'os brothers' dele, no amor, orçamento modesto, cachê mínimo etc. que eu particularmente gosto.
A premissa de ser uma versão de "A Felicidade não se compra" (1946) mais cínica, onde realisticamente o dinheiro resolve, sim, os problemas do protagonista e traz, sim, felicidade, também me pega, pois atualiza o discurso que já não faz mais sentido depois de 80 anos.
A ingenuidade do anjo Gabriel de Reeves navegando pelo mundo e vivendo a experiência humana é tão fofa de acompanhar! Seth Rogen é tão apaixonante, eu amo este homem. O carisma da Keke é bizarro, ela é outra das coisas que fazem o filme valer a pena. Já conhecia o Aziz, mas esta é a primeira coisa que eu vejo com ele – e gostei.
As questões sociais são tratadas com tanta profundidade quanto uma comédia dessa natureza se propõe, mas é bem nítido o ponto de vista anticapitalista da obra com a personagem da Keke trazendo essa problemática da luta proletária, o personagem rico e o pobre trocando de vidas e sentindo da pele as dores e as delícias da vida um do outro, e até o anjo dando um terceiro POV, que é aproveitar as pequenas coisas da vida independente de dinheiro, como comer um lanche gostoso, fazer carinho em um cachorro ou simplesmente dançar.
Não é nenhuma comédia do ano, mas tem situações cômicas o suficiente para dar algumas boas risadas, alma e coração o bastante para inspirar afeto e fazer pensar no que vale a pena na nossa vida e que, é verdade que as coisas poderiam ser melhores e os problemas menores, mas também, nada está tão ruim que não possa piorar, portanto devemos ser gratos.
- Após o longo recap do primeiro filme, fiquei gag que Jason mata a protagonista na primeira cena de maneira super gráfica e inesperada! Achei curioso pois nunca vejo essa cena citada nas mesmas listas que incluem "Pânico" (1996), afinal é basicamente a mesma ideia da cena da Drew Barrymore, que por sua vez, cita este filme na pergunta derradeira do assassino ao telefone. Até uma ligação suspeita a moça deste recebe! E a cabeça no refrigerador também foi referenciada na abertura de "Pânico VI" (2023)... me diverti notando esses paralelos.
- Gostei bastante da música de Harry Manfredini, especialmente mais pro final; achei interessante a lógica do 'giallo' usada aqui, onde o mistério do Jason é bem trabalhado pelo diretor Steve Miner até o clímax; a cena do casal que é morto na cama pós-coito e a do cutie cadeirante também remontam ao giallo, sendo tiradas de "A Bay Of Blood", de Mario Bava; a cena da porta de "O Iluminado" (lançado um ano antes) também é referenciada na longa (e boa) sequência de perseguição a Ginny...
- Sempre fico impressionado com a naturalidade da sexualidade dessa era dos slashers, todo o elenco é muito sexy, crushei na rapazeada. Além disso, achei a construção dos personagens e suas relações melhor que no filme original, eles têm carisma, atuações convincentes e não são esquecíveis para a duração de apenas 87 min.
- O final é bem rocambolesco, tipo, como que o Paul achou a casa do Jason no meio do mato se o xerife, conhecendo a região, teve que correr meia hora mato adentro e ainda achou POR ACASO? Há diversas outras inconsistências, como a própria premissa do filme 'per se', mas... um slasher exige esse tipo de suspensão de descrença.
- Curti o jump scare final, me pegou de surpresa hehe. O trabalho de maquiagem do filme é bem funcional.
- Queria que esse visual do Jason aqui, que é icônico, fosse tão valorizado quanto o clássico da máscara de hockey.
.
#PlutoTV
Últimos recados
Oi, Well! Espero que esteja tudo bem por aí :)
Queria te dizer q tava nessa maratona de sempre de filmes de Globo de Ouro/Oscar, e de todos q vi até agora só teve um que eu curti pra valer, a ponto de favoritar no Filmow: Bugonia
Recomendo demaaaaaaaaissssssss
Na época da minha "desesperiência" estudando Adm de empresas com os q hoje deem ser bolsominions eu tbm não era politizado. Mas eu acho q aquele povo era tão estranho que me ajudaram a politizar ehehehe. E depois acabei indo pra FFLCH, q dizem ser um antro de comunistas maconheiros, então acho q me encontrei (e olha q eu nem nunca fumei maconha na vida rs)
Gente, e o teu último parágrafo do último recado eu achei fofo demais, fiquei sem palavras...poxa, q gentil Brigado ♥
Ajudou na autoestima, q tá sempre lá no pré-sal rs.
Aguardo tuas respostas e se pá continuamos depois pelo Whats, caso tope :)
Bjsss
Vc disse q guardou minhas recomendações, q eu nem lembro quais são kkkk...mas como tão guardadas, espero q vc me diga o q achou delas quando tiver assistido. Fico curiosão em saber :)
Com relação ao seu TOC de querer rever o filme antes de vir aqui comentar pra fazer um comentário mais digno e adequado....posso ser muito sincero??? :-/
Achei muito foda!! C tá de parabéns, mesmo! Acho louvável....eu só não digo q eu quero ser q nem vc pq isso, se somando aos meus TOCs*, me deixaria meio sem ação quase. Só pfvr toma cuidado com isso se isso tiver alguma relação com a tua cabeça fodida. Se não tiver, foda-se, vou ficar feliz de sempre q tiver algum filme com comentário teu ser justamente esses comentários deliciosos de ler :)
*eu tenho TOC de não conseguir largar nada. Só largo qdo tá muito ruim meeeeeesmo. Mas eu difilmente acho algo ruim meeeesmo (nem a 3ª temporada de Dark e a 2ª de Os Outros eu larguei), e eu nem tô falando só de produções assim...falo até de relacionamentos rs. Nunca terminei um namoro...sempre foram eles q terminaram (eu fico com esperança de um dia melhorar, e fico trouxamente me esforçando pra isso)
#PartiuTerapia? Bora? rs
Ok, vou pra outro assunto no próximo recado, talvez tenha pesado o clima kkkkkkkkkkkkk
/media/accounts/photos/2010/12/25e2518d4d3a399868b2b0e71bd8717d.jpg)
- Filme sem alma, sem ritmo, exageradamente longo para pouca história, ao mesmo tempo em que há subplots demais, não há qualquer senso de ameaça ou perigo, e o humor erra o alvo na maior parte das vezes, exceto quando estão em cena Dan Fogler (Jacob) e Jessica Williams (Lally), as figuras mais cativantes do filme ao lado de Jude Law, que engrandece qualquer cena em que está, por mais inútil e monótona que ela seja. Sua encarnação do personagem Dumbledore é coerente com o que já foi estabelecido dele.
- Não gosto do Eddie Redmayne, inimigo do carisma, assim como não suporto o Newt Scamander; o vilão Grindelwald é desinteressante, e Mads Mikkelsen (que geralmente manda bem) não faz nada para dar algum traço de personalidade a ele, eu me peguei sentindo falta dos trejeitos manjados do Johnny Depp (!); a nossa diva Maria Fernanda Cândido e o Brasil são claramente usados para engajamento online, já que apesar da presença sempre marcante da atriz em cena, e do seu papel teoricamente importante na trama, eles têm a pachorra de lhe dar uma única linha de diálogo!
- Essa franquia spin-off é cheia de decisões equivocadas, como colocar os animais no centro da história no primeiro filme e depois mudar o foco para o duelo Dumbledore/Grindelwald, tornando seu título obsoleto, e tendo, a partir de então, que enfiar os bichos forçosamente nas tramas sem organicidade (o que eles até driblam bem aqui); o vilão que sente nojo dos trouxas mas que contraditoriamente se veste como um, de ternos bem cortados e gravata. Ora, onde estão as vestes esvoaçantes bruxas e os chapéus pontudos? Se o mago supremacista sente tanta aversão a nós, por que não distanciar-se ao máximo de tudo que possa ser identificado como um signo trouxa? Simplesmente não faz sentido. E por fim, quem foi o gênio que achou que uma série de filmes de adulto empertigado, engravatado, carregando maleta, entrando e saindo de ministério, quase com vergonha de fazer magia e só falando de política do mundo bruxo, capturaria a mesma audiência infantil que se apaixonou por uma história de crianças descobrindo um mundo mágico aprendendo numa escola de magia e criando laços de amizade? Mesmo que essa galera hoje tenha a mesma idade dos protagonistas aqui, essa face tão burocrática daquele universo seria mesmo tão interessante?
- Duas cenas boas do filme são a do duelo entre Dumbledore e Credence, e a do jantar envolvendo boa parte do elenco. Dito isto, David Yates falha em reproduzir a magia e o tom fantasioso da franquia original, parece uma xerox da xerox pálida do universo de HP.
- Se nada, dado o ativismo anti-trans da maldita autora dos livros e desse roteiro insípido que tenta trazer alguma representatividade gay em um retcon risível, espero que tudo mais que sair dessa franquia seja cada vez pior, que fracasse retumbantemente, que a transfobia seja criminalizada no Reino Unido, que a vagabunda seja presa, que perca os direitos da obra e que caia em domínio público.
.
#HBOMax