Últimas opiniões enviadas
"Presença" se vale de um elenco reduzido e uma única locação, para maximizar seu orçamento modesto, com uma premissa no mínimo instigante - não é novo, mas é uma maneira inteligente de fazer um longa com pouco recurso. Dito isso, boa parte do filme parece meio sem muito propósito (o que deve mudar em uma revisão) até o terceiro ato, onde ficou clara pra mim a missão da "presença" no primeiro suco de laranja que o loirinho serviu para Chloe.
O elenco funciona bem, Chris, o pai, foi o que mais me chamou atenção com sua ternura e empatia pela filha e sendo a cola emocional da família, Lucy Liu teve apenas uma boa cena, que foi a final, e Ryan, o crush de Chloe, achei bem canastrão.
O drama familiar e o suspense de sabermos algo que os personagens não sabem, são mais proeminente do que o terror propriamente dito, sendo este filme mais um drama sobrenatural.
O final ressignifica o todo e dá novas camadas que tornam a experiência mais interessante, trazendo reflexões naquele estilo quebra-cabeça, o que eu gosto bastante.
O ritmo lento é compensado por uma duração curta (1h24m), quase todas as cenas são planos-sequência, o que dá um ar teatral para a ação e a escolha da lente grande-angular causa um estranhamento que não permite ao espectador se acostumar com a perspectiva do fantasma ao mesmo tempo que imprime uma linguagem própria. A direção de Steven Soderbergh me causou sensação de desconforto e, no fim das contas, tristeza.
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#PrimeVideo
Impressionante como a carreira dos ex-youtubers Michael e Danny Philippou em longas começou com o pé direito em "Fale comigo" (2022), e segue intacta neste segundo filme deles, que é ainda melhor. O tema da dificuldade de lidar com a perda de alguém muito amado como força-motriz da história é algo que estabelece várias interseções entre ambos os filmes; contudo, são bem diferentes também em muitos aspectos. Não passam ~exatamente~ a mesma vibe, mas a habilidade dos Philippou em nos fazer sentir penalizados pelos personagens ou causar saltos da poltrona e contorções de nervoso, tem sido a constante até aqui. Os elementos de tragédia e horror são perfeitamente mesclados neste filme que conta com excelentes performances de um elenco afinado, principalmente Sally Hawkins (eu queria voar no pescoço dela) e Jonah Wren Phillips, hipnótico. A maquiagem é outro departamento cujo trabalho merece prêmios - sensacional.
Os diretores têm estilo de sobra e boas histórias para contar, o que me deixa curioso com seus próximos projetos.
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#HBOMax
Últimos recados
Oi, Well! Espero que esteja tudo bem por aí :)
Queria te dizer q tava nessa maratona de sempre de filmes de Globo de Ouro/Oscar, e de todos q vi até agora só teve um que eu curti pra valer, a ponto de favoritar no Filmow: Bugonia
Recomendo demaaaaaaaaissssssss
Na época da minha "desesperiência" estudando Adm de empresas com os q hoje deem ser bolsominions eu tbm não era politizado. Mas eu acho q aquele povo era tão estranho que me ajudaram a politizar ehehehe. E depois acabei indo pra FFLCH, q dizem ser um antro de comunistas maconheiros, então acho q me encontrei (e olha q eu nem nunca fumei maconha na vida rs)
Gente, e o teu último parágrafo do último recado eu achei fofo demais, fiquei sem palavras...poxa, q gentil Brigado ♥
Ajudou na autoestima, q tá sempre lá no pré-sal rs.
Aguardo tuas respostas e se pá continuamos depois pelo Whats, caso tope :)
Bjsss
Vc disse q guardou minhas recomendações, q eu nem lembro quais são kkkk...mas como tão guardadas, espero q vc me diga o q achou delas quando tiver assistido. Fico curiosão em saber :)
Com relação ao seu TOC de querer rever o filme antes de vir aqui comentar pra fazer um comentário mais digno e adequado....posso ser muito sincero??? :-/
Achei muito foda!! C tá de parabéns, mesmo! Acho louvável....eu só não digo q eu quero ser q nem vc pq isso, se somando aos meus TOCs*, me deixaria meio sem ação quase. Só pfvr toma cuidado com isso se isso tiver alguma relação com a tua cabeça fodida. Se não tiver, foda-se, vou ficar feliz de sempre q tiver algum filme com comentário teu ser justamente esses comentários deliciosos de ler :)
*eu tenho TOC de não conseguir largar nada. Só largo qdo tá muito ruim meeeeeesmo. Mas eu difilmente acho algo ruim meeeesmo (nem a 3ª temporada de Dark e a 2ª de Os Outros eu larguei), e eu nem tô falando só de produções assim...falo até de relacionamentos rs. Nunca terminei um namoro...sempre foram eles q terminaram (eu fico com esperança de um dia melhorar, e fico trouxamente me esforçando pra isso)
#PartiuTerapia? Bora? rs
Ok, vou pra outro assunto no próximo recado, talvez tenha pesado o clima kkkkkkkkkkkkk
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A estrutura do roteiro é a mesma manjada de sempre e toda a construção das cenas macabras já é beeem telegrafada a esta altura; Os sustos, arrepios e a sensação de agonia raramente são eficazes, mas ainda há bons sustos aqui; O design dos fantasmas é bem genérico; a duração é longa demais; Há várias inconsistências e pontas soltas simplesmente abandonadas pelo roteiro (quem era o tal demônio por trás de tudo? O que havia de tão diferente desta vez? Que últimos rituais são esses? A família Warren botar a mão e gritar com o espelho?? Porque nem a Bíblia tankou...); Retratar os Warren e a igreja católica como os arautos do bem supremo e da caridade, me incomoda um pouco, mesmo sabendo que filme de exorcismo é isso e que este é o quarto filme, achei que, por ter esse aspecto da despedida dos personagens, aqui, pesaram mais a mão no maniqueísmo.
Por outro lado, este aqui retoma alguns acertos dos dois primeiros filmes, e que o terceiro - curiosamente do mesmo diretor, Michael Chaves - não entregou, como o bom casting e a direção de atores decente (apesar de ter um excesso de personagens, os atores que têm alguma relevância são bons, até me impressionei com os jovens Lorraine e Ed, muito bem caracterizados e parecidos); a direção de fotografia também melhorou, emulando os planos longos e travellings que James Wan costumava fazer, dando mais realismo e fluidez à ação; as pitadas de leveza nas cenas envolvendo o casal Warren, Judy e Tony são um respiro bem-vindo; a cena do casamento trazendo de volta personagens dos filmes anteriores junto ao criador James Wan, foi um easter egg inesperado, brega e fofo; e por mais que eu tenha minhas reservas com os Warren da vida real, Vera Farmiga e Patrick Wilson têm química e carisma de sobra, e criaram um laço real com a plateia.
Naturalmente que este capítulo foi uma passagem de bastão para a filha e o futuro marido, pois a New Line/Warner e o criador James Wan se despedem de Ed e Lorraine, mas dificilmente da franquia.
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#HBOMax