O Poderoso Chefão

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O Poderoso Chefão (1972)
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Média do filme: 4.7 de 5 — baseado em 55440 votos
MÉDIAFILMOW
4.7
55440 Avaliações
2.972 comentários
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Francis Ford Coppola
Data de lançamento 15 Março 1972 Outras datas
Duração 175 min (2h55)
Classificação indicativa de O Poderoso Chefão: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

15 Março 1972

Duração

175 minutos Classificação indicativa de O Poderoso Chefão: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Em 1945, Don Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Com a chegada das drogas, as famílias começam uma disputa pelo promissor mercado. Quando Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer atentados para que mudem de posição. É nessa complicada época que Michael (Al Pacino), um herói de guerra nunca envolvido nos negócios da família, vê a necessidade de proteger o seu pai e tudo o que ele construiu ao longo dos anos.

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Marta | Teaser Oficial

Marta

Comentários 1
amigos querem ver
cassiusclay
Gabriel
2 semanas atrás

Existe uma análise do Thomas Flight que eu gosto muito da cena em que Michael salva seu pai no hospital. Essa é a quarta vez que vejo esse filme e só agora percebi que o Michael praticamente não aparece na primeira hora. Este primeiro terço de filme basicamente apresenta o universo e o protagonista (que não é o Vito) fica um pouco de lado. Ele apenas nega uma vez ou outra a família e o pai.

Até que ele tem que agir para que Vito não morra. Michael se torna frio de um modo que ele próprio se assusta. Ao contrário do filho do padeiro, ele não tem as mãos trêmulas ao acender o cigarro. Ele tem mãos firmes. O fogo não titubeia em suas mãos. Ele arregala os olhos, apaga o fogo, mas não existe volta a partir dali.

Vejo que há um quê de Lawrence da Arábia. Me explico: filmes que se inspiram em Lawrence normalmente têm como protagonista alguém com carreira militar que usa de suas táticas para vencer os adversários que ali se apresentam. E é exatamente isso que Michael faz ao final, o grande ápice do filme.

Tudo é feito para que a cena final faça sentido: Michael mostra que se tornou quem negava. Não tem problemas em matar ninguém, em mentir para sua esposa, em aceitar o diabo.

Vale destacar também como as despedidas são bem exploradas no filme: a última vez que Santino e Michael estão juntos é terminada com um abraço carinhoso do irmão mais velho.
O último momento de Vito e Michael também é marcante enquanto um espelho. Os dois estão frente a frente, com seus rostos quase se misturando, à la Persona. Michael se tornará um homem igual a Vito. É inevitável. Shakespeariano.

Difícil falar desse filme sem repetir tudo o que já foi dito. Difícil não amar.
Pra quem gostou, recomendo Donos da noite, do James Gray. Poderoso Chefão às avessas.

1. Trama
Todas as obras anteriores de Mario Puzo foram fracassos de venda e o escritor apostou todas as fichas nesse conto. Puzo vendeu os direitos da adaptação para o cinema à Paramount antes mesmo de finalizar o livro...
Várias confusões existiram nos bastidores desse filme e a maior seja a discordância entre o diretor do estúdio e Coppola. Bob Evans não queria que Coppola fosse o diretor por conta de ser inexperiente,mas os produtores bateram o pé e insistiram para que o diretor ficasse e convenceram o chefão da Paramount afirmando que Coppola tinha uma essência italiana e iria entender o filme como ninguém.
O filme foi um dos grandes sucessos da época e trazia muita violência no contexto,algo que na época quase todos os filmes de máfia não apostava em muitos tiros ou sangue e quando tinha,escondia. Todas as cenas impactam até hoje e funciona como algo inédito.
Coppola cria um ambiente completamente cheio de desconfiança,desde a abertura do filme onde temos a câmera deslizando vagarosamente no rosto de Corleone até chegar numa imagem ampla onde vimos a sala onde tudo é resolvido. Tudo em volta é chamativo,seja no mais simples objeto em cima da mesa ao figurino luxuoso dos personagens. Todas as cenas conseguem mostrar grandeza,a parte inicial do casamento é brilhante,temos uma sincronia perfeita de elenco e figurantes. O filme nessa parte fala de sonhos e tais sonhos desfilam do começo ao fim na trama. A ambição caminha lado a lado com os sonhos e até o final muitas desavenças,desastres,ataques,discordâncias são criadas. O filme funciona bem nesse aspecto por saber utilizar bem cada personagem e seus mistérios. Existe vários momentos em que a câmera se aproxima bastante dos rostos do elenco justamente para aumentar aquela sensação de tensão que vai ser criada na próxima cena. Existe inúmeras cenas dessa maneira e todas muito bem executadas.Tudo isso faz com que o filme passe rápido demais e não sentimos as três horas passar.

2. Direção
Com apenas 31 anos,Coppola foi assunto de muitas dúvidas para essa direção. Mesmo com muitas cenas já filmadas o estúdio ameaçava demitir o diretor por conta de seu comportamento. A primeira escolha do estúdio foi Sergio Leone.

3. Marlon Brando
O ator foi outro que não foi a primeira escolha para o protagonismo. Por conta de problemas em filmes anteriores,os diretores do estúdio cogitaram trazer outro ator para o protagonismo. Coppola foi o grande responsável por trazer Brando. O diretor gravou pequenos vídeos do ator para convencer o estúdio...deu certo!
A frieza de Brando nesse personagem combinou ao máximo com a proposta. Lenny Montana na cena inicial gaguejou bastante ao contracenar com Brando e isso representa bem a forte presença do ator. A cena ficou tão genuína que Coppola deixou na trama.

4. Al Pacino
Uma belíssima amostra de como um filme bom dar espaço para seu brilhante elenco. Temos um segundo tempo completamente de Pacino e sua presença é esmagadora.Uma criação para o que viria a seguir,sua frieza também faz muito bem ao filme,sem muito assunto,apenas atitudes. Por esse papel foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante,sendo que ele mesmo afirmava que era protagonista ao lado de Brando. Não compareceu a cerimônia por estar bastante indignado com a indicação.

5. Presença feminina
As mulheres desse filme não tiveram tanto espaço quanto aos homens,e isso é algo extremamente curioso. Don Corleone era casado,mas não parecia. Até mesmo a relação entre a mãe e os filhos não tiveram espaço na trama.
Apollonia entra muda e sai calada. Connie apenas sofre com um casamento desgraçado e vive na sombra dos irmãos para protegê-la...
Se é um enredo machista ou apenas uma proteção masculina a partir das decisões dos homens,não sei,mas não há espaço para as mulheres aqui.

6. Oscar
O filme levou Melhor Filme,Melhor Ator (Marlon Brando) e Melhor Roteiro Adaptado. Ok!
Nunca levei o Oscar a sério e aqui vimos mais uma grande decepção da Academia. Pra mim levaria com facilidade:
- Melhor Direção
-Melhor Ator Coadjuvante
- Melhor Fotografia
- Melhor Montagem
- Melhor Figurino
- Melhor Direção de Arte (nem indicado foi)
- Melhor Som
- Melhor Trilha Sonora

7. Nota
Temos um marco na história do cinema. Todo um conjunto de uma obra fora do comum e que inspirou e vai continuar inspirado por muito tempo muitos filmes que ainda vão surgir.
“Deixe a arma. Pegue os Cannoli.”

>Revisto em 18 de Outubro de 2026

igorboroto
Igor Boroto Thomaz
1 mês atrás

Obra prima. Faz 54 anos, mas algumas coisas não mudam, apenas se atualizam.

História muito bem amarrada sobre a tríade família, crime e governo/judiciário.

Marlon Brando e Al Pacino GOATS 🐐

editado
tatianesahm
Cinéfila de araque
1 mês atrás

Simplesmente "CINEMA"!
Senti muito arrependimento de não ter assistido anos antes. Agora, além de entender todas as referências que fazem ao filme, ainda solto um suspiro de satisfação. Ô filme bom.

gabrielviegax
Gabriel Viégas
½
1 mês atrás

hmmm não me pegou não...

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