Cílio Lindemberg (李铭谦)
33 years
Soledade - (🇧🇷 BRA)
Usuário desde Agosto de 2019
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios

Últimas opiniões enviadas

  • 19/05/2026: Perturbador, muito bem feito e pensado em seus mínimos detalhes, mas terrivelmente aterrador. Bom, primeiro, devo citar a cena em que Tom Cruise é abordado pela seita, cuja cena viralizou em 2018, quando descobríamos a nível nacional qual a face oculta dos evangélicos que apoiaram abertamente o fascismo. Para quem não lembra do meme, era, tipo, "Bem-vindo à seita" "Que seita?" "A seita que dói menos".

    Nunca que eu ia imaginar que algo tão engraçado, na verdade, retomasse um filme cuja história é tão perturbadora. Filmes repletos de mensagens e sentidos costumam produzir esse efeito conhecidamente artístico: a literatura e a pintura já exploravam esse "escondimento" deliberado de significados a serem descobertos à medida que as obras fossem objeto de releitura. Tal ocorre, eu já sabia, de ser o caso dessa obra fílmica.

    Já havia ouvido falar em Kubrick e até tinha visto um de seus filmes (O iluminado), mas não tinha ideia nem de que eram dele vários que estão na minha lista, nem de que a grandiosidade de seu magnífico trabalho repousava na profundidade de significados a que o público é apresentado ao longo de suas tramas. Então, já quero ver outros filmes seus e/ou cuja construção de sentidos se assemelhe à sua.

    Quanto ao filme... Uma obra de arte, simplesmente, mas que deixa a alma de quem assiste e compreende num poço de espanto e perigo conhecido, mas torcido para que não seja real, mesmo sendo-o. Digo isso depois do vazamento de uns certos arquivos... aos quais o filme pode estar se referindo, uma vez que é um bando de burgueses que se divertem religiosa-sexualmente em festins macabros e orgíacos.

    As cenas no castelo ou mansão em que todos estavam mascarados, por mim, teriam durado o filme todo. Não que as outras não sejam interessantes. Foram bem encaixadas e operam em favor da gama de sentidos, mas penso que gostei do mistério do baile de máscaras. Talvez porque me lembrou um pouco de A orgia da morte (The Masque of the Red Death), de 1964, com Vincent Price. Senti um pouco da vibe dessa festa nas cenas da mansão e essas máscaras do carnaval de Veneza são grotescas e adicionam muito, muito mistério, passando um medo instantâneo. Já quero ver outros filmes em que elas aparecem.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Mas a cena final e o debate na internet de que naquela cena... O casal estava negociando sua paz com aquele culto sinistro... Ai, que me trouxe os vários casos de crianças desaparecidas de que nós temos conhecimento na história mundial. Sim, sim, estou ciente de que isso beira as teorias da conspiração... que não deixam de ser interpretações... possíveis. Quero dizer, é terrível que o sentido final fosse aquele, mas, ao mesmo tempo, vendo a quantidade de pais que vendem os próprios filhos ou que apoiam a iniciação precoce e forçada de sua vida sexual... Sinto que Kubrick queria que soubéssemos de algo para além da ficção: aquele algo que sabemos que acontece, mas que, antes de ser anunciado pela imprensa, aparece na arte, disfarçado apenas o suficiente para que sigamos os fios de suas respectivas meadas...

  • 18/05/2026: Profundo, sensível e dotado de fortes lições de vida a respeito de um daqueles grupos que vivem à margem da sociedade. Havia esquecido como eram os filmes feitos antes da rapidez da era moderna: dispõem de tempo para deixar a história rolar, pois sabem que um bom desenvolvimento leva tempo para ser construído na mente do público.

    E é incrível como os Estragos Unidos patenteiam a todo custo o desvalor de enxergar o ser humano unicamente como um pedaço de carne descartável, somente utilizável para o prazer e nada mais. Quais serão as consequências de forjar-se assim? Não é preciso ir muito longe para se perguntar: quando o sexo se tornou mais importante que qualquer sinal de amor, quando a rapidez das interações tirou o gosto da vida, quando a descartabilidade passou a controlar as relações humanas...

    Poder-se-ia citar ainda mais fenômenos observáveis que dão conta de traduzir essas condições. Mas voltando ao filme... A vida de quem conhece o desprezo, o descarte, a solidão e as interações movidas por interesse definem e moldam o caráter e a personalidade, de sorte que, quando alguém que viveu assim a vida toda finalmente encontra a oportunidade de sentir-se amado, é preciso escolher se se foge e deixa aquele novo sentimento para trás, como fazem as pessoas hoje em dia, ou se embarca para descobrir o desconhecido sob uma nova perspectiva.

    Esta foi a escolha da protagonista, felizmente, e acredito que devêssemos optar por esse caminho mais vezes, sobretudo para permanecermos humanos, de fato. Super-recomendo!!

  • 11/05/2026: Assisti na tentativa de entender o hype todo em que esse filme está envolto, mas foi-me uma tortura, que nem Senhor dos Aneis. Capaz que esteja muito acostumado com filmes que tenham conteúdo e, quando me deparo com um que não tem, simplesmente não conheço os mecanismos necessários para apreciar, se tal coisa é realmente possível...

    Sei, contudo, que o que me prendeu até o fim foram: (1). a língua estrangeira na qual assisti (galego); e (2). O fato de que, para criticar, haveria de perder meu tempo vendo... Ainda assim, há algo que gostaria de mencionar.

    Durante anos, ouvia falar do diretor como sendo um cujos filmes tem "sangue até umas horas". Então, finalmente entendi qual que era essa fetichização sanguinária... Ao estudarmos sobre o que produções culturais, temos o entendimento de que a obra tanto tem o que seu produtor injeta nela quanto o que o contexto no qual é produzida agrega a ela.

    Que tenha sido produzido nos/pelos Estragos Unidos, já diz muito sobre a violência e banalização da morte. Isso é tão cultural quanto militarmente imbatível. Agora, quanto ao que o diretor injetou no filme... Basta olhar para o apoio dele a Israel, cuja completa desconsideração pela vida reflete e muito a frieza e a indiferença dos criminosos que protagonizam seu filme... Não recomendo e ainda me vejo complementado pela avaliação de Tobias abaixo.

    editado
  • Breno 1 ano atrás
    Usuário temporariamente bloqueado por infringir os termos de uso do Filmow.
  • Valdirene 4 anos atrás

    Oí Cílio, segue o novo Link:
    https://chat.whatsapp.com/LSAv5Zt9CqO02qc81yCEg0

  • Valdirene 5 anos atrás

    Oi Cílio, faço parte de um grupo de Whatsapp que discute filmes, séries, dentre outros assuntos.

    Temos várias atividades, como debates sobre diretores ou algum tema específico, indicações de curta e disputa diárias entre filmes.

    Caso se interesse, será muito bem vindo. Ao entrar, por favor se identique =)

    https://chat.whatsapp.com/Fy9K4jnHFvS6ET529a0uFC