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Data de lançamento
27 Junho 2013Duração
Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.
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É leve e divertido em algumas partes, porém longo demais. A mensagem que fica é boa, me fez refletir.
⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Às vezes, os filmes de viagem no tempo adoram fritar os neurônios dos nossos cérebros. São diálogos sobre mecânica quântica, buracos de minhoca, maletas, máquinas, carros e exterminadores. É justamente por fugir dessa pirotecnia que o sci-fi "Questão de Tempo", do Richard Curtis, se consolida como uma das obras mais elegantes do gênero nos últimos anos.
Aqui não tem DeLorean atingindo 88 milhas por hora, Skynet, diários de dor e pó mágico. A regra da viagem no tempo na família do jovem Tim (Domhnall Gleeson) é simples: basta entrar no guarda-roupa Marabrás inglês, fechar os olhos, apertar os punhos e pensar no momento exato pra onde quer voltar. Com esse dom na mão, o protagonista tenta resolver o óbvio: consertar as cabaçadas amorosas de Ano Novo, até a paixão de verão pela linda Margot Robbie.
Contudo, o grande mérito do roteiro é não escorregar no quiabo — ou melhor, nos ponteiros do relógio das tramas do gênero. Enquanto a maioria das histórias de viagem temporais se perde em paradoxos gigantescos, com efeitos especiais monstruosos e CGI até a tampa, o filme do Richard Curtis se mantém focado nas miudezas da vida cotidiana, com as pretensões domésticas de um jovem que virou adulto, esposo e pai, e que sonha apenas com uma vida feliz com sua família.
A química de Domhnall Gleeson com Rachel McAdams funciona no timing exato; os dois se dão muito bem em cena, onde misturam drama e um romance agridoce, até que situações difíceis surgem pra tirar a felicidade quase atemporal do longa. É na relação do protagonista com o pai (vivido de forma magistral por Bill Nighy) que o filme encontra sua verdadeira alma. Além da descoberta e dos conselhos de que certas escolhas cobram um preço — das regras biológicas às viagens temporais —, a comédia romântica despretensiosa se transforma num drama profundo sobre o luto e a finitude.
Sem precisar de um único centavo em efeitos digitais mirabolantes, "Questão de Tempo" equilibra de forma brilhante o humor britânico da boa etiqueta com uma melancolia sutil e devastadora. Tudo numa ficção científica humana, precisa e que prova que um bom roteiro e um guarda-roupão escuro valem mais do que qualquer supercomputador louco de Hollywood.
Fui assistir achando que era um romancezinho clichê.
O filme não me pegou, achei longo e chato demais.
Chato
Eu achei meio ruim... O protagonista é meio egoísta com essas viagens no tempo e quer manipular tudo de forma que seja incrível pra ele. Não fiquei convencida de que ele aprendeu a lição no fim do filme...
E não categorizaria como romance. O romance em si é bem fraco, não teve muito jogo de conquista e nem nada parecido. Enfim, achei um filme fraco.