vagnerfoxx
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Estes são os meus filmes e séries favoritos

Euphoria (1ª Temporada) (Euphoria (Season 1)) 910 4.3

Euphoria (1ª Temporada)

Big Little Lies (2ª Temporada) (Big Little Lies (Season 2)) 492 4.2

Big Little Lies (2ª Temporada)

Big Little Lies (1ª Temporada) (Big Little Lies (Season 1)) 1,1K 4.6

Big Little Lies (1ª Temporada)

Objetos Cortantes (Sharp Objects) 873 4.3

Objetos Cortantes

The Last of Us (1ª Temporada) (The Last of Us (Season 1)) 1,2K 4.4

The Last of Us (1ª Temporada)

It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada) (It: Welcome to Derry (Season 1)) 364 4.1

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It: Capítulo Dois (It: Chapter Two) 1,5K 3.4

It: Capítulo Dois

Drop: Ameaça Anônima (Drop) 235 3.0

Drop: Ameaça Anônima


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Zoe (Zoe) 56 3.2

Zoe

Ela (Her) 5,8K 4.2

Ela

Ex Machina: Instinto Artificial (Ex Machina) 2,0K 3.9

Ex Machina: Instinto Artificial

Sob a Pele (Under the Skin) 1,4K 3.2

Sob a Pele

Últimas opiniões enviadas

Duna (Dune) 1,7K 3.8

Duna

  • vagnerfoxx
    5 horas atrás

    Tem Alguns Spoilers...

    "Duna", o Mito, o Profeta, o Messias.

    "Duna", a obra literária monumental de Frank Herbert, ganha nas mãos de Denis Villeneuve, a adaptação grandiosa que os livros sempre mereceram. Ele transforma a ficção científica num épico palaciano, numa tragédia religiosa no confins do espaço. A geopolítica complexa, as intrigas entre as casas Atreides e Harkonnen, ecoam como um drama shakespeariano, onde o destino de Paul Atreides é traçado entre poder, fé e sacrifício.

    Villeneuve, resgata muito da essência do livro de Frank Herbert. A gente sente essa escala épica, desses elementos quase mitológicos, mas ao mesmo tempo ele meio que humaniza os personagens. O filme mostra uma complexidade política, como se a gente estivesse vendo uma ópera futurista, com traições, ambições e um destino quase inexorável. Sendo não só ficção científica, mas quase um épico religioso no espaço

    O filme faz um mergulho numa trama palaciana, vivida bo espaço. A gente vê os clãs, as casas de poder, como os Atreides e os Harkonnen, quase como casas nobres de um drama renascentista. Trazendo essa sensação do destino já traçado, mas, dando mistério e urgência na história e nos personagens.

    A ambientação no deserto de Arrakis, com aquele visual quase hipnótico, reforça essa ideia do sacrifício, da busca por poder, mas também da sobrevivência. O silêncio, os diálogos contidos, as expressões, e isso tudo faz com que a gente sinta o peso da história. Villeneuve pega essa geopolítica, essa intriga palaciana, e transporta para o espaço de um jeito que parece atemporal.

    Denis Villeneuve, trabalha com uma escala gigantesca em toda produção. Sua direção aliada à uma produção impecável, cria um ambiente visual deslumbrante, com o deserto de Arrakis se tornando um personagem à parte. A direção de arte cria ambientes grandiosos, tanto no deserto quanto nas naves, nos seus interiores, e os trabalhos de CGI limpo do diretor, são um marco técnico das produções modernas de hoje.

    O elenco é sensacional: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Zendaya, David Dastmalchian, Charlotte Rampling, Jason Momoa, Javier Bardem, entregam atuações dignas de Oscar, criando uma tragédia shakespeariana no deserto, no meio das dunas.

    Timothée Chalamet, como Paul, carrega essa angústia de um herdeiro que vai se tornar um messias. Lady Jessica, caminha na linha bamba, entre cumprir um papel e propagar uma mentira para garantir o poder. É um jogo de xadrez onde Paul Atreides é tanto o rei quanto o peão. Jason Momoa, como o Duncan Idaho, é um carisma puro e as cenas de combate com a faca, o escudo, são de tirar o fôlego.

    Stellan Skarsgård vivendo o Barão Harkonnen, ainda me dá medo. Dave Bautista (Rabban), transborda ódio. Zendaya, mesmo com menos tempo de tela, cria uma presença quase mística como a Chani. A honra paterna é esmagada pela traição do Imperador, mas a lealdade de amigos como Duncan Idaho (Jason Momoa) e Gurney Halleck (Josh Brolin) lutam com uma dedicação feroz.

    Por trás de toda a ação, o que sobra é a reflexão sobre o ser humano que não muda. Seja na política intergaláctica ou nas tramas de bastidores, o egoísmo e a busca pelo controle são os verdadeiros motores da história.

    A trilha do Hans Zimmer, é grandiosa: os sons, os timbres, a gente sente o vento do deserto, o peso do silêncio. É quase que um ritual em forma de música.

    Se o clássico de 1984 foi a porta de entrada pra esse mundo incrível, "Duna" de Villeneuve é a consagração de um sonho de criança. O filme não se contenta em ser apenas ficção científica, mas sim, um épico literário que expõe as vísceras do poder e da ambição humana.

    Em Arrakis, o deserto é vasto, mas a alma dos homens continua sendo o terreno mais perigoso de todos. Ele tem vida própria, faz a gente sentir medo, mas um respeito religioso. Ele parece vivo e pronto pra assassinar ou ascender qualquer um que adentre suas areias. Com os vermes gigantes sendo os anjos guardiões de suas paisagens

    O que impacta nesta versão é como a religião e a profecia são mostradas como ferramentas de manipulação. Aqui, o mito do messias não nasce apenas do destino, mas de uma construção cuidadosa e preocupada em perpetuar domínio, poder e grandeza, aos que criam ou manipulam esses segredos. ​Ao final, revendo este clássico moderno, percebo que os livros de Frank Herbert finalmente encontraram a tradução que eles sempre mereceram.

  • A Chegada (Arrival) 3,5K 4.2

    A Chegada

  • vagnerfoxx
    1 dia atrás

    A Chegada: O Agora Sobre Tudo e a Melancolia do Tempo (Com Spoilers).

    "A Chegada" de Denis Villeneuve corta a linha temporal que conhecemos e coloca o agora sobre todas as coisas, mostrando que a nossa realidade é apenas um véu. A atmosfera é onírica, fria e cinzenta, onde a névoa dita o ritmo de um sonho participativo que parece envolver a mente da Dra. Louise Banks (Amy Adams) antes mesmo dos seres chegarem.

    Enquanto o mundo se despedaça em uma crise geopolítica, com a humanidade caminhando para um conflito por puro fracasso do diálogo, Louise está vivendo uma experiência quântica. O que parecem ser apenas lembranças do seu passado são, na verdade, fragmentos de um futuro que habitam dentro dela. A Dra. Louise vive em dois mundos: um no presente, onde a crise deixa marcas, e outro no futuro trágico e misterioso, onde se desenha uma perda que abala as estruturas do tecido temporal, mas não a sua decisão.

    O filme toca com sabedoria essa história triste, como se fosse um sonho perdido da nave de pedra envolta na névoa branca. As ações do presente ecoam sobre o amanhã de forma inevitável. Louise usa o futuro para salvar o agora, roubando informações de um tempo que ainda não aconteceu para impedir o caos na Terra — mas não o seu próprio caos pessoal.

    A simbiose entre Louise e os Heptápodes é nítida e grandiosa. Eles não trazem armas, mas uma tecnologia cerebral: uma linguagem que reprograma a mente e permite enxergar o tempo como um mapa aberto. Mas essa conquista vem com um preço emocional devastador. Louise não é uma prisioneira do destino, mas a guardiã da sua própria história.

    Mesmo sabendo que o futuro reserva uma perda trágica e que o marido a deixará, ela escolhe viver cada segundo. Ela prefere a intensidade de um amor com prazo de validade do que o vazio de nunca ter existido. Ao final, quando a nave de pedra se desfaz no ar, revelando a insignificância da nossa matéria diante de uma consciência expandida, o que sobra é a coragem e o amor. Louise nos ensina que o tempo não é uma prisão, mas uma escolha.

    Saí do cinema com a alma lavada e a mente expandida, percebendo que a maior tecnologia do universo não é um foguete ou uma arma, mas a capacidade de entender o próximo e de abraçar a própria jornada. Louise não é uma vítima do destino; ela é a arquiteta dele. Ela aceita a dor para não ter que negar o amor. É a forma mais pura de gratidão pela vida: saber do final triste, mas decidir que cada segundo vale tudo.

    Fica o amor, que rompe o tempo, destrói as línguas e permanece sobre tudo.

    "...Eu possa me dizer do amor que tive:
    Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure."

    editado
  • Perdido em Marte (The Martian) 2,4K 4.0

    Perdido em Marte

  • vagnerfoxx
    3 dias atrás

    Se em "Gravidade" do Cuarón, é sobre a vitória do ser humano sobre o vácuo e "Interestelar" é uma prova de amor sobre o tempo, "Perdido em Marte" do Ridley Scott é, definitivamente, a vitória das batatas sobre o impossível.

    ​Ridley Scott nos apresenta um herói que não tem tempo pro desespero filosófico, ele tem pressa, ele tem fome e ele tem um plano. O Mark Watney (Matt Damon) transforma o solo estéril e congelado do Planeta Vermelho num laboratório de sobrevivência, num verdadeiro latifúndio, onde um tubérculo plantado é uma vitória contra a morte.

    ​O filme é um entretenimento de espaço que celebra a resiliência prática com o trabalho mais antigo que os homens criaram: a agricultura! Enquanto a política ferve aqui na Terra entre os chefões da NASA, Watney está ocupado sendo o "fazendeiro das galáxias". Ele conserta o que está quebrado, improvisa o que não existe e faz as contas de cada caloria com a precisão de quem sabe que o erro é o fim da linha. É fascinante como a inteligência humana, temperada com humor ácido, consegue encarar a solidão de milhões de quilômetros.

    ​E tudo isso embalado por uma trilha sonora de "discoteca da desgraça" que ninguém esperava: Gloria Gaynor, Donna Summer, Bee Gees, ABBA e a turma toda fazendo sofrer o pobre Botânico, como se as batatas não fossem o suficiente. Mas o asco dele pelas músicas é um dos trunfos da obra. Scott tira o peso dramático e deixa a frustração do Mark ser um dos pilares do humor, junto do fato de ele ser botânico — coisa que seus amigos de missão não param de zoar.

    ​O contraste entre a vastidão desértica de Marte e o ritmo do ABBA nos faz torcer por esse pobre fazendeiro espacial. Ver a alegria da humanidade unida no resgate final, com a tripulação da Hermes arriscando tudo em um motim épico, é a prova de que nenhum homem é uma ilha; nem mesmo se essa ilha for um planeta inteiro.

    ​A construção da horta na base é um dos absurdos mais incríveis da ficção. Ridley Scott juntou ciência, agricultura, drama e disco. A cena do adubo foi foda! Ver um astronauta mexendo com cocô em vez de só controles foi hilário. Isso se soma a cenas de ciência pura, com cálculos físicos de derrubar o ENEM.

    ​O clímax é puro desespero! Watney ser lançado ao espaço em uma nave sem teto, coberta apenas por uma lona, faz ele parecer estar numa "barraca de batata frita voadora". O resgate final, com a ajuda dos chineses e a catarse da tripulação, foi angustiante e perfeito.

    A Comandante Lewis (Jessica Chastain) e sua equipe realizam um milagre com uma explosão controlada para dar mais medo, e o abraço final faz a gente quase sentir as mãos deles no nosso sofá.

    ​Quando o filme termina, a sensação é de gratidão profunda. Saí do cinema com a alma lavada! É a vitória do indivíduo que não se entregou e da espécie que não o deixou para trás. No fim, Marte continua sendo um monstro gelado e vermelho, mas Watney provou que, com um pouco de humor e muita matemática, dá para fazer o impossível virar rotina.

    ​Assistir esse filme é um lembrete de que a nossa maior tecnologia não vem de um foguete, mas da nossa capacidade de rir da própria desgraça enquanto tentamos resolver tudo. Sobreviver a um ambiente hostil, sem oxigênio, remexendo as bostas dos outros pra plantar o próprio alimento. Tudo isso ao som da disco...

    ​Ah, ah, ah, ah, stayin' alive, stayin' alive!

    Filmaço!

  • Maycon Guedes 4 meses atrás

    Valeu!

  • Alessandra Gabriela 6 meses atrás

    aaah muito obrigada, vagner! seja bem vindo também! 😊

  • Breno 7 meses atrás
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