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Data de lançamento
22 Julho 2005Duração
Lincoln Six-Echo (Ewan McGregor) está em fuga com apenas duas certezas na sua vida. Primeiro: as autoridades que controlam a instalação ultra-secreta onde foi criado prometeram-lhe que um dia iria viver no derradeiro lugar habitável na face da Terra, a paradisíaca Ilha. Segundo: tudo que sempre soube foi uma mentira.
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Michael Bay é um cineasta conhecido por suas ousadas e explosivas obras, sempre em busca de causar impacto. No entanto, "A Ilha" se destaca de maneira peculiar em sua carreira. Este filme não possui o mesmo grau de descompromisso visto em franquias como "Bad Boys" (1995-2024), nem a grandiosidade de "Armageddon" (1998), que também apresenta elementos de ficção científica, como em "Transformers". Apesar de incluir um romance – similar ao que vimos em "Pearl Harbor" (2001) – a estética de "A Ilha" é surpreendentemente clean, evitando distrações visuais. Essa decisão parece refletir um desejo de mostrar uma fase mais madura de Bay como diretor. Contudo, enquanto a primeira metade do filme tenta explorar essa nova abordagem, o final rapidamente se transforma em uma tradicional sequência de ação com as famosas corridas frenéticas e soluções inverosímeis que caracterizam o seu estilo.
A ambientação de "A Ilha" exibe um forte caráter artificial, sugerindo desde o início que estamos diante de uma construção fictícia. Bay, claramente, enfrenta incertezas ao navegar por essa nova direção, e essa tensão é perceptível. Embora existam temas interessantes escondidos sob uma camada de clichês do gênero, sua realização é comprometida pela falta de habilidade do cineasta. Se a direção estivesse nas mãos de alguém como Ridley Scott ou Steven Spielberg – que inicialmente foi considerado mas não pôde assumir o projeto – o produto final certamente teria uma abordagem muito mais impactante.
A narrativa se passa em um futuro próximo, onde um cataclismo ecológico devastou o planeta. Os poucos sobreviventes se reúnem em colônias, sonhando com a "ilha", o último pedaço seguro de natureza. Contudo, logo se revela que esse paraíso não é nada mais do que uma ilusão; os habitantes são clones mantidos em cativeiro, esperando a hora em que serão "utilizados" por seus originais. Duas dessas cópias, ao descobrirem a verdade, fogem, e a trama se transforma em uma incessante corrida pela liberdade. O potencial inicial da história se perde rapidamente em uma sequência de clichês, onde perseguições e manobras aéreas se sucedem sem a criatividade que se esperava, reciclando fórmulas já vistas em diversas outras produções.
Além disso, o filme peca por seus falsos clímaxes que tentam confundir o espectador, mas que na verdade a distanciam ainda mais da narrativa. A interferência de marketing é evidente, com marcas e comerciais espalhados por toda parte, até mesmo interrompendo a ação com "anúncios dos nossos patrocinadores" estrelados pelos protagonistas. A estética excessivamente elaborada, com tomadas em câmera lenta e efeitos visuais impressionantes, acaba revelando-se vazia em conteúdo, não conseguindo disfarçar a falta de substância no roteiro.
Mas o que se pode destacar positivamente em "A Ilha"? Algumas atuações são notáveis, com Steve Buscemi se destacando, apesar de reinterpretar uma persona já conhecida. Ewan McGregor esforça-se para trazer alguma profundidade a um personagem superficial, enquanto Scarlett Johansson pouco consegue fazer além do normal. Sean Bean e Djimon Hounsou, limitados em seus papéis, ainda assim oferecem atuações sem grande emoção. O roteiro, assinado por Robert Orci e Alex Kurtzman (que também trabalharam nas franquias de "Star Trek"), resulta em mais uma prova da dificuldade de Bay em criar personagens que realmente ressoem. O resultado final foi o maior fracasso comercial de sua carreira, arrecadando apenas cerca de US$ 35 milhões nas bilheteiras dos Estados Unidos, em contraste com um orçamento de US$ 126 milhões.
PS: Confesso que faz uns anos que não reassisto ao filme, só que minha lembrança é muito boa. Na verdade, guardo a recordação de um filmaço e lembro que, na época, chegava a considerá-lo um dos melhores trabalhos do Michael Bay.
Gostava da história, do elenco, da produção e de toda aquela proposta de ficção científica que o filme apresentava.
É claro que, depois de tanto tempo, a memória pode estar me pregando uma peça. Por isso, fiquei com vontade de reassistir novamente e descobrir se A Ilha continua funcionando tão bem para mim ou não.
Agora quero saber de vocês: quem aí se lembra de A Ilha? Há quanto tempo não reassistem ao filme?
Muito bom filme de ficção científica e ação ao mesmo tempo, tem as suas imperfeições, mas nada que estrague uma bela experiência do início até ao final.
Engraçado como eles correm e correm e sempre correm pro lugar certo
Gostei do filme, me surpreendeu, não esperava os plot que iam acontecendo
Michael Bay é muito ruim. Extremamente superestimado.