Jordison
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Últimas opiniões enviadas

  • Jordison
    1 dia atrás

    Em “Os Sertões”, lançado em 1902, Euclides da Cunha eternizou um dos acontecimentos mais violentos da história do Brasil: a Guerra de Canudos.

    O conflito revelou o choque brutal entre a recém-instalada República e uma comunidade sertaneja que buscava sobreviver longe da miséria e do domínio dos grandes proprietários rurais. Liderados por Antônio Conselheiro, milhares de homens, mulheres e crianças transformaram o arraial de Canudos, no interior da Bahia, em um refúgio para excluídos e abandonados do Nordeste.

    E aquilo que começou como um movimento religioso e social logo passou a ser tratado pelo governo como uma ameaça nacional.

    Entre 1896 e 1897, o Exército brasileiro mobilizou milhares de soldados, armamentos pesados, canhões e metralhadoras para destruir o povoado. Ao longo de quatro campanhas militares, as tropas enfrentaram uma resistência inesperada no sertão baiano, sofrendo derrotas humilhantes antes da ofensiva final.

    O resultado foi devastador: estima-se que entre quinze e vinte e cinco mil pessoas morreram durante o massacre que praticamente apagou Canudos do mapa.

    A Guerra de Canudos aconteceu no Arraial de Belo Monte, conhecido como Canudos, e entrou para a história como um dos maiores episódios de resistência popular do Brasil. O massacre marcou profundamente o país e permaneceu durante décadas cercado de silêncio e controvérsia.

    NESTE CONTEÚDO, VOCÊ VAI CONHECER:

    • A trajetória de Antônio Conselheiro e o surgimento de Canudos
    • Como o arraial se tornou um símbolo de esperança para os sertanejos
    • As quatro expedições militares enviadas pelo governo
    • Os meses de cerco e destruição no sertão da Bahia
    • O desfecho trágico de 5 de outubro de 1897
    • As razões políticas e sociais que levaram à destruição de Canudos
    • O legado histórico deixado pelo conflito

    As reconstruções visuais apresentadas foram produzidas com base em fotografias históricas, registros arqueológicos, relatos de Euclides da Cunha e documentos da época. Elas não representam imagens reais dos acontecimentos, mas interpretações fundamentadas em evidências históricas.

    A Guerra de Canudos permanece como um retrato da desigualdade, da violência estatal e da luta de uma população esquecida que enfrentou o poder da República até as últimas consequências.

    📚 FONTES HISTÓRICAS:

    "Os Sertões" - Euclides da Cunha (mil novecentos e dois)
    Fotografias de Flávio de Barros (mil oitocentos e noventa e sete)
    Arquivos do Exército Brasileiro
    Pesquisas arqueológicas em Canudos
    Relatos de testemunhas oculares

  • Jordison
    1 dia atrás

    O filme Comandante é um drama de guerra italiano lançado em 2023, dirigido por Edoardo De Angelis e estrelado por Pierfrancesco Favino no papel do comandante Salvatore Todaro. O longa chamou bastante atenção porque foge daquele padrão comum de filmes de submarino focados apenas em combate, tensão claustrofóbica e heroísmo militar puro. Aqui o foco principal é humanidade, honra naval e o código moral de um oficial italiano durante a Segunda Guerra Mundial.
    A história é baseada em fatos reais e acompanha o submarino italiano Comandante Cappellini, da Regia Marina, em 1940, durante a Batalha do Atlântico. O comandante Salvatore Todaro afunda o cargueiro belga Kabalo, mas depois toma uma decisão completamente fora do padrão da guerra submarina: ele resolve salvar os sobreviventes inimigos. Isso era extremamente perigoso, porque um submarino navegando na superfície virava alvo fácil para aviões e navios inimigos. Ainda assim, Todaro insiste em rebocar e transportar os náufragos até um porto seguro nos Açores.
    O mais interessante é que o filme tenta mostrar a mentalidade naval italiana daquela época. Diferente da imagem mais “mecanizada” e fria associada aos U-boots alemães, Todaro aparece quase como um cavaleiro do mar, alguém guiado por um senso pessoal de honra. Existe até uma frase muito famosa atribuída a ele no filme e na história real:
    “Afundamos o navio, não os homens.”
    Essa visão tornou Todaro uma figura muito respeitada até entre inimigos. Alguns oficiais alemães consideravam suas atitudes imprudentes, porque colocavam o submarino inteiro em risco. Em relatos históricos, ele chegou a receber críticas indiretas do almirante alemão Karl Dönitz, justamente porque a doutrina submarina da época caminhava para uma guerra cada vez mais brutal e impessoal.
    O filme também acerta bastante na ambientação. A produção construiu uma réplica gigantesca do submarino Cappellini, com mais de 70 metros de comprimento e dezenas de toneladas. Boa parte dos cenários internos foi feita fisicamente, em vez de depender totalmente de CGI, e isso dá uma sensação muito pesada e realista aos corredores apertados, motores, tubos de torpedo e compartimentos do submarino.
    Historicamente, o filme tenta ser bem fiel visualmente à Regia Marina do início da guerra. Uniformes, boinas, equipamentos internos, linguagem naval e comportamento da tripulação foram reconstruídos com ajuda da Marinha Italiana. Há alguns pequenos erros históricos, mas nada muito grave. Um dos poucos apontados por historiadores é a presença de uma canção naval que só seria criada em 1941, enquanto o filme se passa em 1940.
    Outra coisa interessante é o tom do filme. Ele não é exatamente pró-fascista nem antifascista de maneira explícita. Na verdade, ele tenta separar a figura do marinheiro italiano comum do regime político da época. O foco está mais em valores humanos, coragem e sobrevivência no mar. Isso gerou discussões na Itália, porque muita gente viu o longa como uma tentativa de resgatar uma imagem mais honrada dos militares italianos da Segunda Guerra, sem glorificar diretamente o fascismo.
    Comparado a filmes clássicos de submarino como Das Boot ou U-571, Comandante é menos focado em suspense técnico e mais em drama humano. Ainda existem cenas de combate naval e tensão, mas o centro emocional é a convivência entre italianos e sobreviventes belgas dentro daquela situação absurda no meio do Atlântico.
    E existe também uma camada muito interessante sobre a própria Marinha Italiana na guerra. O filme mostra algo que muita gente esquece: os submarinistas italianos operaram em condições extremamente difíceis no Atlântico, longe do Mediterrâneo, enfrentando limitações técnicas, torpedos problemáticos e doutrinas nem sempre adequadas para aquele teatro de operações. Mesmo assim, alguns comandantes, como Todaro, acabaram virando figuras lendárias.

    O filme pode ser visto, atualmente, na Amazon Prime.

  • Jordison
    3 dias atrás

    Rita Cadillac é uma dançarina, cantora e atriz brasileira. Dentre suas atuações mais populares, estão a carreira como dançarina nos programas de televisão de José Abelardo Barbosa, o apresentador Chacrinha.

    Em 2010, sua carreira foi tema de um documentário do cineasta Toni Venturi, intitulado Rita Cadillac: A Lady do Povo, exibido em diversos cinemas do Brasil. Nos últimos anos, realizou diversas participações em programas e séries televisivas, como na sexta e nona edição do reality show A Fazenda, da Record TV, e na série Tapas & Beijos da TV Globo.

    Ingressou também na carreira de cantora em 1983, quando gravou seu primeiro compacto, seguido de outros e também LPs. Alcançou sucesso com "É Bom para o Moral", em 1984, se tornando uma das cantoras sensuais do Brasil, ao lado de Gretchen e Sharon.

    Tornou-se famosa no Brasil a partir da década de 1970, por dançar no programa do apresentador de TV Chacrinha, onde as dançarinas eram chamadas de chacretes. Trabalhou com o "Velho Guerreiro" por oito anos, de 1975 a 1983.

  • Alice 2 meses atrás

    Ah, sim, Homeland! Eu acabei vendo alguns episódios da primeira temporada, mas não terminei pois a achei muito lenta. Mas qualquer dia desses volto a vê-la.

    Você é a primeira pessoa que eu vejo na internet dizendo que viu essa série, eu sempre quis ver, pois todos elogiavam, demorei anos, mas um dia sai. Kkkk

  • LORENA SILVEIRA 3 meses atrás

    Já ouvi as boas referências. Quero assistir mas não sei se aguento Claire Danes com aquelas caras e bocas dela.

  • Alícia Lins 3 meses atrás

    eu, hein