Últimas opiniões enviadas
O filme Comandante é um drama de guerra italiano lançado em 2023, dirigido por Edoardo De Angelis e estrelado por Pierfrancesco Favino no papel do comandante Salvatore Todaro. O longa chamou bastante atenção porque foge daquele padrão comum de filmes de submarino focados apenas em combate, tensão claustrofóbica e heroísmo militar puro. Aqui o foco principal é humanidade, honra naval e o código moral de um oficial italiano durante a Segunda Guerra Mundial.
A história é baseada em fatos reais e acompanha o submarino italiano Comandante Cappellini, da Regia Marina, em 1940, durante a Batalha do Atlântico. O comandante Salvatore Todaro afunda o cargueiro belga Kabalo, mas depois toma uma decisão completamente fora do padrão da guerra submarina: ele resolve salvar os sobreviventes inimigos. Isso era extremamente perigoso, porque um submarino navegando na superfície virava alvo fácil para aviões e navios inimigos. Ainda assim, Todaro insiste em rebocar e transportar os náufragos até um porto seguro nos Açores.
O mais interessante é que o filme tenta mostrar a mentalidade naval italiana daquela época. Diferente da imagem mais “mecanizada” e fria associada aos U-boots alemães, Todaro aparece quase como um cavaleiro do mar, alguém guiado por um senso pessoal de honra. Existe até uma frase muito famosa atribuída a ele no filme e na história real:
“Afundamos o navio, não os homens.”
Essa visão tornou Todaro uma figura muito respeitada até entre inimigos. Alguns oficiais alemães consideravam suas atitudes imprudentes, porque colocavam o submarino inteiro em risco. Em relatos históricos, ele chegou a receber críticas indiretas do almirante alemão Karl Dönitz, justamente porque a doutrina submarina da época caminhava para uma guerra cada vez mais brutal e impessoal.
O filme também acerta bastante na ambientação. A produção construiu uma réplica gigantesca do submarino Cappellini, com mais de 70 metros de comprimento e dezenas de toneladas. Boa parte dos cenários internos foi feita fisicamente, em vez de depender totalmente de CGI, e isso dá uma sensação muito pesada e realista aos corredores apertados, motores, tubos de torpedo e compartimentos do submarino.
Historicamente, o filme tenta ser bem fiel visualmente à Regia Marina do início da guerra. Uniformes, boinas, equipamentos internos, linguagem naval e comportamento da tripulação foram reconstruídos com ajuda da Marinha Italiana. Há alguns pequenos erros históricos, mas nada muito grave. Um dos poucos apontados por historiadores é a presença de uma canção naval que só seria criada em 1941, enquanto o filme se passa em 1940.
Outra coisa interessante é o tom do filme. Ele não é exatamente pró-fascista nem antifascista de maneira explícita. Na verdade, ele tenta separar a figura do marinheiro italiano comum do regime político da época. O foco está mais em valores humanos, coragem e sobrevivência no mar. Isso gerou discussões na Itália, porque muita gente viu o longa como uma tentativa de resgatar uma imagem mais honrada dos militares italianos da Segunda Guerra, sem glorificar diretamente o fascismo.
Comparado a filmes clássicos de submarino como Das Boot ou U-571, Comandante é menos focado em suspense técnico e mais em drama humano. Ainda existem cenas de combate naval e tensão, mas o centro emocional é a convivência entre italianos e sobreviventes belgas dentro daquela situação absurda no meio do Atlântico.
E existe também uma camada muito interessante sobre a própria Marinha Italiana na guerra. O filme mostra algo que muita gente esquece: os submarinistas italianos operaram em condições extremamente difíceis no Atlântico, longe do Mediterrâneo, enfrentando limitações técnicas, torpedos problemáticos e doutrinas nem sempre adequadas para aquele teatro de operações. Mesmo assim, alguns comandantes, como Todaro, acabaram virando figuras lendárias.
O filme pode ser visto, atualmente, na Amazon Prime.
Rita Cadillac é uma dançarina, cantora e atriz brasileira. Dentre suas atuações mais populares, estão a carreira como dançarina nos programas de televisão de José Abelardo Barbosa, o apresentador Chacrinha.
Em 2010, sua carreira foi tema de um documentário do cineasta Toni Venturi, intitulado Rita Cadillac: A Lady do Povo, exibido em diversos cinemas do Brasil. Nos últimos anos, realizou diversas participações em programas e séries televisivas, como na sexta e nona edição do reality show A Fazenda, da Record TV, e na série Tapas & Beijos da TV Globo.
Ingressou também na carreira de cantora em 1983, quando gravou seu primeiro compacto, seguido de outros e também LPs. Alcançou sucesso com "É Bom para o Moral", em 1984, se tornando uma das cantoras sensuais do Brasil, ao lado de Gretchen e Sharon.
Tornou-se famosa no Brasil a partir da década de 1970, por dançar no programa do apresentador de TV Chacrinha, onde as dançarinas eram chamadas de chacretes. Trabalhou com o "Velho Guerreiro" por oito anos, de 1975 a 1983.
Últimos recados
Ah, sim, Homeland! Eu acabei vendo alguns episódios da primeira temporada, mas não terminei pois a achei muito lenta. Mas qualquer dia desses volto a vê-la.
Você é a primeira pessoa que eu vejo na internet dizendo que viu essa série, eu sempre quis ver, pois todos elogiavam, demorei anos, mas um dia sai. Kkkk
Já ouvi as boas referências. Quero assistir mas não sei se aguento Claire Danes com aquelas caras e bocas dela.
eu, hein
Em “Os Sertões”, lançado em 1902, Euclides da Cunha eternizou um dos acontecimentos mais violentos da história do Brasil: a Guerra de Canudos.
O conflito revelou o choque brutal entre a recém-instalada República e uma comunidade sertaneja que buscava sobreviver longe da miséria e do domínio dos grandes proprietários rurais. Liderados por Antônio Conselheiro, milhares de homens, mulheres e crianças transformaram o arraial de Canudos, no interior da Bahia, em um refúgio para excluídos e abandonados do Nordeste.
E aquilo que começou como um movimento religioso e social logo passou a ser tratado pelo governo como uma ameaça nacional.
Entre 1896 e 1897, o Exército brasileiro mobilizou milhares de soldados, armamentos pesados, canhões e metralhadoras para destruir o povoado. Ao longo de quatro campanhas militares, as tropas enfrentaram uma resistência inesperada no sertão baiano, sofrendo derrotas humilhantes antes da ofensiva final.
O resultado foi devastador: estima-se que entre quinze e vinte e cinco mil pessoas morreram durante o massacre que praticamente apagou Canudos do mapa.
A Guerra de Canudos aconteceu no Arraial de Belo Monte, conhecido como Canudos, e entrou para a história como um dos maiores episódios de resistência popular do Brasil. O massacre marcou profundamente o país e permaneceu durante décadas cercado de silêncio e controvérsia.
NESTE CONTEÚDO, VOCÊ VAI CONHECER:
• A trajetória de Antônio Conselheiro e o surgimento de Canudos
• Como o arraial se tornou um símbolo de esperança para os sertanejos
• As quatro expedições militares enviadas pelo governo
• Os meses de cerco e destruição no sertão da Bahia
• O desfecho trágico de 5 de outubro de 1897
• As razões políticas e sociais que levaram à destruição de Canudos
• O legado histórico deixado pelo conflito
As reconstruções visuais apresentadas foram produzidas com base em fotografias históricas, registros arqueológicos, relatos de Euclides da Cunha e documentos da época. Elas não representam imagens reais dos acontecimentos, mas interpretações fundamentadas em evidências históricas.
A Guerra de Canudos permanece como um retrato da desigualdade, da violência estatal e da luta de uma população esquecida que enfrentou o poder da República até as últimas consequências.
📚 FONTES HISTÓRICAS:
"Os Sertões" - Euclides da Cunha (mil novecentos e dois)
Fotografias de Flávio de Barros (mil oitocentos e noventa e sete)
Arquivos do Exército Brasileiro
Pesquisas arqueológicas em Canudos
Relatos de testemunhas oculares