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Quando a Sessão da Tarde era Invadida por Tomates - 🎬
Se você cresceu nos anos 90, com certeza guarda na memória aquela sensação gloriosa de largar o caderno de matemática no meio da tarde, ligar a TV na Globo e dar de cara com uma das mais bizarras joias do cinema "trash" O Ataque dos Tomates Assassinos" (1978).
Quem diria que a maior ameaça à humanidade não seriam alienígenas ou monstros gigantes, mas sim uma colheita rebelde de tomates vermelhos, suculentos e sedentos de sangue? O mais engraçado é que ninguém conseguia mudar de canal.
Imagine a cena: uma tarde preguiçosa, o cheiro do lanche e, de repente, o caos absoluto na tela. Tomates gigantes rolando pelas ruas, esmagando pessoas e soltando rugidos bizarros enquanto a população corre em pânico, era só auge da bizarrice.
Falar em "efeitos especiais" aqui é quase uma ofensa. Pois, o charme estava justamente nos "defeitos especiais". A produção era tão assumidamente barata, os figurinos tão canastrões e a premissa tão ridícula que o filme dava a volta no quesito qualidade e se tornava uma comédia brilhante. Era impossível não rir do puro suco do absurdo (com o perdão do trocadilho).
E para deixar essa viagem no tempo ainda melhor, aqui estão alguns segredos de bastidores dessa obra-prima do ridículo:
O Acidente Real que Ficou no Filme: A cena em que um helicóptero cai logo no início do filme, não estava no roteiro, e não tinha nada de efeito especial. O helicóptero de verdade perdeu o controle, bateu e pegou fogo durante as gravações. Felizmente, ninguém se feriu gravemente, e os diretores que tinham um orçamento minúsculo, decidiram deixar a cena real no corte final para economizar!
Orçamento de Centavos: O filme custou míseros 100 mil dólares. Para economizar com figurantes, a produção usou pessoas da própria cidade e pagou a eles pizza e refrigerante.
Música de "Terror": A trilha sonora parodiava abertamente o clássico Tubarão (1975) de Steven Spielberg. Em vez do icônico "tan-tan, tan-tan", tínhamos uma música dramática para frutas rolando no chão.
Ele Virou Desenho Animado!
O sucesso cult foi tão gigantesco que o filme ganhou sequências, uma delas estrelada por um jovem George Clooney antes da fama, e até uma série de desenho animado nos anos 90, que também passou no Brasil pela Fox Kids e na própria Globo.
Recordar essa época, é lembrar de um tempo em que a televisão não tinha medo de ser assumidamente boba. Entre uma risada e outra assistindo a essas frutas "assassinas" mutantes, a nossa única certeza era a de que o molho de tomate do jantar nunca mais seria visto da mesma forma. 🍅🤣
Depois de alguns dias refletindo, decidi compartilhar minhas impressões sobre a série Lanternas. Na verdade, precisei de um tempo para digerir tudo o que assisti, pois a estreia me deixou com sentimentos mistos e muitas questionamentos.
Desde o anúncio de Lanternas, minha expectativa era grande. Sou fã da DC há mais de três décadas e tenho acompanhado de perto a evolução dos quadrinhos, então, naturalmente, fiquei curioso para ver como esses personagens tão icônicos seriam retratados em um novo formato. Afinal, Hal Jordan e John Stewart representam possibilidades enormes de narrativas espaciais, investigações cósmicas, conflitos internos e muita ação — elementos que poderiam transformar a série em algo realmente grandioso.
O primeiro episódio, devo admitir, é bastante promissor. Ele consegue criar uma atmosfera de expectativa, apresentando situações intrigantes e deixando pontas soltas que nos fazem imaginar que algo de grande acontecerá na continuação. Contudo, esse momento de potencial se perde ao longo da temporada. A sensação que fica é de que a série tenta construir um clima de suspense, levanta possibilidades interessantes, faz a gente acreditar que a história vai decolar, mas, na hora do vamos ver, acaba não entregando o que prometeu.
Sou um fã de quadrinhos há muitos anos e sei que os personagens da DC já tiveram inúmeras versões, diferentes origens, realidades alternativas e interpretações diversas. Não vejo problema algum em revisitar ou reinventar esses heróis, desde que a essência seja preservada. Se a ideia fosse criar uma versão mais madura, com protagonistas enfrentando crises de identidade, conflitos internos e dilemas reais, eu apoiaria. O problema não é a mudança em si, mas a transformação excessiva que faz com que o personagem perca sua alma, deixe de ser quem deveria ser.
Em Lanternas, isso fica bastante evidente. O que poderia ser uma jornada de autoconhecimento e de luta contra os próprios demônios internos acaba se tornando algo superficial, desconectado do que faz desses personagens ícones. Quando vejo Hal Jordan lidando com suas inseguranças, espero que isso gere uma história rica e complexa. Em vez disso, a série parece mais preocupada em desconstruir seu herói, muitas vezes sem compreender exatamente o que faz dele uma figura tão poderosa e carismática nos quadrinhos.
O mesmo vale para John Stewart. Uma versão mais humana, que comete erros e enfrenta problemas reais, certamente teria espaço na narrativa. Mas há uma linha tênue entre humanizar e descaracterizar. Em alguns momentos, Lanternas parece querer fazer o contrário: reduzir esses heróis a versões mais frágeis e banais, o que prejudica a identidade de cada um.
Outro aspecto que me chamou atenção foi a qualidade visual. A proposta dos Lanternas é visualmente espetacular, com o potencial de criar cenas incríveis com o uso de seus anéis e reinos cósmicos. No entanto, a execução muitas vezes decepciona. Os efeitos parecem limitados, mais por questões de orçamento do que por escolha artística, e os poderes parecem menos impressionantes do que poderiam ser. A impressão que fica é que o roteiro frequentemente enfraquece esses elementos, transformando o anel de poder em uma ferramenta com cargas de bateria limitadas ou com limitações artificiais, como se fosse uma questão de conveniência para o desenvolvimento da trama.
A narrativa de investigação também não se sustenta. Os mistérios apresentados ao longo da temporada parecem mais um exercício de enrolação, com os personagens caminhando em círculos e informações sendo guardadas apenas para aumentar a expectativa, que acaba frustrando quando chega a hora de revelar algo realmente importante. O clímax da história é decepcionante, deixando uma sensação de que o roteiro poderia ter sido mais ousado, mais bem elaborado.
E, falando em ação, a série também deixa a desejar. Não é preciso batalhas épicas em todos os episódios, mas esperar pelo menos uma sequência que lembre o universo dos Lanternas, com seus poderes e possibilidades, seria o mínimo. Em vez disso, muitas cenas parecem vazias ou limitadas por problemas de orçamento ou de direção, o que prejudica o ritmo e o impacto.
Um ponto que realmente incomoda é a falta de heroísmo genuíno. Parte do que faz esses personagens tão marcantes é a coragem, o sacrifício e a esperança que representam. Durante grande parte da temporada, esses elementos parecem ausentes, o que enfraquece a conexão com o público. O que sobrou foi uma tentativa de desconstrução que, em alguns momentos, parece mais uma tentativa de chocar do que de aprofundar a história.
Por outro lado, não posso deixar de enaltecer o elenco. O trabalho dos atores é realmente competente e, muitas vezes, é o que mantém a série respirando. Kyle Chandler, como Hal Jordan, consegue transmitir uma certa esperança, especialmente naquelas versões do holograma que parecem mais otimistas. Aaron Pierre também se destaca como John Stewart, mesmo quando o roteiro não ajuda muito, conseguindo entregar uma presença convincente. Outros atores também fazem o melhor que podem com o material disponível, mas, infelizmente, a narrativa não os aproveita adequadamente.
No fim das contas, Lanternas tinha tudo para ser uma produção marcante. Um conceito enorme, personagens queridos, atores talentosos e um universo visualmente rico. Mas, por escolhas de roteiro e direção, acabou se tornando uma oportunidade desperdiçada. Parece que o medo de explorar profundamente esses heróis, de mostrar sua essência e suas aventuras, prevaleceu. Em vez de uma narrativa que celebrasse o que há de melhor na mitologia dos Lanternas, tivemos uma tentativa de reinventar ou reduzir esses personagens a algo mais "palatável" ou "seguro".
Confesso que, por gostar tanto da DC, torço para que essa fase melhore. Ainda acredito no potencial desses personagens e na possibilidade de contar histórias verdadeiramente memoráveis. Lanternas, infelizmente, não conseguiu atingir esse patamar, e fica a sensação de que, com um pouco mais de coragem e recursos, poderia ter sido muito mais do que foi. Talvez o maior desafio agora seja entender se as próximas produções seguirão esse mesmo caminho ou se a DC encontrará uma forma de resgatar o que há de melhor em seus heróis. Eu quero acreditar que sim.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Valeu pela dica.
Ah, sim, Homeland! Eu acabei vendo alguns episódios da primeira temporada, mas não terminei pois a achei muito lenta. Mas qualquer dia desses volto a vê-la.
Você é a primeira pessoa que eu vejo na internet dizendo que viu essa série, eu sempre quis ver, pois todos elogiavam, demorei anos, mas um dia sai. Kkkk
Embora A Volta dos Mortos Vivos (1985) seja lembrado por sua mistura única de comédia e terror, o filme revolucionou o gênero ao introduzir zumbis que desafiavam todas as convenções estabelecidas. Ao contrário dos mortos-vivos lentos e puramente instintivos da era Romero, as criaturas de Dan O'Bannon eram predadores implacáveis.
Eles foram os primeiros a apresentar velocidade, eliminando a vantagem tática das vítimas, que até então podiam simplesmente caminhar para longe do perigo. Além da agilidade, a verdadeira ameaça residia em sua capacidade cognitiva: eles não apenas caçavam, mas planejavam, criavam emboscadas e demonstravam uma consciência perturbadora ao se comunicarem.
Ao unir força física, raciocínio estratégico e a capacidade de verbalizar a caça, esses monstros deixaram de ser apenas cadáveres reanimados para se tornarem um dos tipos de zumbis mais perigosos e aterrorizantes do cinema.