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A história dos principais personagens romanos, que exerceram papel fundamental na criação, no apogeu e no declínio do Império romano, é resgatada pelo The History Channel. Em Roma: Ascensão e Queda de um Império, série exclusiva com 13 episódios traz, por meio de arquivos históricos e dramatizações, a recriação do ambiente da época, caracterizado por ruas lotadas e pela forte presença de exércitos, lutadores, gladiadores e situações excessivas. Entre os aspectos abordados pela série, destaque para a luta entre Roma e os Bárbaros, a transição entre República e Império, e os diferentes valores defendidos pela democracia e a ditadura. O episódio de estreia A Primeira Guerra contra os Bárbaros mostra como as invasões bárbaras foram decisivas para a república romana atribuir enorme poder político ao General Mario. Para derrotá-los, a República precisou optar, na figura desse representante, entre a ditadura e o iminente extermínio. Na sequência, em Espártaco, o canal analisa a história desse personagem, um guerreiro que abandonou o exército romano, mas foi capturado e transformado em escravo, sendo obrigado a lutar como gladiador. Ainda mais ousada foi a revolta que liderou, com mais de 70.000 gladiadores, contra a República romana.
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Roma podia ser um império imensamente próspero, mas também era marcada por uma crueldade extrema.
Punições extremamente severas
Quando precisavam castigar criminosos, inimigos ou qualquer pessoa considerada indesejada, os romanos não demonstravam misericórdia. Suas penalidades eram aterrorizantes e desumanas.
Algumas das mais brutais eram:
— Crucificações em grande escala
Em revoltas, especialmente de escravos, os romanos chegavam a crucificar milhares de pessoas ao mesmo tempo, utilizando o terror como ferramenta de controle.
— Decimação
A decimação era aplicada a soldados culpados de faltas graves, como abandonar uma batalha.
A unidade era dividida em grupos de dez, e cada grupo tirava sortes.
O soldado que recebesse o palito mais curto era executado pelos outros nove — seus próprios companheiros.
Uma prática tão cruel que forçava amigos a matarem uns aos outros sem qualquer aviso prévio.
— Enterro vivo
As Vestais, sacerdotisas dedicadas à deusa Vesta, faziam voto de castidade.
Se alguma quebrasse esse juramento, era condenada a ser enterrada viva em uma câmara subterrânea, abandonada até morrer de fome.
— Poena Cullei (A Punição do Saco)
Destinada a quem cometia parricídio, essa punição consistia em costurar a pessoa ainda viva dentro de um saco de couro junto com animais — cães, cobras, galinhas, macacos — e depois lançá-la no rio para morrer afogada.
Escravidão
A base da economia romana era a escravidão.
Milhões de pessoas eram mantidas como propriedade.
Homens muito ricos possuíam milhares de escravos; famílias comuns tinham apenas alguns.
Embora as condições de certos escravos romanos fossem ligeiramente menos brutais que as dos séculos XVIII e XIX, isso não significa que fossem tratados com dignidade. Muitos enfrentavam abusos constantes e uma vida de sofrimento.
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Conquistas violentas
As expansões romanas eram devastadoras.
Grande parte da riqueza do império vinha de guerras e do saque de territórios conquistados.
Muitas cidades que resistiam eram completamente destruídas.
O caso mais famoso é Cartago, arrasada sem piedade — e acompanhada da história (provavelmente inventada) de que os romanos espalharam sal na terra para impedir qualquer plantação.
As Guerras Gálicas, lideradas por Júlio César, são outro exemplo.
Durante a conquista da Gália (atual França), estima-se que ele tenha matado 1 milhão de pessoas e escravizado outro 1 milhão.
No fim, quase 40% da população foi exterminada ou levada como escrava, incluindo tribos inteiras que desapareceram para sempre.