Comandante

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Comandante (2023)
Média do filme: 3.4 de 5 — baseado em 5 votos
MÉDIAFILMOW
3.4
5 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Edoardo De Angelis
Data de lançamento 30 Ago. 2023 Outras datas
Duração 120 min (2h00)
Status Em Breve

Dirigido por

Data de lançamento

30 Ago. 2023

Duração

120 minutos
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Sinopse

No início da Segunda Guerra Mundial, Salvatore Todaro comanda o submarino Cappellini da Marinha Real Italiana. Numa noite escura de outubro de 1940, enquanto navegava no Atlântico, ele se depara com um navio mercante armado navegando com as luzes apagadas. Ele atira seus canhões no navio e o afunda. Nesse momento, o Comandante toma uma decisão que estava destinada a entrar para a história: salva os 26 náufragos belgas que de outra forma teriam se afogado no meio do oceano e os desembarca no porto seguro mais próximo, conforme prescreve a lei do mar. Para dar lugar a eles a bordo de seu submarino, ele é forçado a navegar na superfície da água por três dias, à vista das forças inimigas e colocando em risco sua vida e a de seus homens.

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Comentários 1
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jordisonfrancisco
Jordison
4 meses atrás

O filme Comandante é um drama de guerra italiano lançado em 2023, dirigido por Edoardo De Angelis e estrelado por Pierfrancesco Favino no papel do comandante Salvatore Todaro. O longa chamou bastante atenção porque foge daquele padrão comum de filmes de submarino focados apenas em combate, tensão claustrofóbica e heroísmo militar puro. Aqui o foco principal é humanidade, honra naval e o código moral de um oficial italiano durante a Segunda Guerra Mundial.
A história é baseada em fatos reais e acompanha o submarino italiano Comandante Cappellini, da Regia Marina, em 1940, durante a Batalha do Atlântico. O comandante Salvatore Todaro afunda o cargueiro belga Kabalo, mas depois toma uma decisão completamente fora do padrão da guerra submarina: ele resolve salvar os sobreviventes inimigos. Isso era extremamente perigoso, porque um submarino navegando na superfície virava alvo fácil para aviões e navios inimigos. Ainda assim, Todaro insiste em rebocar e transportar os náufragos até um porto seguro nos Açores.
O mais interessante é que o filme tenta mostrar a mentalidade naval italiana daquela época. Diferente da imagem mais “mecanizada” e fria associada aos U-boots alemães, Todaro aparece quase como um cavaleiro do mar, alguém guiado por um senso pessoal de honra. Existe até uma frase muito famosa atribuída a ele no filme e na história real:
“Afundamos o navio, não os homens.”
Essa visão tornou Todaro uma figura muito respeitada até entre inimigos. Alguns oficiais alemães consideravam suas atitudes imprudentes, porque colocavam o submarino inteiro em risco. Em relatos históricos, ele chegou a receber críticas indiretas do almirante alemão Karl Dönitz, justamente porque a doutrina submarina da época caminhava para uma guerra cada vez mais brutal e impessoal.
O filme também acerta bastante na ambientação. A produção construiu uma réplica gigantesca do submarino Cappellini, com mais de 70 metros de comprimento e dezenas de toneladas. Boa parte dos cenários internos foi feita fisicamente, em vez de depender totalmente de CGI, e isso dá uma sensação muito pesada e realista aos corredores apertados, motores, tubos de torpedo e compartimentos do submarino.
Historicamente, o filme tenta ser bem fiel visualmente à Regia Marina do início da guerra. Uniformes, boinas, equipamentos internos, linguagem naval e comportamento da tripulação foram reconstruídos com ajuda da Marinha Italiana. Há alguns pequenos erros históricos, mas nada muito grave. Um dos poucos apontados por historiadores é a presença de uma canção naval que só seria criada em 1941, enquanto o filme se passa em 1940.
Outra coisa interessante é o tom do filme. Ele não é exatamente pró-fascista nem antifascista de maneira explícita. Na verdade, ele tenta separar a figura do marinheiro italiano comum do regime político da época. O foco está mais em valores humanos, coragem e sobrevivência no mar. Isso gerou discussões na Itália, porque muita gente viu o longa como uma tentativa de resgatar uma imagem mais honrada dos militares italianos da Segunda Guerra, sem glorificar diretamente o fascismo.
Comparado a filmes clássicos de submarino como Das Boot ou U-571, Comandante é menos focado em suspense técnico e mais em drama humano. Ainda existem cenas de combate naval e tensão, mas o centro emocional é a convivência entre italianos e sobreviventes belgas dentro daquela situação absurda no meio do Atlântico.
E existe também uma camada muito interessante sobre a própria Marinha Italiana na guerra. O filme mostra algo que muita gente esquece: os submarinistas italianos operaram em condições extremamente difíceis no Atlântico, longe do Mediterrâneo, enfrentando limitações técnicas, torpedos problemáticos e doutrinas nem sempre adequadas para aquele teatro de operações. Mesmo assim, alguns comandantes, como Todaro, acabaram virando figuras lendárias.

O filme pode ser visto, atualmente, na Amazon Prime.

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Elenco de Comandante

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Pierfrancesco Favino 3 24

Pierfrancesco Favino

(Salvatore Todaro)
Giorgio Cantarini 3 25

Giorgio Cantarini

Giulio Greco 0 0

Giulio Greco

Giuseppe Brunetti 0 0

Giuseppe Brunetti

Giuseppe Lo Piccolo 0 0

Giuseppe Lo Piccolo

Giustiniano Alpi 0 0

Giustiniano Alpi

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