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Data de lançamento
16 Maio 2005Duração
Natal de 1914, em plena 1ª Guerra Mundial. A neve e presentes da família e do exército ocupam as trincheiras francesas, escocesas e alemãs, envolvidas no conflito. Durante a noite os soldados saem de suas trincheiras e deixam seus rifles de lado, para apertar as mãos do inimigo e confraternizar o Natal. É o suficiente para mudar a vida de um padre anglicano, um tenente francês, um grande tenor alemão e sua companheira, uma soprano.
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Uma história real da 1ª Guerra Mundial mas que serve para tantas outras, soldados cumprem ordens e as vezes nem sabem pelo que estão lutando ou porque odeiam tanto seus ''inimigos'', a chegada do Natal fazem eles ''esquecerem'' isso por um tempo e celebrar a data, até para o judeus que não siginifica nada, mas ao discutirem sobre um nome de um gato, mostrarem fotos da família, partilharem refeições, participarem de uma missa e ouvirem um canção juntos acabam criando um laço que é veemente repreendido por seu superiores, um grande filme que emociona sem ser piegas e forçado, uma direção competente de estreia do Christian Carion e uma atuação sempre boa do Daniel Brühl.
Filme lindo, emocionante e de uma sensibilidade que faltam palavras.
Tocante, difícil não chorar. Impossível não imaginar como realmente aconteceu.
JOYEUX NOËL
Direção: Christian Carion
Ano: 2005
Assistido em: 24/12/2023
Desde minha adolescência sou fascinado com as Grandes Guerras Mundiais, sempre gostei de ler, de estudar sobre esses períodos que apesar de representarem o que de pior pode acontecer com a humanidade, trazem alguns episódios muito interessantes. E a cada ano me surpreendo mais, ao descobrir detalhes, situações e eventos que me eram desconhecidos. E de longe o que mais me surpreendeu foi o da Trégua de Natal de 1914, algo que a princípio soava como impossível, mas que de fato aconteceu.
Em dezembro de 1914, no frente ocidental da Primeira Guerra Mundial, diversos soldados ingleses, franceses e alemães estão diante dos meses iniciais do conflito. Entretanto, o espírito natalino fala mais forte e eles decidem fazer uma pequena trégua no dia 24 de dezembro. Só que eles não sabiam que essa demonstração de amor e paz iria tomar proporções inimagináveis.
Não tenho muito conhecimento sobre o cinema francês, vergonhosamente admito que é do cinema americano que vem 99% de tudo que consumo, mas as poucas vezes que tive contato com as produções da França, fiquei verdadeiramente encantado, e com Joyeux Noël não foi diferente, ele é muito bem escrito e dirigido, com um elenco absurdo, e atuações muito boas, e outra, se existe CGI aqui, não parece, enfim tecnicamente é muito acima da média, o único defeito para mim é uma pequena barriga que existe ali na metade da história, mas nada que condene o todo.
O elenco está repleto de pessoas famosas Diane Kruger, Benno Fürmann, Guillaume Canet e Daniel Brühl todos muito bem em seus papéis e aliados a direção de Christian Carion conseguem imprimir bastante emoção nas cenas, nos fazendo sentir um pouquinho que seja daquele sentimento que levou os aqueles soldados aquela demonstração de amor ao próximo.
Infelizmente a Trégua de Natal de 1914 não foi repetida, em 1915 os líderes de ambos os lados do conflito fizeram o possível para impedir que o evento se repetisse, e em 1916 a guerra já tinha atingido um nível tão descontrolado todos só se enxergavam como inimigos a serem massacrados, e não havia a menor possibilidade de uma trégua, mas a lição que fica é que todos esses conflitos, não só da Primeira como também da Segunda ou de qualquer outra guerra no mundo, não reflete o real sentimento de um povo, o real sentimento de uma nação, mas apenas os interesses de alguns poucos que nem estão no campo de batalha, mas sim seguros em seus escritórios, somente quem viveu a carnificina dos combates sabe de fato o que aquelas pessoas passaram. Esse provavelmente é um dos poucos, quiçá o único, momento bonito em meio ao maior horror que o ser humano já havia evidenciado até então, um pequeno raio de esperança provando que talvez a humanidade não esteja de todo condenada.
Que filme emocionante!! Tudo baseado numa história real, apesar de ser difícil de acreditar / imaginar.
O final choca e incomoda, pq a realidade é mais dura do que gostamos. A magia do Natal ficou só para o Natal mesmo. Triste.
Elenco maravilhoso. Esse é, sem dúvida, um filme inesquecível.
É bacana perceber os paralelos traçados desde o início: saímos das velas apagadas numa capela escocesa, para uma fileira de velas de uma apresentação na Alemanha. Vemos os ajudantes falar para o alemão que “faltam dois minutos”, e então ele se levanta e vai para o palco, para logo depois vermos os soldados falando para o francês que “faltam dois minutos”, e então ele se levantar e ir se juntar aos companheiros na trincheira.
Ponto positivo também pelas estratégias para evitar cair na ladainha religiosa ou que os seres humanos são bondosos e pronto: ao alongar o final e vermos as consequências da trégua em cada batalhão, percebemos que por mais miraculoso que as tréguas improvisadas tenham sido, haverá sempre algum líder com pouco olhar para os sentimentos humanos e friamente objetivo em questões bélicas. A punição e vilania vêm, inclusive, da instituição que deveria ser a mais compreensiva no caso: a igreja