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Nao estava muito interessada em assistir - fui por insistência do marido - e me supreendi. Nao é um filme que vai se aprofundar nos temas polêmicos da vida do Michael, é um filme espetáculo, que nos dá um pequeno vislumbre da grandiosidade de Michael Jackson, de suas inspirações (se inspirava em filmes que assistia - uma alegria para os cinéfilos aqui), de sua personalidade incompreendida por muitos.
Confesso que, só depois desse filme, eu pesquisei sobre as acusações judiciais que ele sofreu. Antes só tinha ouvido falar. A gente vai amadurecendo e vai aprendendo que não é legal abrir a boca para falar de algo que a gente não se aprofundou ainda, né?
O filme me abriu a mente para muita coisa. Um longa inspirador, mas, claro, não é perfeito, por não se aprofundar tanto em alguns temas, como falei, a exemplo da relação abusiva do pai. Mas dá uma boa pincelada - aos interessados em se aprofundar, basta pesquisar que tem muito material bom, muitas entrevistas e documentários que tratam do assunto.
Opinião polêmica: Fiquei um pouco chateada em saber que usaram inteligência artificial na voz do protagonista, para aproximar da voz do Michael. Só soube disso depois que assisti ao filme e, na primeira cena dele adulto, a sua voz foi o que me deixou perplexa com a atuação rs. Ingenuidade minha. Para ficar claro, a IA nao foi utilizada só nas performances musicais, mas nos diálogos também. Essa é uma ferramenta bem controversa. Esse é um ótimo exemplo em que abomino a utilização de IA. Ficou incrível, claro, mas a arte é para humanos, meus caros. Como avaliar a interpretação do rapaz sem pesar sabermos que sua voz foi completamente moldada e ajustada para encaixar perfeitamente com a sua respiração etc? Isso frustrou-me.
Apesar disso, foi uma supresa positiva o entretenimento que o longa entregou. Recomendo.
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Oi! Quando li seu comentário sobre Som da Liberdade, vim ver seu perfil. Grau de compatibilidade alta, e Gattaca na lista de favoritos, pensei "Já e minha amiga"
Olá Aylana, boas!
Estou com um projeto no Instagram para difundir a Sétima Arte, chama-se @cinequotespage - tu podes ir ver? (Obs.: Sugestões são sempre bem-vindas!)
Espero que tu goste, abraços!
Os primeiros minutos do longa já nos leva a reflexões bem interessantes. No meu caso, percebi que ele <spoiler> leva uma vida muito organizada, perfeitamente aceitável para uma pessoa sozinha. Viver na sua bolha, no seu mundinho, deve ser perfeito, como o título do filme propõe , ou quase perfeito, como o choro final revela. A chegada da sobrinha, que aparenta ser parecida com o tio, assim como a sua vontade de fugir daquele mundo em que vive, dá um toque final ao que antes era só achismo. O amor correspondido pela chef de cozinha, discreto, purinho e sem pressa, também dão um toque especial à trama. </spoiler>
Um filme bonitinho, que nos faz pensar em como nossos sonhos são estruturados de acordo com nossas experiências do dia, nos recorda da triste / feliz “repetição” dos dias, das nossas manias, nossos hobbies, dos dias cansativos e turbulentos, dos dias perfeitos.
<spoiler>Há beleza no simples, mas será que precisamos de uma mudança drástica dessas para enxergar a beleza? Isolamento, limpar banheiros… O que fez o personagem tomar tal decisão? A ponto de nem querer ver o pai no lar de idosos mais. Remorso? Desgosto? Amor próprio? Que viagem a minha reflexão, mas acho que estamos falando de muitas - muitas - camadas.
Certamente existe prazer em ser “invisível” num mundo tão “exposto”… </spoiler> Acho que só essa última reflexão já é avassaladora.
Vale frisar que esse não é um filme para todos. Enredo parado e contemplativo. Gostei bastante.