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Data de lançamento
9 Ago. 2013Duração
Em 2159, o mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência. Por um lado, a secretária do governo Rhodes (Jodie Foster) faz de tudo para preservar o estilo de vida luxuoso de Elysium, por outro, um pobre cidadão da Terra (Matt Damon) tenta um plano ousado para trazer de volta a igualdade entre as pessoas.
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IMPRIMATUR: - visto no DVD em 2014:
Embora o cinema de Neill Blomkamp demonstre forte consciência social, a obra perde força devido à insistência em sequências de ação redundantes. O ponto crítico reside no roteiro: a fragilidade argumentativa inevitavelmente reduz as ambições dos personagens a atitudes inverossímeis. A obsessão do cineasta por dinâmicas de segregação de classe e raça recorre a um binarismo caricato, o que prejudica a verossimilhança sociológica da trama. Sob uma análise crítica, a ideia de que a elite global escolheria o confinamento em uma estação espacial carece de lógica, tornando a distopia socialmente implausível.
Avaliação em nota: 6.2
Se você quer entender o mundo hoje, não olhe para os jornais; assista a "Elysium", de Neill Blomkamp. O filme é uma crítica social foda que desenha um abismo físico entre os que tem tudo e quem não tem nada. De um lado, a Terra: um lixão superpovoado, uma UTI global a céu aberto. Do outro, no alto, um anel de prata no céu onde os ricos preservam seu modo de vida premium, enquanto o resto da população vive fodida.
O que dá um estalo na gente ao rever essa obra é saber que as naves clandestinas que tentam invadir a estação espacial não são ficção científica; são o reflexo de um pasasdo histórico. Os botes de cubanos, venezuelanos e africanos fugindo da fome e da opressão em busca de uma chance de sobrevivência, ainda são uma triste realidade do nosso presente que não pode ser esquecida.
Blomkamp mistura alta tecnologia com a miséria absoluta, usa tomadas incríveis de terra arrasada onde o luxo das estações espaciais flutua sobre o entulho da sobrevivência humana, para nos lembrar que na nossa realidade, o muro não é de metal, mas de dinheiro e poder.
No meio desse sistema podre, brilha Wagner Moura. O seu Spider é um arquiteto da guerrilha, um hacker malandro que tem a mesma moral e autoridade de quem subia o morro no BOPE. Ele não é um santo, é um sobrevivente que opera nas sombras. Ao lado dele, Alice Braga traz os restos de uma humanidade perdida, mas necessária com sua Frey, uma mãe que carrega a dor de ver o sistema negar a cura pra a próprio filha.
Matt Damon é mais um correria desse mundo, ele vive Max, mais um que sai do sitema condicional e sente na pele o abuso das autoridades humanas e robóticas. Quando ele aceita ter um exoesqueleto aparafusado no próprio corpo, ele deixa de ser apenas um funcionário descartado para virar um mártir tecnológico. Ele é o homem de carne enfrentando o exército de metal da fria Secretária Delacourt (Jodie Foster).
Mas se o filme tem um rosto para a maldade, esse rosto é o de Sharlto Copley. O seu Kruger é um espectro maligno, um mercenário maníaco que exala um sadismo nazista. As cenas dele perseguindo o Max são puro terror insano; ele é a pior versão do que o ser humano pode se tornar quando recebe poder para matar.
O final de "Elysium" é um soco no estômago do sistema. Quando o pau come solto lá no alto, o que vemos é o reset de um regime político global. É irônico e libertador pensar que, no fim das contas, a chave para a salvação da humanidade estava nas mãos dos excluídos, dos ladrões e dos nóias que esse mundo premium, sempre tentou esquecer.
É um bom filme de ação, com uma trama interessante, o roteiro poderia ter se aprofundado mais sobre como aquela sociedade rica do espaço funciona, tem vários personagens com potencial mas que são pouco explorados. Como um filme de ação é muito bom.
Rico mora no céu, pobre se fode na Terra. Solução? Meter bala no sistema.
Elysium é um sci-fi político direto, sem vergonha do que quer dizer. A metáfora social é escancarada, mas funciona: desigualdade, imigração, acesso à saúde e poder concentrado em poucos.
A ação é crua, os efeitos ainda seguram bem e o ritmo é firme. Pode não ser tão refinado quanto Distrito 9, mas é honesto, intenso e tem uma mensagem clara que não envelheceu nada mal.
Basicamente: os ricos foram morar no condomínio fechado do espaço, com plano de saúde infinito, enquanto o resto da humanidade ficou no “Brasil versão Mad Max”.
Bem Cyberpunk! Um futuro onde os ricos vivem numa estação espacial e o pobre mora no lixão (planeta terra). Tem uma critica social nisso, curti!