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Penelope

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Penelope
3 horas atrás

Há filmes que você não gosta. E há filmes que o obrigam a investigar o motivo. Pacific Rim sempre foi esse segundo caso para mim. Esta foi a segunda vez que assisti ao filme. Na primeira, não gostei. Resolvi revisitá-lo porque às vezes o problema é a gente. Às vezes o filme é bom e você apenas o encontrou na hora errada. Não foi meu caso. Continuo adorando a premissa. Monstros gigantes surgem do oceano. A humanidade responde construindo Jaegers. O projeto está falhando. O financiamento sumindo. O mundo começa a perder a guerra.

É uma ideia fantástica. Mas existe algo entre mim e o filme que nunca se encaixa. Os personagens certamente não ajudam. O protagonista perdeu o irmão, mas parece sempre faltar algo nele. Mako carrega um trauma construído de forma genérica. Entre os dois existe uma possível conexão amorosa que nunca decide se quer existir. O rival tem algum problema mal resolvido com o pai que o filme pouco se interessa em desenvolver. Quase tudo parece ter saído de uma prateleira de arquétipos. Os cientistas são os únicos que me divertem de verdade.

E, ainda assim, não acho que seja aí que o filme me perde. Meu problema são as batalhas. Ou melhor: minha relação com elas. Sei que muita gente ama essas cenas. Eu simplesmente não consigo enxergar o que enxergam.

Há chuva. Há néon. Há água. Há fumaça. Há destroços. Há dois gigantes ocupando a tela ao mesmo tempo. E talvez todos esses elementos tornem a ação menos legível do que parece à primeira vista. Não porque eu não consiga entender o que está acontecendo, mas porque não sinto prazer em processar aquelas imagens. Depois de algum tempo, os combates começam a se misturar na minha memória. Não por falta de escala, mas por falta de imagens que realmente se destaquem. Tudo parece envolto pela mesma água, pela mesma chuva, pelo mesmo mar, pelas mesmas luzes azuladas.

Curiosamente, a cena que mais ficou na minha cabeça envolve um pêndulo de Newton dentro de um prédio. Um Jaeger atravessa a construção e toca aquelas esferas metálicas. Lembro dessa imagem com mais clareza do que lembro da maioria dos combates. Talvez porque ela seja simples. Talvez porque seja criativa. Talvez porque comunique escala com mais elegância do que batalhas inteiras. E talvez seja justamente aí que eu entenda minha dificuldade com o filme. Quanto mais assistia a Pacific Rim, mais tinha a sensação de estar vendo uma obra que admiraria mais em animação. Não porque anime seja automaticamente melhor.

Mas porque a animação possui uma liberdade que essas batalhas parecem pedir. Ela pode criar composições mais ousadas, movimentos mais expressivos, cortes mais imaginativos e uma clareza visual maior. Enquanto isso, muitas das lutas aqui me passam uma sensação estranha. Não chegam a ser confusas, mas também nunca me parecem completamente naturais. Existe algo nessa história que pede uma ação mais livre, mais expressiva, mais inventiva visualmente do que o live action consegue oferecer.

Se Pacific Rim fosse um anime talvez eu continuasse sem gostar dos personagens. Talvez continuasse achando os dramas rasos. Mas suspeito que ao menos sairia impressionada pelas batalhas. E isso já seria alguma coisa. O curioso é que continuo gostando de muitas das ideias do filme. Gosto dos Jaegers. Gosto dos Kaijus. Gosto da própria neuroconexão, dessa ideia de duas pessoas dividindo memórias, traumas e cicatrizes para pilotar uma máquina impossível.

Mas talvez uma neuroconexão exija que os dois lados estejam em sintonia. E, por mais que eu admire tudo o que Pacific Rim tenta fazer, nunca consegui sincronizar minha mente com a dele.

Penelope
½
1 dia atrás

Há guerras que valem a pena adentrar.

Eu jamais me alistaria para participar de uma guerra. Jamais me martirizaria por sobreviver. Jamais carregaria a culpa de não ter morrido pelo meu país. Há momentos em que observo Koichi à distância. Sua culpa me parece maior que a própria guerra. Sua necessidade de punição, mais insistente que o próprio Godzilla. Não é um sentimento que compartilho completamente. Honra, sacrifício e patriotismo são ideias que muitas vezes me parecem distantes. Talvez por isso eu o observe com certo estranhamento. Ainda assim, acredito nele.

Godzilla Minus One é um filme profundamente interessado nas cicatrizes deixadas pela guerra. Não nas cidades destruídas ou nos navios afundados, mas nas pessoas que permaneceram vivas quando acreditavam que não deveriam ter permanecido. Koichi retorna para um país em ruínas carregando uma vergonha que não consigo chamar de justa, mas que o filme torna palpável. O curioso é que, enquanto observo essa culpa sem realmente compartilhá-la, o filme encontra outras formas de me trazer para perto. Talvez porque, no fundo, não seja apenas a história de um homem assombrado pelo passado. É a história de uma família improvisada tentando existir entre os destroços. Uma mulher sem família. Uma criança sem pais. Um piloto que acredita ter perdido o direito de viver. Três pessoas recolhidas das ruínas tentando construir algo parecido com um lar.

E quando Godzilla emerge do mar, qualquer estranhamento deixa de importar.

Porque o filme encontra algo maior do que a culpa de Koichi. Encontra pessoas. Homens esquecidos por um governo que já perdeu uma guerra e parece disposto a abandoná-los na próxima. Um cientista. Um velho capitão. Um piloto. Um jovem inexperiente. Gente comum tentando reconstruir suas vidas. Pouco a pouco, passei a me importar com aquela missão. Porque o filme faz com que aquela luta pertença a pessoas comuns. Cientistas, marinheiros, mecânicos, capitães e sobreviventes. Pessoas sem exércitos, recursos infinitos ou garantias de sucesso. E adoro a forma como Godzilla Minus One transforma estratégia em espetáculo e espetáculo em envolvimento. Não basta disparar contra o monstro. É preciso elaborar um plano. Fazê-lo afundar. Fazê-lo subir. Calcular profundidades. Posicionar embarcações. Coordenar homens espalhados pelo mar. Cada nova etapa acrescenta uma complicação diferente. Cada solução parece gerar outro problema. E, de repente, eu estava completamente envolvida numa operação naval sobre bolhas, pressão, cabos de aço e minas marítimas.

Então Godzilla se ergue.

E poucas imagens recentes do cinema blockbuster me impressionaram tanto quanto a preparação para seu ataque. As placas dorsais começam a se abrir uma a uma, como vértebras despertando sob a pele. Aquele brilho azul se espalha lentamente por seu corpo, percorrendo-lhe as costas como uma corrente elétrica. Como uma contagem regressiva. Como uma bomba respirando antes de explodir.

Gosto de como o clímax funciona. Porque o filme encontra uma forma de trazer tudo de volta ao seu ponto de partida: um piloto incapaz de conviver com a própria sobrevivência. Gosto da maneira como a batalha contra Godzilla e a batalha de Koichi acabam se tornando a mesma coisa. O monstro pode ocupar o horizonte, destruir cidades e atravessar navios como se fossem brinquedos, mas o verdadeiro confronto sempre esteve dentro daquele homem. Por isso, a imagem que permanece comigo não é apenas a do raio azul cortando o céu, mas a de um avião avançando em direção à criatura. Não como um gesto de patriotismo. Nem como um sacrifício glorioso. Mas como alguém finalmente disposto a encarar aquilo que o assombra desde o início.

Talvez por isso minhas ressalvas com o filme estejam concentradas justamente em seu desfecho. Não me incomoda que Koichi sobreviva. Na verdade, gosto da solução encontrada para seu destino. Depois de duas horas acompanhando um homem convencido de que a única forma de reparar o passado seria através do próprio sacrifício, há algo de bonito em vê-lo finalmente escolher viver. Sobreviver deixa de ser uma dívida e passa a ser uma possibilidade.

Minha hesitação está em outro lugar: na decisão de trazer Noriko de volta.

A cena de sua aparente morte me parece uma das mais belas e dolorosas do filme. A forma como ela empurra Koichi para longe do desastre e permanece para trás. É um daqueles momentos em que o cinema transforma segundos em eternidade. Fiquei pensando na ausência que ela deixaria. Na família que o filme passou tanto tempo construindo e que agora parecia ser arrancada de suas mãos mais uma vez. Havia algo cruel naquela perda, mas também algo profundamente coerente com a história que vinha sendo contada até ali.

Por isso, a revelação de que Noriko sobreviveu me provoca sentimentos contraditórios. Não destrói o filme. Não apaga a emoção da cena. E certamente não é capaz de enfraquecer tudo o que veio antes. Mas existe uma parte de mim que sente que Godzilla Minus One recua um passo diante da própria coragem. Como se, depois de passar duas horas falando sobre perda, trauma e sobrevivência, o filme decidisse aliviar uma ferida que não precisava ser fechada. Ainda assim, é difícil guardar ressentimento. Talvez porque, quando chego ao final, o que permanece não seja essa escolha específica. O que permanece é a imagem daqueles sobreviventes enfrentando algo impossível. A imagem de um país em ruínas tentando reaprender a viver. A imagem de um homem que passou o filme inteiro querendo morrer e finalmente encontra uma razão para continuar existindo.

E talvez seja justamente aí que esteja a força duradoura de Godzilla. Não em sua capacidade de destruir cidades, mas em sua capacidade de se reinventar. De encontrar novas histórias, novos traumas e novas feridas para assombrar. Acredito que, se cinquenta pessoas fossem trancadas numa sala para escrever um novo filme do monstro, provavelmente sairiam dali com cinquenta histórias diferentes. Nem todas seriam boas. Nem todas seriam interessantes. Mas poucas criaturas do cinema oferecem tantas possibilidades. Godzilla nasceu como uma imagem do trauma nuclear, mas continua encontrando novas formas de habitar os medos de cada geração. Minus One encontra a sua ao transformar o monstro numa extensão das feridas deixadas pela guerra. Mas o que mais me impressiona é que, por trás do espetáculo e da devastação, o filme nunca deixa de ser sobre pessoas.

Sem dúvidas, há guerras que valem a pena adentrar.

E poucas vezes uma batalha contra um lagarto gigante me pareceu tão profundamente humana.

Penelope
6 dias atrás

Monstros costumam monopolizar histórias. Quando um serial killer surge, o imaginário coletivo passa a girar ao seu redor. Lembramos dos nomes. Recontamos os crimes. Tentamos entender a mente por trás da violência. Foi assim com o Filho de Sam. Com o Zodiac. E não muito diferente seria com o Golden State Killer. Mas o que mais me impressionou em I'll Be Gone in the Dark foi justamente o contrário. Quando a série terminou, eu não estava pensando no monstro. Estava pensando nas pessoas. Na Michelle McNamara. Nas mulheres que carregaram o trauma por quarenta anos. No casal que sobreviveu e permaneceu junto quando tantos outros relacionamentos ruíram. No homem que passou décadas se culpando pela morte da esposa. Nos investigadores aposentados que jamais conseguiram abandonar completamente o caso. O documentário começa procurando um monstro, mas aos poucos revela que as pessoas ao redor dele são muito mais interessantes.

Muito disso vem da própria Michelle. Embora estivesse obcecada pelo caso, seu fascínio nunca pareceu se limitar ao criminoso. O que a interessava, além de capturá-lo, era o rastro deixado por ele: as vidas interrompidas, os traumas que persistiram por décadas e as pessoas obrigadas a seguir em frente sem respostas. A série herda essa sensibilidade. Ela até tenta compreender a psique do assassino, seus impulsos e as possíveis origens de sua violência, mas nunca o transforma na pessoa mais interessante da história. E talvez essa seja sua maior qualidade. Em um gênero frequentemente fascinado pelos monstros, I'll Be Gone in the Dark entende que eles são, no fundo, limitados. As pessoas não. Há mais complexidade na dor de quem sobreviveu, na culpa de quem ficou para trás e na obsessão de Michelle por justiça do que em qualquer tentativa de decifrar o homem responsável por aqueles crimes.

Talvez seja por isso que a figura mais fascinante da série não seja o assassino, mas a própria Michelle McNamara. Existe algo profundamente íntimo em acompanhar uma história contada a partir dos rastros deixados por alguém que já não está mais aqui. O documentário não apenas adapta seu livro; ele tenta reconstruir uma pessoa. Suas anotações, gravações, entrevistas e lembranças de amigos e familiares transformam a investigação em algo próximo de uma autobiografia fragmentada. Michelle passa boa parte da série tentando compreender o que a atraía para aquele caso. Ela fala sobre a vizinha assassinada quando tinha quatorze anos, sobre a relação difícil com a mãe e sobre sua obsessão crescente pela investigação, mas nenhuma explicação parece suficiente. E talvez essa seja justamente a parte mais interessante. Algumas paixões são grandes demais para serem reduzidas a uma única origem. O mais curioso, porém, é que Michelle nunca parece completamente confortável ocupando o centro da narrativa. Diferente de muitos relatos autobiográficos, existe uma sensação constante de resistência, como se falar de si mesma fosse uma necessidade mais do que um desejo. Seu olhar está sempre voltado para as vítimas, para os investigadores e para as histórias dos outros. Mas, para compreender sua obsessão, ela precisa inevitavelmente revelar partes de si mesma. É dessa tensão que nasce grande parte da força emocional da série.

E talvez seja justamente aí que ela se torne mais dolorosa. Quanto mais Michelle se aproxima do caso, mais difícil parece separar a investigação da própria vida. O que começa como fascínio aos poucos assume a forma de responsabilidade. Ela quer encontrar respostas, quer fazer justiça às vítimas, quer terminar o livro, quer que todo aquele esforço tenha significado. Há algo profundamente humano em observar alguém perseguindo com tanta intensidade uma coisa que ama e que, ao mesmo tempo, parece consumi-la. É impossível não sentir o peso que ela carregava. A relação complicada com a mãe, a expectativa de ser bem-sucedida, a pressão de concluir a obra mais importante de sua vida e a própria obsessão pelo caso parecem se acumular sobre seus ombros. Talvez seja por isso que sua história seja tão comovente: porque, por trás da investigação, existe alguém tentando desesperadamente fazer com que tudo aquilo tenha valido a pena.

Talvez seja justamente por isso que minha única ressalva em relação à série esteja ligada aos momentos em que ela parece recorrer a alguns reflexos automáticos do true crime contemporâneo. Mesmo quando possui algo mais profundo a dizer, ocasionalmente surge a impressão de que a narrativa sente a necessidade de se vestir como suspense. A série confia plenamente na inteligência emocional do espectador para acompanhar as vítimas e se interessar pelas obsessões de Michelle, mas às vezes parece desconfiar dessa mesma inteligência na hora de construir tensão. Como a série é construída em torno de uma autora que já não está viva para contar sua própria história, existe uma pergunta inevitável pairando sobre os primeiros episódios: o que aconteceu com Michelle McNamara? Em alguns momentos, tive a impressão de que a direção tenta induzir o espectador a associar sua morte ao universo sombrio que ela investigava. Telefonemas ameaçadores, portas observadas à distância, sombras e determinadas escolhas de montagem parecem sugerir que sua obsessão poderia ter cobrado um preço mais literal e trágico, quase como se o perigo que ela perseguia estivesse lentamente se aproximando dela. O problema é que nunca precisei dessa tensão artificial. A tragédia real já era poderosa o suficiente. Michelle não morreu perseguida por um monstro; morreu antes de concluir a obra à qual dedicou anos da própria vida. Existe algo muito mais doloroso e humano nessa realidade do que em qualquer insinuação de perseguição. Afinal, a grande tensão da série nunca esteve em descobrir se o assassino alcançaria Michelle, mas em acompanhar alguém tentando conciliar obsessão e realização, justiça e sacrifício, o desejo de concluir uma obra e a impossibilidade de terminá-la.

Felizmente, basta a série voltar sua atenção para as pessoas para que tudo isso deixe de importar. O que permanece comigo não são os telefonemas ameaçadores, nem as sombras, nem o suspense. São os relatos. É a mulher que sobreviveu ao ataque e que, em meio ao caos, só queria uma roupa para vestir. Um pedido tão simples, tão humano, mas que parecia invisível para todos ao seu redor. São os anos 70 e 80 surgindo não apenas como cenário, mas como uma cultura incapaz de compreender plenamente o que aquelas mulheres haviam sofrido. A vergonha. O silêncio. As famílias que preferiam que suas filhas não falassem sobre o assunto. As instituições despreparadas para lidar com vítimas de violência sexual. O trauma do ataque era apenas o começo. Também não consigo parar de pensar naquele homem que passou décadas convivendo com a culpa pela morte da esposa e que chegou a ser tratado como suspeito. Ele não estava em casa naquela noite porque estava hospitalizado. E, ainda assim, quando sua história é contada, a sensação é de que passou a vida inteira desejando ter estado lá se isso significasse que ela não morreria sozinha. É justamente por isso que nunca precisei das sugestões de suspense que ocasionalmente atravessam a narrativa. A realidade dessas pessoas já é mais dolorosa, mais complexa e infinitamente mais interessante do que qualquer tentativa de transformar a história em um thriller.

Talvez seja por isso que, ao final de tudo, eu não tenha saído da série pensando apenas no Golden State Killer. Ele está presente em cada episódio e sua sombra paira sobre toda a narrativa, mas raramente é a pessoa mais interessante em cena. O que permanece são Michelle, sua obsessão, suas dúvidas e sua tentativa quase desesperada de dar sentido a uma tragédia que atravessou tantas vidas. Permanecem as vítimas, os sobreviventes, os familiares e todos aqueles que passaram décadas carregando perguntas sem resposta. Em um gênero frequentemente fascinado por monstros, I'll Be Gone in the Dark encontra algo muito mais valioso: pessoas. E talvez esse seja seu maior triunfo. O assassino queria deixar medo. Michelle deixou memória.

  • Jordison 5 meses atrás

    🔥 “O drama de espionagem que todos estão chamando de a melhor série de todos os tempos — agora disponível na Netflix!” 🔥

    Se você ainda não assistiu, Homeland (Serie de TV 2011-2020) vai consumir todo o seu fim de semana. Estrelada por Claire Danes e Damian Lewis, esta série de suspense e espionagem vencedora do Emmy é uma montanha-russa de reviravoltas chocantes e traições de cair o queixo que farão você questionar a lealdade de cada personagem. Prepare-se para um drama tão envolvente que você não conseguirá desviar o olhar.

    Prepare-se para maratonar!

  • vagnerfoxx 1 ano atrás

    Amizade aceita Penélope. Seja muito bem vinda!