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Duração
Um jovem porto-riquenho é acusado do brutal crime de ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença, levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta. Para isso ele terá que enfrentar diferentes interpretações dos fatos, e a má vontade dos outros jurados, que só querem ir logo para suas casas.
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1. Trama
Temos vários filmes em que apenas o roteiro é a peça principal pra tudo funcionar e aqui temos o maior exemplo disso. Temos um filme cheio de controvérsias que a própria crítica especializada apontou vários defeitos na época de seu lançamento e por essa causa o filme sofreu bastante perdas financeiras,fracasso de bilheteria e alguns do elenco não recebendo seu salário combinado.
O tempo passou e fez desse filme um dos mais brilhantes possíveis e com certeza calou a boca dos críticos da época.
Um roteiro glorioso que casa perfeitamente bem com cada atuação sublime do elenco. O trabalho com cada personagem é fervoroso e quando se aproxima da reta final temos ainda mais empenho,cada personagem aparece mais lapidado e a tensão nos diálogos é o ponto alto do filme. Temos um filme de tribunal fora do tribunal e Lumet consegue trabalhar bem essa ideia,rodando sua câmera em volta dos personagens,do cenário pra dar justamente a ideia que cada um ali conversa com o público ou com o júri específico.
Até hoje considero esse um dos mais importantes filmes da carreira do diretor.
2. Direção
Eu sempre gosto de frisar que temos apenas o primeiro longa do diretor. Sua capacidade de direção envolve desde o começo,suas técnicas de filmagem impressionam e ao longo que o filme vai se desenrolando,o diretor troca as lentes da câmera para mais próximo para aumentar a sensação de claustrofobia. O diretor também tinha a mania de trancar todo o elenco antes das filmagens para dar a sensação de cansaço de várias horas discutindo sobre o assunto inacabável. Lumet indicado ao Oscar por esse trabalho não conseguiu levar a estatueta pra casa.
3. Elenco
Não irei falar de alguém específico,mesmo que Henry Fonda mereça muito.
O mais curioso aqui é quase ninguém tem nome e todos se comunicam por números ou suas profissões. Lumet queria que as filmagens terminassem antes de um mês,mas o empenho do elenco garantiu que isso fosse bem menor,o filme teve apenas 19 dias de gravação.
4. Nota
Continua sendo um dos filmes com maior quantidade de exercícios produtivos,seja na direção delirante de Lumet,seja no trabalho árduo do elenco. O roteiro poderoso faz tudo isso funcionar e carrega o maior mérito do filme por trazer cada camada de cada personagem.
Prestes a completar 70 anos e tantas vezes revistos por mim,esse filme continua funcionando como se fosse inédito.
>Revisto em 11 de Outubro de 2026
Um exercício dialético sobre justiça, classe social, percepção, memória e muitos outros temas num roteiro extremamente denso, expresso por uma montagem brilhante. Mesmo com o roteiro impecável, o filme que se passa num único cenário poderia facilmente se tornar enfadonho com uma direção ruim. Pelo contrário, a montagem aqui dosa tensão e dúvida, conferindo ritmo, alternando entre close-ups, planos médios e gerais no momento mais preciso. As atuações também são excelentes.
E no fim, eu ainda não sei se o réu é culpado ou inocente.
Para mim, Doze Homens e Uma Sentença é uma aula sobre como nossos preconceitos e a pressa de decidir as coisas podem cegar a nossa empatia. O que mais me impressionou foi ver como uma única pessoa, apenas por ter a coragem de dizer "vamos conversar antes de tomar uma decisão irreversível", conseguiu desarmar a certeza absoluta de outros onze jurados.
Achei sensacional como o filme se passa inteiro em uma única sala e, mesmo assim, é extremamente tenso. O ambiente sufocante e o debate acalorado fazem a gente se sentir preso ali dentro, questionando cada prova do julgamento. No fim das contas, a grande lição para mim é que ter coragem de duvidar e pensar por conta própria é o único caminho para a verdadeira justiça
Náo me pegou, achei até chatinho.
O filme estadunidense de Sidney Lumet "12 Homens e uma Sentença" tem uma proposta muito simples: 12 homens são escolhidos de maneira aleatória para julgar um crime. Após assistir ao julgamento, devem discutir o veredito final e dar uma sentença unânime de pena de morte: culpado ou não culpado. 11 desses homens votam culpado para que possam voltar logo aos seus compromissos. O juiz número 8, por outro lado, opõe-se e insiste que todos sentem, conversem e discutam o caso com argumentos racionais, aos poucos convencendo cada um dos presentes sobre seu ponto de vista.
O filme tem 3 cenários, todos ambientados no tribunal e por se passar majoritariamente em uma única sala, o clima é claustrofóbico. A cada momento queremos nos livrar daquele ambiente tanto quanto os personagens. Ficamos com a corda no pescoço, mas também ficamos com a sensação de que a justiça foi feita e o bem prevalece no coração dos homens.