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Duração
Um jovem porto-riquenho é acusado do brutal crime de ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença, levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta. Para isso ele terá que enfrentar diferentes interpretações dos fatos, e a má vontade dos outros jurados, que só querem ir logo para suas casas.
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Um exercício dialético sobre justiça, classe social, percepção, memória e muitos outros temas num roteiro extremamente denso, expresso por uma montagem brilhante. Mesmo com o roteiro impecável, o filme que se passa num único cenário poderia facilmente se tornar enfadonho com uma direção ruim. Pelo contrário, a montagem aqui dosa tensão e dúvida, conferindo ritmo, alternando entre close-ups, planos médios e gerais no momento mais preciso. As atuações também são excelentes.
E no fim, eu ainda não sei se o réu é culpado ou inocente.
Para mim, Doze Homens e Uma Sentença é uma aula sobre como nossos preconceitos e a pressa de decidir as coisas podem cegar a nossa empatia. O que mais me impressionou foi ver como uma única pessoa, apenas por ter a coragem de dizer "vamos conversar antes de tomar uma decisão irreversível", conseguiu desarmar a certeza absoluta de outros onze jurados.
Achei sensacional como o filme se passa inteiro em uma única sala e, mesmo assim, é extremamente tenso. O ambiente sufocante e o debate acalorado fazem a gente se sentir preso ali dentro, questionando cada prova do julgamento. No fim das contas, a grande lição para mim é que ter coragem de duvidar e pensar por conta própria é o único caminho para a verdadeira justiça
Náo me pegou, achei até chatinho.
O filme estadunidense de Sidney Lumet "12 Homens e uma Sentença" tem uma proposta muito simples: 12 homens são escolhidos de maneira aleatória para julgar um crime. Após assistir ao julgamento, devem discutir o veredito final e dar uma sentença unânime de pena de morte: culpado ou não culpado. 11 desses homens votam culpado para que possam voltar logo aos seus compromissos. O juiz número 8, por outro lado, opõe-se e insiste que todos sentem, conversem e discutam o caso com argumentos racionais, aos poucos convencendo cada um dos presentes sobre seu ponto de vista.
O filme tem 3 cenários, todos ambientados no tribunal e por se passar majoritariamente em uma única sala, o clima é claustrofóbico. A cada momento queremos nos livrar daquele ambiente tanto quanto os personagens. Ficamos com a corda no pescoço, mas também ficamos com a sensação de que a justiça foi feita e o bem prevalece no coração dos homens.
Simplesmente UAU.
Filmaço!!!
Muito a refletir.
Parece um experimento de Psicologia Social.
Não deveria a vida de alguém ficar nas mãos de 12 WHOs quaisquer.
Mas também não deveria ficar na mão de um único (juiz).
Não há garantias de "neutralidade".
E como deveria ser então? Não faço ideia!