Rastros de Ódio

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Rastros de Ódio (1956)
The Searchers
Média do filme: 4.1 de 5 — baseado em 2826 votos
MÉDIAFILMOW
4.1
2826 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por John Ford (I)
Data de lançamento 16 Maio 1956 Outras datas
Duração 119 min (1h59)
Classificação indicativa de Rastros de Ódio: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

16 Maio 1956

Duração

119 minutos Classificação indicativa de Rastros de Ódio: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

O veterano da Guerra Civil Ethan Edwards (John Wayne) chega ao Texas em 1868 e encontra o seu irmão e a família dele. Entretanto, no dia seguinte, comanches invadem o rancho e matam o seu irmão e Martha (Dorothy Jordan), a esposa dele. Além disso, raptam as duas filhas do casal. Ethan parte então em uma busca vingativa pelas meninas junto com o companheiro Martin (Jeffrey Hunter), um mestiço que logo percebe que Ethan está obcecado por matar os índios e cheio de ódio racista. Eles encontram o corpo da mais velha, e saem em busca da caçula, que procuram por mais 5 anos no deserto.

Elenco

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Marília Mendonça: Sentimento Louco | Trailer

Marília Mendonça: Sentimento Louco

Comentários 0
amigos querem ver
tomsouza
Tom
3 dias atrás

"Vai chegar o dia."

ritadasilvacb225f7bcbb94d99
Maitê
½
3 meses atrás

Revisto e continuo achando um ótimo filme de faroeste. A fotografia é maravilhosa, a ambientação, cenas de batalha e atuações envolvem na história cheia de momentos de tensão, medo e violência.

caioregis
Caio Régis
3 meses atrás

Mermão, que falta de criatividade num filme. Diálogos fracos, personagens genéricos, tiroteios preguiçosos, e a característica atuação cansada do péssimo John Wayne. E é tão mais decepcionante quando você lembra quão aclamado "The Searchers" é. Tem algumas belas imagens do Monument Valley mas o grande trabalho é da própria natureza; John Ford apenas capta.

"Rastros de Ódio"? Tá mais pra... "Rastros de Bosta".

luceliams
Lucelia
3 meses atrás

Reassisti e tive uma visão totalmente diferente agora
Filmaço!

penelopepoczuda
Penelope
4 meses atrás

Eu não sou exatamente fã do John Wayne. Talvez isso já seja um jeito estranho de falar sobre The Searchers, mas me parece honesto. Sempre vi nele uma espécie de ator de uma nota só: o homem durão, o sujeito bom de briga, o cowboy que entra no saloon e, por algum motivo, termina com a mulher mais bonita da cidade apesar de parecer ter brigado com um espelho a vida inteira. Estou exagerando — um pouco — mas existe algo repetitivo na persona dele. Por isso talvez tenha me surpreendido tanto encontrar aqui um personagem que, ao menos no começo, parecia caminhar para algo mais sombrio.

O Ethan chega ao filme de um jeito difícil de ignorar. Há uma rispidez nele, uma dureza que parece anteceder qualquer conversa. Ele trata mal quase todo mundo, especialmente o Martin. Aquele “não sou seu tio” não soa apenas ríspido; parece uma recusa de vínculo com o sobrinho por ele ser mestiço. Existe nele uma irritação constante, como se estivesse sempre prestes a despejar ressentimento em alguém. E, acima de tudo, há o ódio pelos indígenas — não como um detalhe lateral ou um preconceito de fundo, mas como algo que parece mover muita coisa dentro dele. Foi isso que começou a me fazer imaginar um personagem muito mais sombrio do que o filme depois permite. Talvez eu tenha sido ingênua. Ou talvez o próprio filme tenha me levado até essa expectativa.

Eu jurava que estava diante de um homem disposto a apodrecer diante dos meus olhos.

Achei que acompanharia um homem consumido por uma obsessão tão profunda que acabaria manipulando todos ao redor. Alguém capaz de transformar a busca por Debbie numa justificativa moral para a própria carnificina. Em muitos momentos, tive a impressão de que Ethan caminhava nessa direção: um sujeito disposto a mentir para Martin, enrolar quem cruzasse seu caminho, distorcer acontecimentos e usar a dor daquela família como combustível para algo ainda mais cruel. Quando ele encontra sinais de Lucy, por exemplo, cheguei a desconfiar das próprias palavras dele. Por um instante, imaginei que talvez estivesse inventando parte daquilo — ou ao menos moldando a verdade conforme lhe convinha — porque Ethan parecia exatamente o tipo de personagem que pisaria em qualquer coisa para continuar alimentando o próprio ódio.

Mas não. O filme segue por outro caminho. E isso é curioso, porque não é exatamente uma decepção simples. É uma frustração misturada com encantamento.

Tem um momento em que o Ethan parece ser domesticado pelo próprio filme. Não no sentido de virar bonzinho, porque o ódio continua ali, a disposição de matar a Debbie continua ali, o racismo nunca desaparece. Mas algo é suavizado para que ele continue cabendo no molde do western clássico, para que ainda possa existir como protagonista sem romper completamente a moldura do herói. E isso, para mim, acontece de forma brusca. Talvez outras pessoas não sintam assim. Talvez eu tenha projetado um filme diferente. Mas senti uma mudança de tom muito forte. O começo parece movido por luto, violência, vingança. Depois, aos poucos, entra uma injeção de humor tão grande que quase parece outro filme coexistindo dentro dele.

E o pior — ou o melhor — é que dá certo. A parceria entre o Ethan e o Martin Pawley acaba ficando surpreendentemente envolvente.

Isso me pegou de surpresa porque eu estava esperando tragédia moral e recebi uma dupla de cinema absurdamente convincente. O Ethan rabugento, duro; o Martin mais genuíno, atrapalhado, emocional. Existe um ritmo entre eles que lembra essas duplas clássicas em que um é o caos mal-humorado e o outro precisa equilibrar tudo. Um A Hora do Rush perdido no faroeste. Mesmo quando acho brusca a mudança no relacionamento dos dois, há alguma coisa pulsando ali. O Ethan, que parecia incapaz de afeto, de repente ajeita o cobertor do Martin. O filme nunca me convenceu completamente do caminho emocional até isso — fiquei esperando uma fissura, um acontecimento, uma discussão decisiva que explicasse a mudança. Em que momento aquele ressentimento afrouxou um pouco? Em que momento ele deixou de enxergar o Martin apenas como aquele garoto mestiço que estava no caminho? O que no Martin mexeu nele? Não sei se o filme me dá uma resposta totalmente satisfatória. Mas a química dos dois acaba me vencendo.

A partir daí, algo engraçado acontece: começo a gostar muito de uma metade do filme que contradiz completamente minhas expectativas. As cartas, a passagem do tempo, a Laurie esperando, se irritando, desistindo, quase casando com outro — tudo isso tem uma energia quase novelesca. A sequência do casamento é uma bagunça deliciosa. O mal-entendido do Martin casado involuntariamente, o Ethan se divertindo com a situação, os ciúmes, a confusão. É um humor de pastelão que eu jamais esperaria encontrar num filme que começou tão impregnado de ressentimento. Ao mesmo tempo, existe algo desconfortável nisso tudo. Porque enquanto estou rindo, o Ethan continua ali, carregando o mesmo ódio. O filme parece pedir que eu aceite simultaneamente duas coisas: que ele é um homem profundamente atravessado pelo racismo e que também pode funcionar como esse sujeito rabugento da dupla, quase divertido às vezes. Não é uma contradição simples de resolver. Talvez nem precise ser.

E acho que é justamente aí que meu desconforto com o filme começa a ficar mais difícil de contornar. Porque o Ethan não existe sozinho: o próprio mundo ao redor dele parece confirmar parte daquele olhar. Tem toda a questão indígena que eu não consigo ignorar. O jeito como o filme parece imaginar essas pessoas quase sempre a partir do mesmo lugar: da ameaça, do sequestro, da violência. Existe uma imagem recorrente ali — a da menina branca levada, quase “roubada” por outro mundo — que me incomoda bastante. A Debbie acaba ficando muito presa a esse lugar simbólico, e os indígenas, muitas vezes, acabam existindo mais como perigo do que como gente. E ainda assim, eu não consigo desgostar do filme. Porque ele continua me puxando de volta. Pela dupla entre Ethan e Martin, pelo humor inesperado, pelas paisagens monumentais — aquelas colunas de pedra recortando o horizonte, por esse jeito contraditório de me fazer gostar de uma história que também me deixa desconfortável. Talvez seja justamente por isso que eu continue pensando tanto no Ethan. Não porque eu ache ele fascinante, mas porque continuo voltando à sensação de que havia ali um personagem que parecia caminhar para outro lugar. Honestamente, ainda sinto falta desse filme que quase imaginei. Desde que assisti a There Will Be Blood, talvez eu esteja sempre procurando outro Daniel Plainview: alguém que o filme tenha coragem de acompanhar até o fim da própria podridão moral.

O Ethan não é isso. Ele quase é. Porque no final, quando ele poupa a Debbie depois de passar o filme inteiro insinuando que talvez a matasse, eu não compro totalmente a redenção. Ela me parece um pouco concedida. Um pouco acomodada demais. Como se o western clássico ainda precisasse garantir que, no fundo, existe um herói ali.

Só que aí o filme faz algo curioso, algo que eu nem tinha percebido direito de primeira. Todo mundo entra na casa. Ele não. A porta fecha e o Ethan permanece do lado de fora.

E talvez aí exista uma honestidade que o filme parecia ter evitado antes. Como se dissesse: tudo bem, ele salvou a menina, matou o Scar, cumpriu a função heroica — mas não pense que isso resolveu quem ele é. Esse homem ajudou a restaurar um lar, mas não pertence a ele. Talvez nunca tenha pertencido. É um final contraditório. Redentor e melancólico. Confortável e inquietante ao mesmo tempo. Como o próprio filme.

No fim, acho que minha relação com The Searchers ficou num lugar estranho: continuo vendo o fantasma de um filme mais sombrio, mais cruel, mais consequente com o homem que o Ethan parecia ser no começo. Um filme em que ele atravessaria a própria monstruosidade sem pedir licença. Mas também preciso admitir algo meio irritante: o filme que aconteceu me conquistou bastante. Talvez eu tenha saído do filme dividida. Mas dividida de um jeito bom.

Como se uma parte de mim ainda estivesse parada do lado de fora da porta, olhando para o filme que imaginei — enquanto outra já entrou na casa e, contra a própria expectativa, acabou ficando.

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½
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3
4
5

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Cor
por davi_souza

Elenco de Rastros de Ódio

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Jeffrey Hunter 10 47

Jeffrey Hunter

(Martin Pawley)
John Qualen 0 4

John Qualen

(Lars Jorgensen)
John Wayne 37 616

John Wayne

(Ethan Edwards)
Natalie Wood 11 303

Natalie Wood

(Debbie Edwards (older))
Vera Miles 8 91

Vera Miles

(Laurie Jorgensen)
Ward Bond 5 15

Ward Bond

(Rev. Capt. Samuel Johnston Clayton)

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