Caio Régis
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Últimas opiniões enviadas

Caio Régis
2 semanas atrás

Poucas adaptações foram tão precisas em recriar a atmosfera de um mangá - ainda mais Berserk, que possui uma aura funesta e fatalista. Grande anime com uma construção narrativa belíssima, exemplo de uma época em que o público era convidado a aproveitar as pequenas pausas entre os conflitos, o silêncio e a contemplação. Realmente é um clássico que faz jus à sua fama.

Caio Régis
½
4 semanas atrás

O cinema é um espaço seguro para o público empatizar, compreender, se identificar, até mesmo torcer por personagens controversos, dúbios, vilões e repletos de defeitos. Há um distanciamento saudável entre nós e estes tipos que, num convívio diário, atrasariam toda a nossa vida. E a protagonista Julie se encaixa exatamente nessa categoria. É tóxica, egoísta, narcisista, egocêntrica e tantos outros adjetivos. Mas é totalmente possível, graças ao tal distanciamento, se compadecer e se reconhecer em alguns de seus dilemas, como a escolha de uma carreira, as incertezas de uma relação, o medo de ser mãe - ou pai. Viver é duvidar de si constantemente, algo agoniante num mundo de certezas que te obriga a definir sua vida desde cedo. Essa faceta de Julie é a parte mais fácil de se conectar. O restante, nem tanto.

Trata-se de uma personagem capaz de abandonar tudo e todos sem arrependimento, que inverte situações com a maior naturalidade do mundo, pois o sentimento do próximo não lhe importa. O momento de maior fragilidade de alguém é a desculpa perfeita para Julie ser o centro das atenções. E ela vai aproveitá-lo sem pensar duas vezes.

Após o arquétipo feminino “manic pixie dream girl” tão utilizado nos anos 2000 e 2010 - no qual uma mulher excêntrica existe somente para o amadurecimento de um homem fracassado -, Julie representa a desconstrução desse conceito, adotando as inseguranças da mulher adulta como o cerne de sua personagem. Contudo, esta nova abordagem pode cair na armadilha do estereótipo à medida que as personagens repetem comportamentos, têm certos traços romantizados e suas ações egoístas carregam pouca ou nenhuma consequência. Podemos realmente nos identificar com Julie? Somos tão canalhas assim?

Quem quer que se identifique com Julie precisa considerar qual parte lhe diz respeito, a menos que seja um narcisista sem responsabilidade emocional. E esta é uma das belas coisas do cinema: passar duas boas horas com personagens que não suportaríamos um segundo sequer ao nosso lado.

Caio Régis
½
1 mês atrás

Brian De Palma é um pouco cafona, mas essa cafonice até que funciona em “The Untouchables”. A trilha é boa, ainda que extravagante. Algumas situações e atuações são exageradas. No entanto, essas pinceladas cartunescas dão cor e vida à obra.

Kevin Costner é a única coisa que desagradou. É um ator extremamente limitado, e ver o malandro tentando entregar dramaticidade é algo doloroso. Sean Connery e Robert De Niro são responsáveis por deixar tudo mais interessante. Uma pena que o Al Capone à la artilheiro do Cariocão dos anos 90 não tenha tido mais tempo de tela.

  • Filmow 1 mês atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Raphael 4 anos atrás

    boa tarde

  • Rebeca Afonso 8 anos atrás

    nem. "personagem de menina fofa que vira mulher grandona (ou o contrário?)" next, please. Só gosto da piano massage