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Data de lançamento
19 Maio 2002Duração
Barry Egan (Adam Sandler) é o dono de um pequeno negócio, dominado por sete irmãs e incapaz de se apaixonar a não ser que o amor o encontre. Quando uma misteriosa mulher aparece em sua vida, acontece uma explosão de emoções: sentimentos de raiva, paixão, luxúria e confusão.
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Começa estranho, acaba fofo. Minha mente ficou só no ‘estranho’.
O amor como cura.
"Tenho tanta força em mim, você não faz ideia.
Tenho alguém para amar. Isso me dá mais força do que pode imaginar."
Amor em tempos de ansiedade. Numa vida de ansiedade, na verdade.
O total desconforto ao ter que confrontar algo novo e possivelmente bom/especial.
O sentimento de se sentir só e deslocado. E de viver essa realidade muito mais por não conseguir do que por querer.
A vergonha ao ouvir e os outros saberem sobre seus piores lados vira agonia, raiva, incontrolável explosão.
Como se abrir e ser você mesmo quando se imagina ter a certeza de que ninguém vai gostar do que verá?
Apenas o milagre do amor, que não se explica, mas se vive no máximo de sua intensidade, pode te tirar do completo caos e fazer você vencer todos os infernos internos e externos de sua existência.
Direção espetacular de Paul Thomas Anderson. Não faltam sequências, imagens e closes memoráveis. E também olhares e silêncios (e constrangimentos) marcantes.
O número de elementos (cênicos e de linguagem) muito particulares e criativos inseridos ajuda a tornar a trama e o filme muito únicos.
Não faltam diálogos inesperados e inusitados que se tornam inesquecíveis por serem os mais honestos e, por isso mesmo, os mais apaixonados possíveis.
O uso do som/da trilha sonora é estupendo, um personagem à parte.
Tanto o trabalho de som quanto a trilha sonora refletem perfeitamente todos os diversos sentimentos, angústias e sensações de Barry.
Quem assiste "Embriagado de Amor" jamais se esquece dessas enormes qualidades do filme.
O longa não seria o que é sem a atuação incrível de Adam Sandler; o ator dá vida a um protagonista fascinante. Imaginar outro companheiro de profissão que seria tão perfeito no papel não é uma tarefa fácil.
Um homem deveras particular e estranho aos olhos da grande maioria, porém não do seu amor.
Sandler e Emily Watson formam um casal muito especial.
Um dos filmes que mais amo. Barry Egan está entre os personagens que mais gosto no cinema.
Uma das mais apaixonantes obras-primas deste século.
Vencer as barreiras do amor pode ser algo incrivelmente desafiador, atrapalhado e caótico, mas também pode dar finalmente paz e maior sentido a tudo.
A maior atuação da carreira do Adam Sandler e provavelmente também o melhor filme desse diretor, pelo menos dos que eu vi até agora.
"Punch-Drunk Love" é tão desconfortável quanto gostoso de assistir. Quem experimenta uma leve ansiedade com relações interpessoais se identificará com Barry Egan e o sentimento opressivo oriundo das pressões sociais e de pessoas que testam e, muitas vezes, desrespeitam nosso espaço, transformando qualquer interação em um evento traumático. E quem quer que passe por isso, sabe quão revigorante e terapêutico é encontrar aquela pessoa específica que tira-nos da solidão, arranca-nos a defesa e torna-se confidente e cúmplice; nesse sentido, é difícil não se tocar com a pequena grande história de amor entre Barry e Lena.
Uma comédia romântica absurdista que entrega um romance singular num gênero exaustivamente retratado, e estranhamente cômico ao ponto de impedir que Adam Sandler faça um idiota de si mesmo como de praxe em seus filmes. Fruto de um ambiente emasculante e sem referências masculinas, Barry Egan precisa encontrar a realização pessoal enquanto carrega o trauma de relações femininas castrantes.
Ao fim de “Punch-Drunk Love” restou-me apenas uma indagação: “Como pode uma obra que causa dor física ser tão comfy?”
Adam Sandler se encaixou como uma luva nesse papel e para quem se entregar aos absurdos e ás paixões, Embriagado de Amor será uma experiência única.