Últimas opiniões enviadas
O mal irreversível.
Um dos mais contundentes filmes sobre os abusos e violência desumanos na(s) ditadura(s) brasileira(s).
Filme de enorme potência e dono de cenas que ficam na memória. Não dá para assistir e não se importar com a opressão contra os irmãos protagonistas.
O caráter humano e revoltante, a câmera próxima que denuncia e choca, a intensa intimidação e o medo provocados pelos policiais - gerando uma sensação geral constante de opressão - e a burocracia de todo um sistema judiciário desleal tornam "O Caso dos Irmãos Naves" um clássico nacional que merece reconhecimento.
Acho que o filme fica um pouco repetitivo e truncado no desenrolar da segunda metade (especialmente na última meia-hora), porém isso não é tão sentido e pouco pesa na análise final.
Ao término, fica o gosto de imensa injustiça e o impacto de ver uma obra de inegável força.
Muito bom ver em ação rostos conhecidos do nosso cinema e TV como Raul Cortez (sou fã), Juca de Oliveira, Anselmo Duarte e John Herbert.
Outra ótima obra de Luiz Sérgio Person.
Imagina lançar uma obra como essa em plena ditadura militar?
O pior do Brasil esteve em "diferentes passados" e pode aparecer e reaparecer com força a qualquer momento.
Tudo é imagem e poder.
Finalmente os refrescos para os fãs de realities e muito solitários?
Brincadeiras à parte, gosto de como o filme conversa com nosso tempo.
E gosto ainda mais dos "momentos Sam Raimi". O gore, o humor, o terror e os exageros proporcionam cenas de qualidade e sequências inesperadas.
Ainda assim, o filme não consegue evitar momentos de baixa (ali na metade) e cair numa reta final mais esquemática e genérica.
Queda (literalmente) e ascensão. Uma inusitada e envolvente história de (doentio) amor e ódio.
Rachel McAdams se diverte horrores; atuação muito boa.
Uma obra menor, mas é sempre bom ver trabalhos desse ótimo diretor.
E ver funcionários se dando bem enquanto chefes se dão mal é sempre prazeroso na ficção, não é mesmo?
A volta a um conhecido e marcante lugar.
Gosto de como o filme mostra as corporações do mundo atual "amassando" e acabando com um mundo tradicional que já conhecemos e aprendemos a gostar, afetando pessoas junto.
Um verdadeiro símbolo dos dias de hoje.
Vinte anos depois, vemos que a balança moral entre se importar com os outros e crescer na carreira segue sendo algo primordial.
Dito isso, tudo aqui parece familiar demais — mais do que o natural esperado em uma sequência — e pouco inspirado.
Trata-se de uma condução extremamente previsível, bem no piloto automático.
A trama não empolga, tecnicamente a direção é frágil e o roteiro burocrático.
Miranda (Meryl Streep) tem muito menos aura do que no primeiro filme.
As reviravoltas são sem graça, o humor é pouco inspirado e a tentativa de emoção no final (e maior aproximação entre as personagens) soa meio piegas ou forçada.
Diverte por conhecermos as personagens, pelo carisma do quarteto principal e por ser um universo atraente. Contudo, "O Diabo Veste Prada 2" é uma sequência que não diz a que veio, infelizmente.
Foi bom ver a equipe do filme junta novamente, porém ficou um gosto de que poderíamos ter aqui um longa consideravelmente melhor.
.
.
.
.
.
*P.S.: Comentário aleatório (pensei nisso vendo o filme mais de uma vez): eu casaria e ficaria com a personagem da Anne Hathaway para sempre.
Provavelmente, todos os homens (ou quase) fariam o mesmo.