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Data de lançamento
9 Set. 1990Duração
Henry Hill (Ray Liotta) conta a sua história de garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começando sua "carreira" aos 11 anos e se tornando protegido de James "Jimmy" Conway (Robert De Niro), um mafioso em ascensão. Tratado como filho por mais de vinte anos, ele se envolve em golpes cada vez maiores e acaba se casando com Karen Hill (Loraine Bracco), sua amante. Impossibilitado de ser totalmente "adotado" pela "família", o jovem ambicioso conquista prestígio, se envolve com o tráfico de drogas, prática grandes roubos e ganha muito dinheiro, mas os agentes federais estão na sua cola e o seu destino pode mudar a qualquer momento.
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Obra épica do Martin Scorsese 👏🏾, "Absolute Cinema"!
A narrativa do filme é perfeita.
O filme mostra que o dinheiro fácil e os aplausos do poder enchem os bolsos e o ego, mas quando a lealdade vira sobrevivência, cada aliado pode se tornar a próxima ameaça — e, no fim, a pessoa percebe que nenhuma riqueza vale o preço de perder a própria liberdade. 🔫💰🥂🕶️⛓️
🎬 E se a máfia não fosse apresentada como uma lenda, mas como parte da rotina?
É justamente aí que Os Bons Companheiros se diferencia.
Lançado em 1990, o filme de Martin Scorsese não tenta transformar seus criminosos em figuras distantes e quase míticas. Em vez disso, acompanha o cotidiano de Henry Hill, Jimmy Conway e Tommy DeVito — homens que roubam, ameaçam, matam e, ao mesmo tempo, discutem em restaurantes, participam de festas, cuidam da família e vivem pequenas situações aparentemente banais.
Essa proximidade é uma das grandes forças do filme.
Henry Hill cresce fascinado pelo estilo de vida dos mafiosos. Para ele, aquele universo representa dinheiro, respeito e liberdade. Aos poucos, porém, a fantasia começa a revelar seu verdadeiro preço.
O que parece uma vida perfeita por fora é sustentado por medo, violência e desconfiança. A mesma pessoa que hoje chama você de amigo pode ser aquela que amanhã decide eliminá-lo.
E Scorsese transforma essa contradição em linguagem cinematográfica.
A câmera acompanha os personagens de maneira frenética, os cortes aceleram, os enquadramentos revelam relações de poder e até os momentos mais cotidianos carregam uma sensação permanente de perigo. Não é apenas uma história sobre criminosos: é um mergulho em uma realidade na qual status e sobrevivência caminham juntos.
E existe ainda a música.
Rolling Stones, The Who, Cream, Aretha Franklin e outros grandes nomes ajudam a construir a identidade do filme. As canções não aparecem simplesmente como decoração: elas acompanham a ascensão, a euforia, o excesso e também a destruição daquele estilo de vida.
O elenco completa o impacto.
Ray Liotta conduz o espectador pela trajetória de Henry, enquanto Robert De Niro dá vida ao calculista Jimmy Conway e Joe Pesci transforma Tommy DeVito em uma presença imprevisível e explosiva. A famosa cena em que Tommy pergunta o que há de engraçado em uma história de Henry nasceu de um improviso de Pesci e se tornou um dos momentos mais lembrados do filme.
Mas talvez o mais interessante seja perceber que Os Bons Companheiros nunca precisa transformar seus personagens em heróis.
O filme mostra o fascínio daquele mundo e, ao mesmo tempo, expõe sua brutalidade. O luxo vem acompanhado do medo. O poder exige violência. A lealdade tem prazo de validade.
Baseado no livro Wiseguy, de Nicholas Pileggi, o longa acompanha a ascensão e a queda de Henry Hill dentro do crime organizado e constrói um retrato muito mais íntimo da máfia do que a imagem tradicional criada por tantos filmes do gênero.
Coppola teve O Poderoso Chefão. Brian De Palma, Scarface. Sergio Leone, Era Uma Vez na América.
Scorsese, por sua vez, encontrou uma maneira própria de mostrar o submundo: colocando o espectador praticamente dentro dele.
E é justamente essa proximidade que faz Os Bons Companheiros continuar sendo lembrado como um dos grandes filmes sobre o crime organizado.
Porque, por algumas horas, o espectador não observa a máfia de longe.
Ele entra na casa dos personagens, senta à mesa com eles, acompanha suas festas, seus golpes e suas discussões — até descobrir que, naquele mundo, ninguém está realmente seguro.
Nota: 5/5 (OBRA PRIMA)
Filme bem massa. Gosto de como ele conta, de forma crua, o que acontece com todo mundo que se envolve com o crime. Não tem nenhum tipo de morte emocionante ou cinematográfica, nem música tentando romantizar as situações. Gostei muito da narrativa em off que o filme tem.
Algumas cenas do Ray Liotta me incomodam um pouco, mas nada que te tire do filme. Claro, tem Robert De Niro no filme.
É muito fácil falar desse filme porque só tenho elogios. Não consigo encontrar um único ponto fraco em sua trama ou roteiro. Scorsese retrata a ascensão e queda de Henry Hill de uma forma maravilhosamente crua e eletrizante.
Ray Liotta entrega a performance de sua vida como o protagonista, enquanto De Niro e, especialmente, Joe Pesci elevam a história com atuações viscerais e sensacionais, como sempre.
É, sem dúvidas, um dos melhores filmes de todos os tempos. Jamais existirá outro Martin Scorsese.