Últimas opiniões enviadas
Entrega um jogo de sobrevivência focado na tensão e na natureza predatória do antagonista.
A violência é condizente com as situações apresentadas. O longa apresenta momentos de gore que servem para reforçar a brutalidade da perseguição sem parecerem gratuitos. É um thriller de gênero eficiente que foca na resiliência da protagonista diante de uma ameaça implacável. O resultado seria muito superior se o terço final fosse mais polido.
O Agente Secreto é um filme pleno. Ele entrega uma premissa interessante atrelada a fatos históricos e um desenvolvimento no melhor estilo thriller político. O desfecho é desconfortável e deixa questões para refletir posteriormente. Um filme perfeito, pelo menos para mim, é feito disso.
Kléber Mendonça Filho, que diretor bom da porra!
Não tenho nada negativo a apontar na direção deste longa. Ele emprega na trama a sutileza necessária misturando com boas doses de suspense em momentos chave. A construção dos personagens não é feita de forma óbvia e não existe muita exposição. A única exceção é o momento em que Marcelo precisa contar sua história. Os personagens secundários deixam o espectador instigado a um nível que mereciam obras separadas. Kléber faz questão de inserir Recife como personagem e não apenas como plano de fundo. A cidade respira vivacidade.
O Brasil retratado no filme é uma época tomada por pura pirraça. Além da tradicional corrupção policial, todos os outros sobrevivem na base da afronta e da contravenção no sentido mais puro. Era isso ou ser engolido pelo regime. O filme expõe questões como corrupção industrial, tráfico de influência, perseguição política e resistência. Some a isso casos e mistérios absurdos que são potencializados a todo momento. Ou seja, mais um dia normal no Brasil.
Wagner Moura domina tudo. O que muitos podem ver como uma atuação contida eu enxergo como uma atuação verdadeira e cotidiana. O protagonista vive em uma posição muito delicada e de constante pressão. Wagner transmite isso de forma magistral ao mascarar a aflição do homem que precisa fingir viver na normalidade.
A época da ditadura não deve nunca ser esquecida. Pessoas reclamam por aí do assunto estar batido, o que é pura ignorância. É preciso sempre relembrar as atrocidades cometidas para que não permitamos que se repitam. Você não vai encontrar desfechos fáceis e felizes aqui. É o que é. É o que foi.
A maior questão que fica ao final é: raparigou ou não raparigou?