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Bons filmes!
Equipe Filmow
Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém abrisse seus olhos e mostrasse para você, você ficaria com medo?
Steven Spielberg está de volta ao posto que lhe pertence por direito. Em seu novo trabalho, o diretor conduz uma história extremamente cativante que aborda situações atuais e de grande relevância, explorando os possíveis desdobramentos de revelações impactantes para a humanidade.
Quem é inteirado no assunto reconhecerá de imediato várias referências a casos e teorias muito conhecidas do público. Algumas críticas negativas sugerem que o longa requer um conhecimento ou interesse prévio para funcionar, o que é parcialmente verdade, mas discordo totalmente de quem define a obra como lenta, insossa ou desinteressante. Pelo contrário, a fotografia está excelente e atua em perfeito alinhamento com a trilha sonora, que induz as emoções do espectador com precisão cirúrgica.
O elenco é outro ponto alto da produção. Emily Blunt rouba completamente a cena com uma atuação extraordinária e digna de reconhecimento em premiações. Josh O'Connor também entrega um trabalho excelente, conseguindo transpassar com exatidão a determinação cega de seu personagem. Para completar, Colman Domingo e Colin Firth surgem primorosos em seus respectivos papéis, enquanto Eve Hewson preenche a tela com segurança, sendo a responsável por fazer a pergunta mais importante de toda a trama.
A narrativa ganha um caráter político se fizermos paralelo com a tentativa desesperada do governo estadunidense de escancarar tais segredos cósmicos, usando o extraordinário como cortina de fumaça para abafar escândalos criminosos internos e a clara senilidade de seu presidente. É justamente sob esse pano de fundo, em uma era sufocada pela desinformação generalizada, que Dia D transcende o mero entretenimento e se consolida como uma ode urgente ao jornalismo sério, aquele comprometido com verdades que pertencem ao planeta inteiro.
Com a maestria técnica e narrativa que define sua carreira, Spielberg sustenta uma premissa ética inegociável: o direito inalienável da humanidade ao fato, não importa o tamanho das consequências. É um manifesto cinematográfico poderoso e, sem sombra de dúvidas, um dos grandes marcos do ano.