Rafael Martins dos Santos
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Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém abrisse seus olhos e mostrasse para você, você ficaria com medo?

Steven Spielberg está de volta ao posto que lhe pertence por direito. Em seu novo trabalho, o diretor conduz uma história extremamente cativante que aborda situações atuais e de grande relevância, explorando os possíveis desdobramentos de revelações impactantes para a humanidade.

Quem é inteirado no assunto reconhecerá de imediato várias referências a casos e teorias muito conhecidas do público. Algumas críticas negativas sugerem que o longa requer um conhecimento ou interesse prévio para funcionar, o que é parcialmente verdade, mas discordo totalmente de quem define a obra como lenta, insossa ou desinteressante. Pelo contrário, a fotografia está excelente e atua em perfeito alinhamento com a trilha sonora, que induz as emoções do espectador com precisão cirúrgica.

O elenco é outro ponto alto da produção. Emily Blunt rouba completamente a cena com uma atuação extraordinária e digna de reconhecimento em premiações. Josh O'Connor também entrega um trabalho excelente, conseguindo transpassar com exatidão a determinação cega de seu personagem. Para completar, Colman Domingo e Colin Firth surgem primorosos em seus respectivos papéis, enquanto Eve Hewson preenche a tela com segurança, sendo a responsável por fazer a pergunta mais importante de toda a trama.

A narrativa ganha um caráter político se fizermos paralelo com a tentativa desesperada do governo estadunidense de escancarar tais segredos cósmicos, usando o extraordinário como cortina de fumaça para abafar escândalos criminosos internos e a clara senilidade de seu presidente. É justamente sob esse pano de fundo, em uma era sufocada pela desinformação generalizada, que Dia D transcende o mero entretenimento e se consolida como uma ode urgente ao jornalismo sério, aquele comprometido com verdades que pertencem ao planeta inteiro.

Com a maestria técnica e narrativa que define sua carreira, Spielberg sustenta uma premissa ética inegociável: o direito inalienável da humanidade ao fato, não importa o tamanho das consequências. É um manifesto cinematográfico poderoso e, sem sombra de dúvidas, um dos grandes marcos do ano.

Eu não vou nem escrever crítica sobre esse, tamanha minha decepção.
Também nem vou perder tempo falando mal.
Aumentei meia estrela porque um jumpscare me pegou.

Knife+Heart é um diallo/slasher francês totalmente queer e com pano de fundo da indústria pornô gay do final dos anos 70.
Usa a metalinguagem e estética para desenvolver e resolver a trama.
Fotografia muito bonita, com uso de efeito dream/bloom e até certa psicodelia.

  • Filmow 19 horas atrás

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