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Data de lançamento
2 Out. 2002Duração
Rachel Keller (Naomi Watts) é uma jornalista que decide investigar a misteriosa morte de sua sobrinha. Ela percebe a relação da morte dela e de várias outras mortes com um estranho vídeo, que faz com que todas as pessoas que o assistam morram exatamente sete dias depois. Intrigada com a história, ela agora precisa descobrir um meio que impeça que a profecia se realize, já que ela e seu filho assistiram ao vídeo.
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1. Trama
Época em que os remakes ainda animava bastante. Toda a criação de ambiente desse filme é louvável e a coloração azulada eu valorizo muito,dar aquele ar mais triste ao filme e aproveita bem a ideia que a história tenta passar. A chuva caindo o tempo todo também é um dos meus momentos favoritos,só mais pra frente entendi todo o conceito dessa ambientação.
Não temos um terror explícito aqui,mas temos um suspense repleto de bons momentos e muitos deles investigativo.O roteiro consegue unir várias histórias paralelas e conduzir bem a protagonista para o ato final.
Essa questão do mistério que ronda uma fita de vídeo rendeu grandes momentos na época de lançamento do filme,não se falava em outra coisa e pudera,um terror que alegrava toda uma turma jovem e fãs do terror. Assim como a fotografia,a trilha sonora também chama muita atenção,tanto assusta,quanto entristece em alguns momentos,não é uma das melhores assinaturas de Hanz Zimmer,mas por conta de seu capricho temos um filme muito melhor em determinados momentos.
2.Direção
Verbinski tinha acabado de sair de duas bombas e muita gente criticou sua escolha para dirigir esse terror. O resultado final é um dos melhores atos de sua carreira,onde nunca mais dirigiu mais nada para o gênero.
3.Naomi Watts
Escalada nos quarenta e cindo do segundo tempo,a atriz aceitou depois de Jennifer Connelly e Gwyneth Paltrow recusarem o papel.
A atriz estava vindo de dois suspenses onde exigia muito de sua capacidade e aqui toma o filme inteiramente para si. Difícil levar algum susto durante o filme acompanhado sua beleza de perto.
É uma mãe com problemas,uma ex-esposa ainda mais,mas o tempo todo querendo concertar as coisas e protegendo a todos que estão na mesma situação que a sua.
4. David Dorfman
O pequeno Aidan aparece pouco,mas é aquela peça fundamental à trama. O seu trabalho sobre o distúrbio comportamental é fascinante e lembra muito o que o pequeno Osment fez lá em "O Sexto Sentido". Outro caso muito parecido é ver uma certa semelhança com Miko Hughes em "A Hora do Pesadelo 7". No comportamento,até mesmo na paixão do garotinho em dinossauros.
5.Nota
Pra mim continua sendo um dos grandes e melhores exemplos de um remake decente e é muito refrescante a cada revisitada. Não é aquele conto barato do terror que tenta pregar peças no espectador com um falso terror ou cenas previsíveis demais. O trabalho de Verbinski é cuidado e faz de tudo pra isso não acontecer.
>Revisto em 10 de Outubro de 2026
“O Chamado” constrói uma narrativa que valoriza mais a tensão e o suspense do que os sustos fáceis. O longa desenvolve uma atmosfera inquietante, na qual o medo surge de maneira gradual e se mantém presente mesmo nos momentos de aparente tranquilidade. A história também explora temas como perda, culpa e desespero, dando ao horror uma dimensão emocional que torna a experiência mais envolvente. Embora siga algumas características conhecidas do gênero, o filme consegue estabelecer uma identidade própria e sustentar o interesse até o desfecho.
O elenco apresenta atuações equilibradas, com destaque para Naomi Watts, que demonstra segurança no papel de Rachel Keller, uma personagem submetida a situações cada vez mais perturbadoras. A atriz transmite fragilidade, determinação e medo de forma convincente, permitindo que o espectador acompanhe de perto seu estado emocional. No geral, as performances ajudam a dar credibilidade ao clima sombrio e evitam que os personagens sejam apenas peças dentro da estrutura do suspense.
O diretor Gore Verbinski mostra domínio na construção do ambiente e no controle do ritmo. Ele utiliza enquadramentos, iluminação e movimentos de câmera para criar um sentimento constante de desconforto, sem depender excessivamente de efeitos ou sustos repentinos. A escolha de tons frios e a composição cuidadosa das cenas reforçam o aspecto melancólico da produção, enquanto o silêncio é usado com inteligência para aumentar a expectativa. Verbinski também demonstra bom senso quando permite que a tensão se desenvolva aos poucos, fazendo com que o temor seja mais sugerido do que explicado.
O filme permanece como um exemplo eficiente de terror dos anos 2000 justamente por compreender que o medo não depende apenas de imagens assustadoras. A obra consegue provocar boas doses de apreensão e aposta na sensação de ameaça permanente, característica que contribui para sua relevância dentro do gênero e o impacto que tem sobre o público.
Eu amo tanto!
Foi o filme que começou a mudar o cinema de terror pela tom mais sério e sem muito Jump Scare...
Reassisti e fico pasmo em como o filme é bem produzido...
Top dos top!
É superior ao filme original, mas achei que o 3º ato não foi tão forte quanto os dois primeiros. Resumindo, gostei, mas pensei que iria gostar bem mais.
Um dos melhores e mais marcantes filmes de terror que já vi.