Uma mãe solteira, atormentada pela morte violenta do marido, batalha com o medo de seu filho de um monstro estar se espreitando pela casa, mas logo descobre a presença sinistra ao seu redor.
O Babadook vai muito além daquele terror básico de entidade maligna perseguindo pessoas e funciona muito bem ao misturar horror sobrenatural com um drama psicológico pesado. A relação entre mãe e filho, as atuações, principalmente da Essie Davis, e toda a construção do isolamento e da deterioração mental da Amelia me pegaram demais. Gosto também de como o Babadook é usado mais como uma presença constante do que como desculpa para jumpscares, deixando a tensão crescer de forma gradual e angustiante. E tudo fica ainda melhor pela metáfora sobre depressão, luto, culpa, solidão e os monstros internos que a gente tenta esconder. No fim, é sobre aprender a encarar aquilo que nos destrói, porque o trauma continua existindo, mas não precisa mais estar no controle.
O filme não é ruim. Ele traz uma esfera angustiante do sofrimento da mãe. Cria uma leve esfera de terror com pouco. Ta longe de ser um filme excelente, mas tambem ta longe de ser um filme horrível.
Se olhar superficialmente é realmente um filme desconfortável, ele cria uma ambientação bonita, fúnebre e monocromática. Eu tinha tanto medo de assisti-lo que fui empurrando até não aguentar mais, porém acabei entendendo uma coisa muito linda por trás do enredo todo, a obra não se trata somente de um terror. É errado resumir ela a isso e pior ainda dizer que somente retrata depressão, ignorando as outras problemáticas que as cenas comunicam.
É notável o quão bem ele cumpre o seu próprio papel, tratando todo esse tema como algo tenebroso, até mesmo paranormal. Traduzir a dor da perda, a ausência de laço materno e traumas reprimidos para as telas não é um processo fácil, no entanto acaba ficando mais compreensível representar essas dores em uma figura "paranormal" e assustadora, portanto esse é o propósito do Sr. Babadook.
Ele não é somente uma criatura que entra dentro de nós, mas sim o puro sentimento melancólico encarnado, muitas vezes nós somos expostos a isso e acabamos não vendo mais volta, já que o Sr.Babadook está nos habitando e entrando no fundo cada vez mais, abrindo aquela ferida que não se cicatriza gerando mais e mais problemas, assim como é exposto no filme.
E o mais interessante é que Sr. Babadook não é invencível, também não morre, portanto buscar tratar isso é que o fará ele verdadeiramente se curar e não ser mais aquele coisa de pura tristeza e sim um sentimento passado, que ainda existe lá, mas que não te causa dor. Seguir em frente é complicado, especialmente com coisas desse nível, mas sempre há um jeito de se curar do Sr. Babadook.
Se você asssitiu o filme e notou os detalhes minuciosos nas composições do filme, vai notar que tudo está lá como mensagens escondidas que podem ser enxergadas de maneira fácil, não seja ignorante de ir assistir apenas para sentir medo, porque você não achará isso aqui, o filme é sobre temas fortes e muito recorrentes na realidade da saúde mental.
Por fim, quero dizer que gostei muito desse filme, um dos meus favoritos, não para ter medo e sim para refletir sobre dores passadas e aceitação. Eu recomendo que você assista e entenda o filme, se não compreendeu totalmente procure explicações no Youtube, de coração eu espero que goste da mensagem.
Filme bom demais
O Babadook vai muito além daquele terror básico de entidade maligna perseguindo pessoas e funciona muito bem ao misturar horror sobrenatural com um drama psicológico pesado. A relação entre mãe e filho, as atuações, principalmente da Essie Davis, e toda a construção do isolamento e da deterioração mental da Amelia me pegaram demais. Gosto também de como o Babadook é usado mais como uma presença constante do que como desculpa para jumpscares, deixando a tensão crescer de forma gradual e angustiante. E tudo fica ainda melhor pela metáfora sobre depressão, luto, culpa, solidão e os monstros internos que a gente tenta esconder. No fim, é sobre aprender a encarar aquilo que nos destrói, porque o trauma continua existindo, mas não precisa mais estar no controle.
O filme não é ruim. Ele traz uma esfera angustiante do sofrimento da mãe. Cria uma leve esfera de terror com pouco. Ta longe de ser um filme excelente, mas tambem ta longe de ser um filme horrível.
Se olhar superficialmente é realmente um filme desconfortável, ele cria uma ambientação bonita, fúnebre e monocromática. Eu tinha tanto medo de assisti-lo que fui empurrando até não aguentar mais, porém acabei entendendo uma coisa muito linda por trás do enredo todo, a obra não se trata somente de um terror. É errado resumir ela a isso e pior ainda dizer que somente retrata depressão, ignorando as outras problemáticas que as cenas comunicam.
É notável o quão bem ele cumpre o seu próprio papel, tratando todo esse tema como algo tenebroso, até mesmo paranormal. Traduzir a dor da perda, a ausência de laço materno e traumas reprimidos para as telas não é um processo fácil, no entanto acaba ficando mais compreensível representar essas dores em uma figura "paranormal" e assustadora, portanto esse é o propósito do Sr. Babadook.
Ele não é somente uma criatura que entra dentro de nós, mas sim o puro sentimento melancólico encarnado, muitas vezes nós somos expostos a isso e acabamos não vendo mais volta, já que o Sr.Babadook está nos habitando e entrando no fundo cada vez mais, abrindo aquela ferida que não se cicatriza gerando mais e mais problemas, assim como é exposto no filme.
E o mais interessante é que Sr. Babadook não é invencível, também não morre, portanto buscar tratar isso é que o fará ele verdadeiramente se curar e não ser mais aquele coisa de pura tristeza e sim um sentimento passado, que ainda existe lá, mas que não te causa dor. Seguir em frente é complicado, especialmente com coisas desse nível, mas sempre há um jeito de se curar do Sr. Babadook.
Se você asssitiu o filme e notou os detalhes minuciosos nas composições do filme, vai notar que tudo está lá como mensagens escondidas que podem ser enxergadas de maneira fácil, não seja ignorante de ir assistir apenas para sentir medo, porque você não achará isso aqui, o filme é sobre temas fortes e muito recorrentes na realidade da saúde mental.
Por fim, quero dizer que gostei muito desse filme, um dos meus favoritos, não para ter medo e sim para refletir sobre dores passadas e aceitação. Eu recomendo que você assista e entenda o filme, se não compreendeu totalmente procure explicações no Youtube, de coração eu espero que goste da mensagem.
que criança infernal