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A escalada imprevisível do roteiro, a incansável atuação de Bill Murray - aqui numa versão maximizada de si mesmo -, que torna possível a verossimilhança de seu personagem, a atuação impressionante de Richard Dreyfuss que, ao passo que seu protagonista funciona como nossa ancoração neste universo, e suas ações partem de um lugar que somente nós conseguimos partilhar (como ninguém, além do Dr e de nós, ser capaz de perceber, por exemplo, a loucura de Bob), seu trabalho acaba se tornando a coisa mais hilária de todo o filme, e a forma genial que a narrativa arranja pra ir à extremos absurdos em sua reta final, indo além de manter intacta a leveza da atmosfera e criando uma forma de inventar uma catarse milagrosa e ainda inserir uma última piada através dos letterings finais - tudo funciona, tudo é engraçado. Filmaço.
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2row? jurandir? dalenogare? cinéfilo neste país só serve pra fazer o L de luva receba.
quase 2 décadas depois é que descubro, por puro acaso, que o harvey dent do nolan é totalmente baseado na femme fatale redimida de the big heat, do fritz lang. a única alteração feita pelo nolan sobre o personagem foi a inversão do polo moral em relação à personagem do fritz lang. esta começa no polo da injustiça, mulher de bandido, e posteriormente debanda pro da justiça, ajudando o detetive, enquanto o harvey faz a trajetória oposta. se n me engano, ambos também utilizam um 38ão -- é isso ou n? é isso ou n? hein? -- para consumarem sua vingança.
lucas sonhow saberia dizer se lost highway, especificamente as cenas envolvendo o passado da prostituta, teria influenciado diretamente a cena do culto de eyes wide shut?
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Divertido, empolgante, cheio de carisma e repleto de amor pela sua própria arte — mais que um filme, uma experiência na qual certas produtoras atuais deveriam assistir, tomar notas e se inspirar.