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Quando a cinegrafia fala mais alto, quase aos berros.
O que se destaca são os solavancos da protagonista decorrentes de sua resposta irascível às contrariedades, ocasionando um aturdimento constante no enquadro da câmera, que mais afeta-se junto com a personagem do que meramente a acompanha, seja quando em conflito ou quando perambula, além dos closes no rosto ou mesmo na nuca, sempre focando-a e ao mesmo tempo apartando-a do seu entorno, circunscrevendo sua luta à própria sorte. Obstinadamente, a câmera recusa-se a desonerar o fardo de sua personagem.
Slop que funciona tanto como rinha de kaijus territorialistas embalado em trilha descontraída e piadocas à Michael Bay (a do flúor na água da torneira é a única risinhos) quanto jornada gnóstica do macaco adâmico que aspira a retornar ao seu verdadeiro lar (pleroma), habitado por outros éons e onde o sol não é holográfico, mas permanente.
Ao término do segundo filme, só fica uma pergunta retórica: por que a birra desses narradores com o matrimônio? Quer dizer, a cientista é solteira/mãe adotiva e em ambos os filmes ela conta com a ajuda de um cientista galã, também solteiro e de expressões apatetadas, e passam juntos por toda a exploração e adversidades na Terra Oca para, ao final, a cientista permanecer solteira (?). AVATNC.
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a foto KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
cara, não faço ideia, mas acho que não (com base em absolutamente nada)
Ora, ora, quem vemos por aqui... Mas eu não vejo mais filmes sessão da tarde. Semana passada mesmo eu vi um filme da Kéfera. Tem algo mais cult que isso?
Vou dar uma olhada nessa animação.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK O AUDIOBOOK
batman me decepcionou PRA CARALHO, pq eu tô nessa de filme 3h ultimamente, eu tendo a amar mesmo só pelo fato de ser longo (maconha adoidado), tipo dr jivago, mas esse batman é muito pouco marcante, a cena do rata alada eu me arrisco a dizer que é uma das piores que eu já vi na minha vida, o charada é péssimo, tudo parece que é feito de forma meia boca. a caracterização eu gostei, visual e musical até, comprei os nirvana tocando, mas fora isso é roteiro fraco demais, mira em zodíaco e acerta num marvel com depressão
a mulher faz o homem é bonzão, eu não me lembro de porra nenhuma, só me lembro que achei genial, preciso rever
festim diabolico tu nunca viu? pelo amor de deus, é top 5 direções da história de hollywood, não existe aquilo ali
hollywood atual morreu né? é só heroi, filminho na vibe tiktok (tipo esse tal de everything everywhere hypado), não existe o cinema como espetáculo. o Nope! nem parece que foi feito nos dias de hoje, de tão grandioso que é, recomendo forte (se bem que vai reclamar de lacração JJJJJJJ)
Cute Lanthimos.
Uma das poucas tragédias redentivas do diretor em que o protagonista visa se emancipar dos sistemas de controle em vez de perpetuá-lo.
A capa realça um dos sentidos aguçados da lagosta, o tato, que é precedido em qualidade pelo paladar e olfato; eis a chave de emancipação da tirania da visão.
Sobre o final ambíguo, parece-me que os gestos da parceira e o tráfego exibido pelo vidro da lanchonete falam por si enquanto mise-en-scene. Primeiro, ela olha para a direita (sinal negativo), tráfego agitado; depois, para a esquerda (sinal positivo) e, subsequentemente, um casal passa, o tráfego arrefece, culminando em dois caminhões vindo lentamente de encontro (ou ao encontro) do outro, e tudo escurece.