Lua Helena Moon
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(🇧🇷 BRA)
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Últimas opiniões enviadas

Lua Helena Moon
4 dias atrás

Reassistindo depois de muuuuuuuuuuitos anos. Eu assisti várias vezes quando era criança. Agora fui assistir aos 30 anos. É um filme gostosinho, passa rápido, bem água com açúcar, mas divertido. E extremamente nostálgico, mais do que eu poderia imaginar.
O ponto alto para mim foi quando tocou "Crush" da Jennifer Paige, as cenas deles turistando Roma, as rosas aparecendo aos montes no vaso da Sabrina. E os efeitos especiais daquela época, que são um charme.
Mas não vou mentir. O ator que interpreta o Paul, Eddie Mills, aí em 1998, era um xuxuzinho. "O primeiro crush a gente nunca esquece."

Lua Helena Moon
2 meses atrás

Achei lindo. Lindo mesmo, no sentido menos preguiçoso da palavra: visualmente cheio de presença, artisticamente muito seguro, com aquela cara de coisa feita por quem entende que Avatar nunca foi só “gente jogando elemento um no outro”, mas uma mistura muito específica de mito, política, humor, trauma e beleza respirável. Como continuidade canônica de A Lenda de Aang, funciona demais. Eu tinha medo de parecer apêndice tardio, caça-nostalgia com verba, mas não: ele consegue voltar para esse mundo sem profanar o templo nem ficar ajoelhado demais diante dele.

Também gostei bastante de como ele entende o lugar histórico do Aang. Não é só “mais uma aventura da Gaang adulta”, embora isso por si só já fosse uma delícia. O filme pega a ferida que sempre ficou ali, meio impossível de resolver — Aang como último sobrevivente cultural dos Nômades do Ar — e coloca essa dor em diálogo com o mundo que depois vai virar Korra: mais urbano, mais desigual, mais politicamente quebrado, mais cheio de gente perguntando por que certos poderes pertencem a alguns corpos e não a outros. Nesse sentido, ele é uma ponte muito boa entre a fábula espiritual de Aang e a modernidade neurótica de Korra.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

E eu gostei muito do arco do cetro, sinceramente. Para mim ele não soou como MacGuffin jogado na história só para mover bonequinho no tabuleiro: tudo acaba fechando ao redor dele — Sonam, Tagah, os Denied, quem podia usar, para quê, por que estava escondido, por que era tentador e por que precisava ser destruído. A batalha final também me funcionou por causa disso. Aang só vira o jogo quando entende a lógica do próprio ataque espiritualizado do Tagah e, principalmente, quando consegue acesso ao cetro; não é só “Avatar ficou mais forte porque sim”, é ele compreendendo o mecanismo espiritual e moral da coisa. O mais bonito é justamente essa crueldade narrativa: antes da restauração cósmica dos dobradores de ar em Korra, existiu uma tentativa artificial, desesperada e perigosa de devolver a dobra a quem nunca teve. Aang encontra uma resposta possível para a maior dor dele — e precisa quebrá-la, porque aquilo não restauraria uma cultura, só fabricaria poder com roupa de reparação.

Dito isso, o filme corre. Corre bonito, mas corre. Os Denied são uma ideia ótima — não-dobradores que não querem tirar dobra dos dobradores, mas ganhar dobra também — e mereciam mais carne, mais cotidiano, mais contradição. E o Tagah, embora faça sentido dentro da estrutura, cai um pouco no arquétipo que Korra já tinha gasto com Zaheer: o dominador de ar maligno, a liberdade virando ameaça, o vento descobrindo que também sabe ser faca. Ainda assim, saldo muito positivo. Não achei perfeito, mas achei digno, emocionante e canonicamente muito mais esperto do que eu esperava. Um filme que entende que continuar Aang não é só dar outra missão para ele, é encostar de novo naquilo que nem derrotar Ozai conseguiu curar.

Lua Helena Moon
½
2 meses atrás

Saí de "Todo Mundo em Pânico" (2026) gostando bem mais do que esperava, especialmente porque o filme entende muito bem a própria linhagem. Para mim, a graça da franquia nunca foi só “parodiar filmes de terror”, mas transformar o pânico cultural da época em piada: primeiro pelo absurdo, depois pelo humor negro, e só então pela crítica social, que muitas vezes aparece por baixo da cena. Nesse sentido, achei o humor bem próximo dos Simpsons das primeiras temporadas: aparentemente idiota, inconveniente e caótico, mas frequentemente cutucando racismo, mídia, moralismo, linguagem, poder e hipocrisia social.

Acho que isso fica muito claro nas piadas envolvendo racismo. O filme não está simplesmente “fazendo piada com raça”, mas expondo o ridículo e a violência de certas estruturas racistas, muitas vezes de forma explícita mesmo. Com a questão trans, senti que a franquia ainda está num terreno mais inicial, talvez porque esse debate não estava no centro da cultura pop quando os filmes anteriores foram feitos. Ainda assim, não achei que o personagem trans tenha sido ridicularizado por ser trans. Na maior parte do tempo, o alvo parece ser muito mais a tentativa confusa de inclusão, especialmente por parte do pai do personagem, e essa performance social meio atrapalhada em torno da linguagem e dos pronomes.

Minha ressalva real é pontual: achei desagradável o uso de um termo pejorativo na dublagem e a forma como isso aparece associado ao Ray, ao gay panic e à ideia antiga de travesti/trans como choque sexual ou segredo vergonhoso. Isso me incomodou mesmo, porque é uma piada velha, vinda de uma gramática que a gente já conhece bem demais. Mas também não achei que essa cena contaminasse o filme inteiro, nem que transformasse a obra em algo simplesmente transfóbico. Para mim, é mais um resíduo mal resolvido de uma franquia tentando atualizar um tipo de humor que nasceu em outra década.

O que mais me ganhou, no fim, foi a metalinguagem. As quebras de quarta parede e as piadas com a própria produção dos filmes antigos funcionam muito porque o filme sabe que é uma relíquia tentando sobreviver em 2026. E quando ele assume isso, fica realmente engraçado: ele ri dos filmes de terror, ri da cultura atual e ri de si mesmo. Achei imperfeito, às vezes meio torto, mas vivo. E, se houver próximos filmes, acho que existe espaço para a franquia elaborar melhor essa camada trans sem perder a acidez, porque quando Todo Mundo em Pânico acerta, ele não está só fazendo piada ofensiva: está mostrando como a cultura entra em pânico com ela mesma.

  • Filmow 5 dias atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Danielle 1 ano atrás

    Acabei de ver seu site e achei muito legal! Vamos ser amigas?

  • vagnerfoxx 4 anos atrás

    Amizade aceita brother! Seja bem vindo! 👊