Lua Helena Moon
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Últimas opiniões enviadas

Lua Helena Moon
½
3 dias atrás

Childhood’s End é uma minissérie de altíssima qualidade em quase tudo: atmosfera, elenco, direção de arte, trilha, fotografia, escala, ambiguidade moral, aquela sensação deliciosa e incômoda de que tem alguma coisa enorme acontecendo por trás da serenidade toda. E a premissa já nasce forte: alienígenas com aparência demoníaca chegam à Terra não como monstros, mas como deuses benevolentes, oferecendo paz, fim da miséria, fim das guerras, uma espécie de utopia administrada. Só isso já sustentaria uma boa história. Mas a série quer mais. Ela começa falando de fé, controle, obediência, salvação e medo, e vai abrindo uma porta muito maior do que parecia existir no começo.

Meu único problema real é que essa porta abre rápido demais. Não acho que seja erro de ideia; pelo contrário, acho que a ideia final é provavelmente a parte mais potente da obra. O problema é que a minissérie parece não ter espaço suficiente para metabolizar o próprio tamanho. Ela quer falar de utopia alienígena, crise religiosa, controle político, destino evolutivo, horror cósmico e transcendência em poucos episódios, e quase consegue. Quase. Mas esse “quase” pesa justamente porque o material é bom demais para ser resolvido com tanta pressa.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

A ideia do Overmind, das crianças como próxima forma de consciência e dos adultos como uma espécie de resto evolutivo é fascinante. Linda, horrível, absurda, grandiosa. Só que a série joga essa explicação com uma velocidade meio cruel. Durante boa parte da história, a pergunta parece ser “qual é a real intenção dos Overlords?”. A resposta, de repente, vem numa escala muito maior do que o mistério parecia estar preparando: a humanidade individual era só a infância da consciência cósmica. Nesse sentido, me lembrou muito Pluribus (2025–), mas com uma diferença importante: Pluribus assume desde o início que está falando de consciência coletiva, contágio, perda do eu e assimilação; Childhood’s End esconde esse verdadeiro centro por tempo demais, como se estivesse contando uma história sobre alienígenas benevolentes e, quase no fim, revelasse que sempre esteve contando uma história sobre o fim da individualidade humana. Como conceito, é fortíssimo. Como virada, funciona. Como construção narrativa, eu queria mais tempo para respirar, absorver, entender.

Ainda assim, o impacto fica. Childhood’s End é daquelas obras que continuam crescendo depois que acabam, como se a última imagem demorasse um pouco para atravessar a cabeça. Não dou 5 estrelas porque senti falta de uma construção mais paciente para sustentar o salto final, mas dou 4,5 com muita convicção, porque poucas séries conseguem ser tão elegantes, tão estranhas e tão ambiciosas sem virar só bagunça pretensiosa. É uma obra linda. E meio monstruosa. Tipo um apocalipse falando manso.

Lua Helena Moon
3 semanas atrás

A minissérie é bem produzida, especialmente na fotografia, e acaba servindo como uma importante obra de memória e conscientização do que ocorreu em Goiânia. Só achei que, em termos narrativos, é um pouco fraca, arrastada... Tive que assistir em muitas parcelas. Mas não deixa de ser importante para a história nacional e para a educação dos jovens sobre os perigos da ignorância, especialmente em tempos de negacionismo científico.

Lua Helena Moon
1 mês atrás

Muito boa. Talvez só não seja tão boa quanto a quarta temporada.

  • Danielle 11 meses atrás

    Acabei de ver seu site e achei muito legal! Vamos ser amigas?

  • vagnerfoxx 4 anos atrás

    Amizade aceita brother! Seja bem vindo! 👊

  • Sílvio 6 anos atrás

    Ooi! Tudo bem!?