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Data de lançamento
8 Jan. 2012Duração
A história gira em torno dos Gallaghers, uma família da classe operária de Chicago que precisam lidar com a crise econômica americana. Macy interpreta um alcoólatra, pai de seis filhos, casado com uma mulher que o troca por outra mulher. A família se mantém unida graças à filha Fiona (Emmy Rossum, de Mystic River), jovem de 18 anos que se divide entre cuidar dos 5 irmãos e irmãs, tentar manter o pai sóbrio e ainda descobrir uma forma de seguir seu próprio caminho.
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Frank subiu para o top 3 de personagens mais detestáveis que já vi.
Foi preciso uma gata brasileira pra finalmente dar uma pancada no omi insuportável, cara. Latinos no poder.
Torço muito pela violência contra o Frank. Não entendo por que a família não reage. O Lip só revidou na temporada passada por causa da Karen e nunca mais. E que derrocada a história do Lip, putz.
Não entendo qual é a da Karen. Não sei se a personagem foi mal construída ou se não teve exibição o suficiente, mas desde a primeira temporada não entendo o raciocínio dela. E a atriz também não colabora, mas não sei se a culpa é dela ou do roteiro.
Monica também é terrível. Achei a bipolaridade bem representada, mas a mulher é péssima com ou sem medicação, credo. Todos os filhos até que estão muito bem considerando a criação horrível.
Peggy maravilhosa.
A 2ª temporada foi, até agora, a melhor de Shameless pra mim. A 1ª tinha muito essa função de apresentar aquele universo e os personagens, né? Já aqui, como tudo já está montado, a série consegue aprofundar muito mais as relações e os conflitos. E o mais impressionante é que ela faz isso sem perder o humor: continua tendo cenas absurdamente engraçadas, daquelas de fazer chorar de rir, mas ao mesmo tempo entrega momentos de uma profundidade psicológica e afetiva muito real.
O que mais me pegou nessa temporada foi a forma como Shameless trabalha maternidade e paternidade. A série deixa muito claro que ser pai ou mãe não tem a ver, necessariamente, com biologia. Frank e Monica são os pais “de sangue”, mas isso por si só não faz deles figuras capazes de sustentar esse lugar de forma estável, protetora ou responsável. A Monica até tem afeto, isso dá pra ver, mas afeto sozinho não segura ninguém quando falta estrutura emocional e psíquica. Em contrapartida, a temporada mostra personagens que, mesmo sem laço biológico, conseguem ocupar esse lugar de cuidado de um jeito muito mais verdadeiro.
E foi aí que a relação entre Kevin e Ethel me pegou de jeito. Tem algo de muito bonito e muito doloroso na forma como ele vai se tornando, pra ela, a primeira figura paterna que realmente cuida, acolhe e protege. A cena em que ela, arrumando as malas, agradece “por tudo” me desmontou completamente. Porque não parece um agradecimento por um gesto específico, mas por tudo aquilo que ela finalmente recebeu ali: cuidado, amparo, humanidade. Pra mim, a temporada inteira bate muito nessa tecla de que paternidade e maternidade têm muito mais a ver com presença, vontade de cuidar e responsabilidade afetiva do que com sangue.
A Karen também entra forte nessa discussão. A série não romantiza em nada a maternidade biológica, e eu gostei muito disso. Desde antes do bebê nascer já fica claro que ela não quer ocupar esse lugar, e Shameless não tenta maquiar isso nem transformar recusa em ternura falsa. Acho muito forte quando a série encara essas verdades desconfortáveis sem cair em moralismo barato.
Outra coisa que me conquistou demais foi a relação entre Kevin e Veronica. Eles não são só um casal com química e desejo, embora isso exista muito. O que mais me pega ali é a cumplicidade. Existe entre os dois uma intimidade muito viva, uma sensação de parceria real, de pertencimento, como se eles compartilhassem não só tesão, mas uma vida mesmo. Até quando entram em conflito, quando há ciúme, raiva, erro e desgaste, continua existindo amor, desejo e uma sensação de que um realmente é casa pro outro. E isso deixa tudo ainda mais bonito.
No fundo, o que mais me atravessou nessa temporada foi essa ideia de que um casal e uma família podem, às vezes, virar a chance de viver de outro jeito aquilo que foi ferida na infância. Não no sentido de cura mágica, mas de reparação possível. De finalmente encontrar, no amor e no cuidado, uma cena diferente daquela que faltou antes. Acho que Shameless toca nisso de um jeito muito forte.
No fim, essa temporada me ganhou justamente porque consegue ser caótica, engraçadíssima, triste e profundamente humana ao mesmo tempo. Por trás de toda a sujeira, do humor absurdo e dos personagens completamente disfuncionais, existe uma leitura muito afiada sobre abandono, afeto, cuidado e família. E é aí que a série cresce de verdade.
meu deus mas não
morre nunca o frank e a monica
É normal ficar totalmente pistola com as bizarrices que acontecem em todo episódio?
Ep10 quando a monica pega o dinheiro do inverno e começa a torrar, eu fiquei tão puto que deu vontade de parar de assistir essa série, pq é capaz de eu sair estressado kkkkk
São uns queridos!