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Baseado na obra de B. Traven, acompanhe a história de Dobbs e Curtin, que se conheceram no México, onde fizeram um trabalho temporário juntos. Um velho minerador os convence a gastar o dinheiro comprando equipamentos para mineração, pois com sua experiência, eles poderiam ganhar muito mais do que têm atualmente. É um filme sobre a ganância e o que as pessoas fazem por dinheiro. Oscar de Melhor Direção, Ator Coadjuvante (Walter Huston) e Roteiro Adaptado.
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O Tesouro da Sierra Madre (1948), dirigido por John Huston, é talvez a maior aula de cinema sobre a fragilidade da alma humana frente à ganância. Enquanto muitos filmes da era dourada de Hollywood tratavam a aventura como um ato de heroísmo, Huston, adaptando a obra de B. Traven, desconstrói o gênero ao mostrar que, na selva ou no deserto a civilização é apenas uma camada fina que se dissolve rapidamente sob o sol escaldante.
A espiral descendente de Fred C. Dobbs, imortalizado por Humphrey Bogart, é um estudo perturbador sobre a paranoia. Ao contrário do típico herói da época, Dobbs não possui um arco de redenção; ele possui um arco de degradação. A forma como a desconfiança corrói a relação entre ele e seus parceiros (Walter Huston e Tim Holt) transforma a busca pelo ouro em uma metáfora para a destruição das conexões humanas. O ouro, aqui, é um catalisador de loucura, não um troféu.
O filme é brilhantemente cínico. A atuação de Bogart é ousada e despojada de qualquer vaidade; ele não tem medo de parecer patético, mesquinho ou inteiramente perdido em sua própria demência. O contraponto perfeito é o personagem de Walter Huston, que enxerga o ouro pelo que ele realmente é: um metal inerte que faz os homens agirem como animais. A risada irônica que ecoa no final do filme quando o vento dispersa a riqueza pela qual eles perderam tudo é um dos momentos mais inteligentes e amargos da história do cinema.
Em última análise, *O Tesouro da Sierra Madre* não é sobre a riqueza, mas sobre a perda do "Eu". É um espelho que reflete como o isolamento e o desejo de possuir podem transformar o homem em seu próprio predador. Sem as convenções sociais para mediá-los, os personagens de Bogart e seus companheiros revelam a verdade nua e crua sobre a natureza humana: quando o "ouro" está à vista, a máscara da racionalidade é a primeira coisa a cair. É, sem dúvida, uma obra atemporal sobre a autodestruição.
Obra prima!
“O ouro muda a alma de um Homem. Ele vira outra pessoa depois de achá-lo.”
🪙 A primeira camada do filme se abre mostrando uma rotina traiçoeira na cidade de Tampico, no México. De onde nossos protagonistas estão bolando a vida, tentando sobreviver há uma miséria na qual a vida rejeita a da oportunidade. Mendigos? Algo parecido!
🪙 No sistema capitalista, dinheiro é sinônimo de felicidade. E é aqui que o filme ganha em complexidade. Construindo personagens profundos, nossos amigos têm que apelar para o mundo do “Garimpo”. Caçar ouro, pois o sucesso está logo ali. Depois de muita peleja, estamos dentro de um sonho, mas tal sonho vem com gosto de delírio e uma desconfiança das relações humanas.
“Cuidado! Pois falar sozinho não é bom sinal.”
🪙 Aqui começamos a escavar uma crítica ao materialismo desenfreado. A queda do mito do “sucesso fácil”. Se trocarmos o “Ouro” pelo “Dinheiro Papel” ou pelo “Jogo do Tigrinho”, o negócio fica bastante atual, pois o sistema capitalista continua fazendo suas vítimas. O ouro não traz riqueza, mas também traz paranoia. A busca por sentido é substituída por obsessão, pois a civilização é uma camada fina que se rompe facilmente.
🪙 A tal da confiança e amizade vai até a página dois. Quando se envolve “dinheiro”, a parada ganha outras proporções e significados. Níveis de “Ganância”, contornos de “Paranoia”, e aqui, O Tesouro de Sierra Madre consegue traduzir a sociedade através dos tempos. Em algum determinado momento, do nada, me lembrei do personagem das histórias em quadrinhos TEX. Aqui temos uma aventura que se encaixa facilmente em uma de suas aventuras.
🪙 Possuindo uma fotografia incrível, a direção de John Huston escava a alma Norte Americana em um dos filmes mais impressionantes do seu tempo. Influenciando filmes como Sangue Negro (2007) e Onde os Fracos Não tem Vez (2007) quando o assunto é obsessão e ganancia com estripulias.
Daqueles filmes realmente eternos. O poder da ganância, cobiça e do dinheiro num ambiente árido e empoeirado que parece ter saído de um dos filmes de Sergio Leone. Muito Bom. Bogart incrível.
Excelente