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“Malhar com fantasmas é um excelente passatempo”
🪓 A insanidade rasteja e nos consome, Bloody Muscle Body Builder in Hell é uma maldição selvagem saindo diretamente do esquisito terror Japones. Coloque em uma forrageira: Evil Dead, Fome Animal, Caça Fantasmas, Exterminador do Futuro e de sobremesa, Zumbis. Com sua 1 hora de duração, Bloody Muscle Body Builder in Hell não possui embromação, sem tempo a perder, tudo se encaixa nesse motor que parece que foi lubrificado com óleo de lombrigas.
🪓 Relacionamentos são de mortes. Maldição, sinto vibrações negativas nesse ambiente. Atmosfera insalubre, um filme classe “Z”, mas sua proposta o transforma em ABSOLUTE CINEMA. A cada segundo que passa, nossa mente fervilha, 1001 perguntas são feitas procurando respostas em uma realidade que deixou de fazer sentido há milênios.
🪓 Mofo, interferência do além mundo. Tics nervosos, algum cabo de energia se rompeu. Repito, esse ambiente está exalando bastante energia negativa. O personagem do MÉDIUM saiu diretamente de algum mangá/anime, isso aqui é tão caricato que é absolutamente perfeito. Bloody Muscle Body Builder in Hell existe para nos lembrar mais uma vez que: Não é porque um filme é TRASH, que ele precisa ser mal feito.
🪓 Um mal gosto muito bem executado. Não me lembro como diabos vim parar aqui. É mais do que notório que Bloody Muscle Body Builder in Hell não é um filme para todos os públicos, aqui temos algo bem específico e avassalador para os tais amantes da sétima arte. Pois a cultura rastejou para debaixo do tapete e se perdeu em algum esgoto a céu aberto. Para esses, isso é poesia, o cinema de guerrilha que dá tesão de conferir. Bloody Muscle Body Builder in Hell é para os que gostam de uma podreira charmosa e escalafobética.
“Que Deus nos ajude!”
👹 Ok, confesso que esse novo filme da saga Evil Dead (Evil Dead Burn, 2026) tem seus momentos. O que podemos discutir é se o mesmo tem motivações suficientes para fazer parte desse “universo”. Logo no início, temos o tal do Necronomicon que nos faz lembrar que sim, estamos dentro de Evil Dead, entretanto, muitas vezes me sentir dentro de apenas mais um filme de “Zumbi e maldição”. Alguém pode dizer que Evil Dead é apenas um filme de maldição zumbi. Pois é.
👹 Forças do mal se fazem presentes, não precisamos apelar para a ficção, elas não dormem, governam estados e países, jogando o seu veneno e adoecendo o seu meio. O inferno parece estar cheio, mortos andarão sobre a terra novamente. O roteiro se apega nessa premissa, se cavarmos encontraremos sim defeitos, mas o divertido aqui é comprar suas motivações e se divertir no processo, enquanto se fazem presentes mortes de impacto gráfico, disso não podemos negar, assinatura obrigatória da franquia.
👹 A insanidade circula e nos leva para dentro de uma cabana isolada, catapultando Evil Dead para o seu cenário clássico. O segredo talvez esteja em escavar o seu subtexto, além da diversão tentar encontrar o que diabos esse negócio quer dizer: Comportamento tóxico? Machos imparáveis? Culpa do patriarcado? A família em primeiro lugar, tudo custa caro, pois o capitalismo não pode parar.
👹 Vale ressaltar que os tais “Demônios Zumbis Alados” aqui beiram ao X-men. Cheio de poderzinhos de telecinese e coisas do tipo. Necronomicon, o livro dos mortos, mitos de Lovecraft, pois o apocalipse é logo ali. Pois é, Evil Dead Burn é interessante pelo o seu excesso de violência, mas altamente irrelevante para o contexto da franquia, se é que isso vale de alguma coisa.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
“Você não está mais em estado de graça”
🩸 Uma das alas mais traiçoeiras do cinema é o subgênero “Nunsploitation”, que teve o seu auge na Europa e no Japão durante a década de 1970, misturando temas de repressão religiosa, desejos sexuais reprimidos, sadismo, rebelião e histeria coletiva dentro de conventos. Dependendo do indivíduo, o mesmo vai julgar esse negócio como apenas violência gratuita sobre a instituição igreja ou esse capanga pode refletir sobre o papel crítico que pode sim ser encontrado nas entrelinhas.
🩸 A Freira Assassina tem uma premissa confusa que aos poucos vai abrindo suas asas. Lobotomia e delírio, o ambiente não parece hostil, mas aos poucos o negócio vai ficando perigoso, alguém ali está passando por certos problemas. A produção italiana é competente, mas fiquei com aquela sensação que o filme fica em uma espécie de banho maria, e não chega a explodir em nenhum momento. Uma película com enorme potencial, mas fica pelo o meio do caminho.
🩸 A Freira Assassina é uma boa porta de entrada para esse subgênero mais subversivo, apesar de algumas cenas “Blasfemas” e “Malditas”. O roteiro de certa forma consegue mostrar o quanto de hipocrisia se faz presente nesse tipo de ambiente. Mas quando o assunto é “Nunsploitation”, Freira Assassina nem de longe é o mais pesado dentro desse calabouço.
🩸 Esse Vagamente baseado em fatos, o roteiro foi inspirado no caso de Cécile Bombeek, uma freira de meia-idade que trabalhava em um hospital geriátrico em Wetteren, na Bélgica. Em 1977, Cécile Bombeek foi envolvida em uma série de assassinatos e investigada por crimes e desvios de conduta no local, após desenvolver um quadro de paranoia e forte vício em opioides (analgésicos fortes) após uma cirurgia no cérebro.