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Data de lançamento
10 Jan. 1955Duração
A história de duas famílias religiosas, o filho de uma delas deseja se casar com a filha da outra mas por problemas religiosos o pai da moça não aceita o jovem. Enquanto isso, Inger (esposa de Mikkel) está gravida. O irmão de Mikkel, Johannes, é taxado como louco por acreditar que é Jesus Cristo.
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Obra-prima. Estética grandiosa, atuações densas e um roteiro que é sutil (porém certeiro) ao trazer uma discussão profunda sobre fé, religião, vida, morte, amor, orgulho numa narrativa simples, mas que não nos permite passar ilesos.
O final que mostra aquela fé pura, não corrompida pela lógica, pela religião ou pela conveniência social, é emocionante. Acho que era isso que Jesus gostaria que tivéssemos aprendido.
É cinema pros olhos, pra alma, pra mente e pro coração.
A exatidão de Dreyer em saber exatamente o que quer atingir com seus filmes é algo que pouquíssimos cineastas conseguiram atingir. As duas horas de filme que ele entrega são exatamente o que se precisa, sem faltar nem sobrar nada. Atuações impecáveis, uma direção e uma fotografia que se casam com perfeição e entregam uma sucessão de cenas absurdamente bem realizadas, um roteiro denso sobre as relações sociais entremeadas nas disputas religiosas, além de um diálogo fortíssimo sobre o que é fé e amor, e uma conclusão que é de marejar os olhos. O personagem de Morten Borgen é fascinante de uma forma que pouco vi no cinema. Uma obra-prima.
Nunca vi um filme abordar tão bem religião e fé igual ''A Palavra'' de Carl Theodor Dreyer, impossível não se emocionar e refletir sobre o tema sem nem precisar ser uma pessoa religiosa.
"As pessoas acreditam no Cristo morto, mas não no que está vivo. Elas acreditam em milagres de 2000 anos atrás, mas não acreditam em mim agora”
Johannes é o melhor personagem
"- Ela é muito jovem, não consegue entender.
- E o resto de nós também não entendemos."