Dirigido por
Duração
Uma mancha negra chega ao litoral de um pequeno vilarejo no Brasil, trazendo uma estranha doença que transforma os animais marinhos em predadores assassinos. Para sobreviver e salvar sua amada, Albino, arrisca sua vida e sua alma para lutar contra os monstros.
Trash, Gore! Sangue, muito sangue! Cinema brasileiro tá muito bem representado no gênero! Fazia tempos que não assistia algo assim! Terminei banhado em sangue! Palmas para o Sr Aragão!
Nota 3.8 - filme bacana do Rodrigo Aragão. Acho que foi o que mais me agradou do diretor. É bem trash, muito gore, e tem aquela pegada de interior do Brasil. O elenco está OK e a maquiagem também não compromete. O problema maior é que o filme demora pra “começar” de fato, é meio enrolado e com situações para alongar o filme. Também por conta disso o diretor despeja na tela muita informação, dando tiro pra todo lado. Impressionante a evolução do diretor. Mar Negro encerra a trilogia de Rodrigo Aragão. Visto em 27.01.26
“Que porra é essa?”
🦪 Entranhas, alguém está tentando escavar os estados mais febris das catacumbas da loucura. Mar Negro nos faz lembrar daquela lenda escrita por H. P. Lovecraft em seu conto DAGON. Rodrigo Aragão pincela tal mito e coloca cicatrizes a lá brasileira. Deixando tudo mais primitivo e insano em algum lugar remoto esquecido do tupiniquim. Mar Negro consegue reunir um enxame de “podres” referências. Um mal gosto banhado em maldição vindo dos lugares mais obscuros e inexplorados, o fundo do açude.
“Para de falar merda rapaz. Isso é um Peixe Morcego”
🦪 Necronomicon, a realidade se esfacelou. Tudo tem limite, mas aqui esse ditado não é levado à risca. Um exagero que vai petrificar os seus sentidos, pois alguém encontrou o bendito livro de São Cipriano. Confesso que vou ter que adquirir esse negócio. Espalhando energia negativa, somos rastro de uma sensação cósmica do mais puro horror. Kilos de Sangue, alguém estanque essa insanidade. Pólvora, alguém encomende um exorcista.
🦪 Holocausto Canibal, somos a favor com quase tudo que está errado por ai. Mar Negro nós faz lembrar que alguém parece que esqueceu dessa existencia. As trombetas do apocalipse foram ativadas, e o terceiro mundo parece ser o palco perfeito, um alvo cheio de características bizarras de destino insalubre. Zumbis malditos, estamos todos contaminados por esse sangue derramado de um passado imperialista preconceituoso. Um passado cortante, um futuro incerto e desesperançoso.
🦪 Quem já arrancou a cabeça do dedo, sabe da sensação infernal que é existir nessa muléstia. Mitocôndrias e taquicardia. Talvez na próxima vida, eu pense em ser administrador de algum puteiro. Empreendedorismo levado a sério. Mar Negro é um dos meus filmes favoritos quando o assunto é desgraça cinematográfica. Sendo um respingo intravenoso de lucidez quando o assunto é a sétima arte. Pois nem todos levam esse troço a sério.
O filme começa bem e tem a Úrsula maravilhosa. Além de diálogos toscamente excelentes.
Mas pecou na quantidade de sangue. Até o gore tem limite.
Recebi a responsabilidade de apresentar este filme num cineclube, e não disfarcei a minha empolgação: sou absolutamente apaixonado pelo que o Rodrigo Aragão faz aqui. Há inúmeras referências cinematográficas detectáveis, mas, sobretudo, uma paixão impressionante pelo cinema como um todo, além de um entrosamento incrível entre equipe e elenco. "Um filme de amor", como bem disseram ao final, que tem muito mais a ver com o horror clássico italiano que com o 'trash' estadunidense, apesar das aparências eventuais. Gosto muito do modo como os núcleos tramáticos eclodem climaticamente no Sururu's Club, gerenciado pela maravilhosa personagem que é a Madame Úrsula (Cristian Verardi está em estado de graça ali). Diálogos com frases antológicas ("quem não te cu não faz contrato com pica!", por exemplo) e caracteres ostensivamente dúbios: é difícil escolher alguém para torcer para ficar vivo, justamente por conta da malevolência inata daquelas pessoas em interações mediadas por desejos não saciados. Sou tão obcecado por este filme que acho funcionais até mesmo os seus defeitos constitutivos, que fazem sentido na lógica de sobrevivência desesperada daquela eclosão de podridões. A imagem final fica cravada em nossa memória afetiva: linda e tristíssima. Um preâmbulo do que o Brasil se tornou dali para a frente, aliás: os zumbis estão entre nós faz algum tempo! (WPC>)