Um retiro seleto para mulheres cristãs, escolhidas por meio de um sorteio, em busca de sua melhor versão, se transforma em uma jornada absurda e perigosa.
Caricatura bobinha, hein... umas decisões sem sentido dos personagens. Sei lá, enquanto a gente fizer imagens tão rasas dos conservadores pra criticar eles não vão entender direito o fenômeno.
Papo coach, conservadorismo, crentes, extrema-direita e hipocrisia. Me irritou do início ao fim, mas como vai irritar muito mais a comunidade evangélica, eu curti.
Apesar de achar a Bruna Linzmeyer linda, não gosto dela como atriz (nem aqui); entretanto, achei a escolha dela bem oportuna. Como lamentei a curta duração do filme, esperei uma ascensão maior do roteiro. Achei fácil demais construir uma ironia crítica em cima de demonstrações tão caricatas (como alguns já constataram), sem provocar o espectador o suficiente. Aliás, vendo a sessão lotada de pessoas com opiniões já formadas, preocupa-me a nossa incapacidade de debater temas com sensatez construtiva. Não vejo problema em ser "bela, recatada e do lar", desde que isso seja fruto de uma vontade própria, e não de um aprisionamento involuntário/estrutural. A grande dificuldade do mundo não é o estabelecimento de padrões ou regras, mas as variações da hipocrisia de quem as desvirtuam com ou por dissimulação — candidatas mulheres que pedem votos, sendo contrárias à emancipação feminina, ilustram perfeitamente esse descompasso ideológico. Gosto do recorte irônico do filme, mas acho que o lado paranoico da manipulação, com direito a "caça às bruxas", ficou desproporcional, fazendo o filme perder seu "decoro" ou "liturgia" narrativa. Em outras palavras, a atmosfera de horror do terço final acabou por ofuscar toda a urgência de sua dimensão objetiva.
Achei que o filme merecia pelo menos mais uns 30 minutos de duração
não curti a morte da germina, mas entendi como a censura dos veículos de comunicação
Caricatura bobinha, hein... umas decisões sem sentido dos personagens. Sei lá, enquanto a gente fizer imagens tão rasas dos conservadores pra criticar eles não vão entender direito o fenômeno.
Papo coach, conservadorismo, crentes, extrema-direita e hipocrisia. Me irritou do início ao fim, mas como vai irritar muito mais a comunidade evangélica, eu curti.
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
Apesar de achar a Bruna Linzmeyer linda, não gosto dela como atriz (nem aqui); entretanto, achei a escolha dela bem oportuna. Como lamentei a curta duração do filme, esperei uma ascensão maior do roteiro. Achei fácil demais construir uma ironia crítica em cima de demonstrações tão caricatas (como alguns já constataram), sem provocar o espectador o suficiente. Aliás, vendo a sessão lotada de pessoas com opiniões já formadas, preocupa-me a nossa incapacidade de debater temas com sensatez construtiva. Não vejo problema em ser "bela, recatada e do lar", desde que isso seja fruto de uma vontade própria, e não de um aprisionamento involuntário/estrutural. A grande dificuldade do mundo não é o estabelecimento de padrões ou regras, mas as variações da hipocrisia de quem as desvirtuam com ou por dissimulação — candidatas mulheres que pedem votos, sendo contrárias à emancipação feminina, ilustram perfeitamente esse descompasso ideológico. Gosto do recorte irônico do filme, mas acho que o lado paranoico da manipulação, com direito a "caça às bruxas", ficou desproporcional, fazendo o filme perder seu "decoro" ou "liturgia" narrativa. Em outras palavras, a atmosfera de horror do terço final acabou por ofuscar toda a urgência de sua dimensão objetiva.
Avaliação em nota: 6.0