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Data de lançamento
24 Junho 2017Duração
Telefilme. Adaptação da série exibida em 2015.
Dois triângulos amorosos dominam o enredo. O primeiro é formado por Arlinda, que é casada com Aragão, mas tem um caso com Chico. Já o segundo é vivido por Gabriel, que é apaixonado por Lena, mas iria se casar com Malvina. Assim, Gabriel abandona Malvina na porta da igreja e a jovem comete suicídio. Gabriel, com remorso, viola o túmulo da noiva e retira o seu corpo de lá. No entanto, ela acaba voltando à vida e traz com ela todos os mortos da cidade. Num primeiro momento, os moradores ficam felizes; mas depois descobrem que o curso natural da vida deveria continuar sendo seguido.
Criação: Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno.
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"Amorteamo" é uma obra surpreendente, pela estética e ousadia. Inspirada no universo sombrio e delicadamente fantástico de Tim Burton, a série (que pode ser assistida como longa-metragem) possui cenários surrealistas, talvez uma referência ao expressionismo alemão, com sombras marcantes e arquitetura que parece saída de um sonho. Essa atmosfera visual se soma a uma narrativa envolvente, cheia de reviravoltas, que mantém o fascínio durante todo o tempo. A fotografia e a ambientação reforçam o tom gótico, enquanto a trilha sonora amplifica a emoção, criando uma experiência sensorial completa.
O elenco dá vida a personagens inesquecíveis, que transitam entre o mundo dos vivos e dos mortos com carisma e intensidade. Os diálogos, embalados pelo sotaque nordestino, acrescentam musicalidade própria à trama, tornando-a ainda mais singular. Há uma qualidade plástica que impressiona: figurinos, caracterizações e cenários se entrelaçam para compor um espetáculo visual que não se limita ao entretenimento, mas se afirma como arte.
A assinatura e o estilo do pernambucano Guel Arraes ficam evidentes, reafirmando aquele Estado como um polo criativo que se reinventa nas telas. "Amorteamo" mostra como uma boa produção prende a atenção e pode encantar mesmo com estética sombria; a narrativa cativante e os personagens singulares nos convidam a futuras revisitas. Sem dúvida, uma joia que celebra a inventividade e a potência cultural do nosso cinema.
Filme adaptado da Série que sempre ouvi falar bem, mas nunca assisti. Gostei, mesmo não sendo tudo isso, tem momentos legais e um visual bacana (concordo com o comentário do Edu) sobre ser muito Tim Burton.
Drama romântico de fantasia e terror nacional feito para a TV em formato de filme, do qual foi compactado de uma minissérie de 5 capítulos de mesmo nome. A estória é passada em Recife, Pernambuco, no início do século XX, tentando imitar os filmes de Tim Burton.
Teve um spin-off: Causos do Zé Coveiro (15), uma websérie em 4 episódios contando as curtas estórias de Zé Coveiro, com o ator Tonico Pereira. Em um gênero que mistura drama, terror, comédia e fantasia, a estória narra dois trágicos triângulos amorosos. Se a versão integral da minissérie completa eu já tinha achado bem mais ou menos (nada de especial), este filme condensado só piorou as coisas: além das trama ser passada quase que totalmente durante as noites (ou madrugadas), é tudo muito escuro e mal feito, mal dá de ver com detalhes os personagens. Mesmo com o bom elenco e figurinos, é mais uma estória que ficou pro esquecimento, pelo menos para mim.
É como voltar pra época que a globo produzia minisséries como Capitu, com um roteiro de romance água com açúcar e uma reviravolta ou outra no meio pra prender a gente.
Agora papo reto, a atuação da Marina Ruy Barbosa é meio ruim, a personagem é intencionalmente intragável por desenvolver uma obsessão pelo Gabriel, podiam ter pesado menos no figurino e na caracterização dela pra personagem não beirar ao ridículo, ficou palhaça demais.
uma versão teatral de literatura de cordel gótica, que interessante.
vocês vejam que houve piedade da Arlinda para com o Aragão
[19/06/2023]