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777Número de Fãs

Nascimento: 8 de Março de 1971 (45 years)

Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil

Letícia tinha dois anos de idade quando sua família se mudou de Itajubá (MG) para a cidade mineira de Conceição das Alagoas, indo residir na vila da Usina Hidrelétrica de Volta Grande. Lá seu pai era engenheiro na usina. Ela conta que aprendeu a gostar da natureza nesse lugar cheio de verde e de pessoas de diferentes nacionalidades. Hoje, possui um sítio em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, onde planta alimentos orgânicos em regime de cooperativismo com os empregados.

Mudando-se para Curitiba, viveu nessa cidade dos quatro aos vinte anos. Acreditando que os habitantes de Curitiba conseguem preservar suas raízes em grupos isolados, discorda até certo ponto da conhecida misantropia deles. Lá começou a se interessar por arte, tendo feito cursos de balé e teatro. Ingressou em uma escola de arte dramática, mas só ficou por dois anos porque foi convidada para participar do especial Os Homens Querem Paz, após ter feito um teste na TV Globo, em 1991.

Letícia conta que seu amadurecimento custou caro e veio com três experiências dolorosas. A primeira foi a morte por leucemia de seu namorado de adolescência. A segunda foi o nascimento prematuro de sua filha Clara, que a obrigou a morar no hospital com o marido Ângelo Antônio por três meses. A terceira foi a separação conjugal em 2003, que a levou a procurar ajuda psicológica e espiritual.

Sua consciência política surgiu cedo na vida e foi reforçada pela companhia de pessoas como Frei Beto e Herbert de Souza, que lhe mostraram a importância de usar sua celebridade para algo mais do que ganhar dinheiro. Seu engajamento se tornou tão forte que chegou a conviver com os índios krahôs (no Tocantins), como se fosse um deles, e a acampar com integrantes do Movimento dos Sem Terra para entender sua proposta. Além disso, participa de várias entidades, é presença constante em fóruns, levanta a voz em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente.

Sua experiência com os índios a levou a iniciar uma carreira como cineasta. Em 2009, lançou o documentário Hotxuá. "Foram os índios que me pediram esse registro. Daí veio a ideia de falar sobre o Hotxuá, o palhaço sagrado, que tem a função de manter a autoestima da tribo e fazê-la superar as dificuldades através do humor", explicou. A atriz chegou a ser batizada pelos índios krahô e uma das mulheres da tribo a adotou como filha, conforme manda seu ritual de integração à comunidade.

No dia 8 de dezembro de 2007, esteve em Sobradinho, Bahia, visitando o bispo da cidade de Barra, Dom Luís Flávio Cappio, na igreja de São Francisco. O bispo fez greve de fome pela segunda vez, a primeira foi em Cabrobó, Pernambuco, em protesto contra a transposição do rio São Francisco. Letícia faz parte da organização não-governamental Movimento Humanos Direitos.

A mineira costuma dizer que a religião não precisa ser um ópio, pode ser libertadora, mobilizadora e transformadora. Acredita que seu envolvimento em causas sociais a fez ganhar humanidade e consciência e também que só com uma reforma agrária a violência urbana diminuirá. Defende o MST, diz que os seus membros procuram conter excessos e desenvolveram uma interessante educação rural para crianças. Acusa a imprensa de ocultar informações como o trabalho escravo no Brasil.

Já foi convidada para muitos comerciais, mas recusou porque é contra o consumismo. Apesar de ser socialista, afirma que nunca foi discriminada na Rede Globo.