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Duração
Um homem idealista, o coletor Vicente Lemos, luta desesperadamente para impedir a guerra, sonhando com uma sociedade de justiça e respeito às leis, na qual se pudesse barrar a tirania dos coronéis. Alimentando-se das próprias ações legalistas de Vicente, a guerra vai tornando-se inevitável e explode com toda a sua selvageria, num confronto entre soldados da força legal, jagunços, bandoleiros e cangaceiros, que incendeia o sertão.
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IMPRIMATUR - visto no cinema em 1999:
Estou vendo alguns elogios a obra por aqui e isso está me obrigam revê-lo, pois o achei muito amador na época do seu lançamento...
Avaliação em nota: ??
- uma guerra entre dois lados desgraçados
- os coronéis que tomam terras e abusam dos pobres e do outro os milicos sanguinários que acham que podem tudo e só levam destruição
- fagundão fazendo um juiz muito do safado que só põe lenha na fogueira e foge
Uma pena que diante de uma grande história, tão bem narrada e engenhosamente urdida pela escrita magnífica de Bernado Élis no romance "O Tronco", o filme homônimo tenha sido tão fraco, perdido no tom, no drama, no climax e nas ações. Poderíamos ter um grande filme questionador, brutal, violento, político, se bebesse na fonte do Cinema Novo e não nos tons novelescos.
Esta obra é excelente por dois motivos: a narrativa dá a possibilidade de o público escolher quem ele deve gostar. Tem o lado bom e ruim de todos os núcleos, cangaceiros, coroneis, soldados (estado) e tbm o lado do coletor.
O outro motivo é mostrar que o Brasil todo foi feito de coroneis, cabrestos, revoltas e cangaço, e não apenas o nordeste.
Bom elenco.