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Antônio Fagundes

Nomes Alternativos: Antônio da Silva Fagundes Filho

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Nascimento: 18 de Abril de 1949 (69 years)

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - Brasil

Se mudou para São Paulo aos oito anos de idade. Seu primeiro trabalho como ator foi em 1963, aos 14 anos, na peça A ceia dos Cardeais, de Júlio Dantas, montada pelo grupo de teatro do Colégio Rio Branco, onde estudava.

Em 1966, estreou no teatro com a peça Atlantic´s Queen, de Eugene O’Neil, e recebeu seu primeiro prêmio no IV Festival de Teatro Amador. No mesmo ano, ingressou no Teatro de Arena de São Paulo, onde participou de algumas montagens de teatro infantil.

Dois anos depois, passou a integrar o elenco permanente do grupo, trabalhando com Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Paulo José, entre outros. Antonio Fagundes atuou em diversas montagens do Teatro de Arena, como Arena canta Tiradentes, Feira Paulista de Opinião, A Resistível Ascensão de Arturo Uie Castro Alves pede passagem, entre outras.

Sua carreira teatral também está ligada ao Teatro Popular do Sesi e ao teatro de resistência do período da Censura. No início da década de 1980, ocupou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) com uma programação voltada ao experimentalismo, em associação com o ator e diretor Antônio Abujamra. Desde então, passou a lançar novos autores. Ele mesmo escreveu a peça Pelo, de 1980.

Sua estréia no musical Hair, em 1969, foi o bastante para que seu talento fosse notado pelos executivos da televisão, que, imediatamente, o chamaram para testes.

Começou a sua carreira na televisão com pequenas participações nos teleteatros da TV Cultura. Em 1968, trabalhou na novela Antônio Maria, de Geraldo Vietri, produzida pela TV Tupi. Na emissora, participou ainda da primeira versão de Mulheres de Areia (1972), de Ivani Ribeiro, e de O Machão (1974), de Ivani Ribeiro e Sérgio Jockyman.

Em 1976, começou a trabalhar na TV Globo na novela Saramandaia, de Dias Gomes. Sob a direção de Walter Avancini, interpretou o prefeito Lua Viana, casado com a personagem vivida por Yoná Magalhães. Em seguida, atuou em Nina (1977), de Walter George Durst, no papel do imigrante italiano Bruno, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), dividido com Mário Lago, intérprete de Antônio Galba na mesma novela.

Em 1978, na novela Dancin’ Days, de Gilberto Braga, interpretou o diplomata Cacá, sob a direção de Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dennis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Pieri.

Em 1979, Fagundes protagonizou junto com Stênio Garcia o seriado Carga Pesada. Através das andanças de dois caminhoneiros – Pedro e Bino –, o seriado retratava a diversidade cultural e a vida nas estradas no Brasil. Os textos da fase inicial foram escritos por diversos autores, entre os quais Dias Gomes, Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Queirós Telles, além do próprio Antonio Fagundes, e foram dirigidos por Milton Gonçalves e Gonzaga Blota. Em abril de 2003, mais de vinte anos depois, Carga pesada voltaria a ser exibido com os dois atores nos papéis principais.

Em 1981, Fagundes protagonizou Amizade Colorida, outro seriado de muito sucesso. Com textos de Bráulio Pedroso, Domingos Oliveira, Armando Costa e Lenita Plonczynski, e direção de Walter Campos, Dennis Carvalho e Ary Coslov, o ator viveu o fotógrafo Edu, homem solteiro perplexo ante a independência da mulher.

No ano seguinte, protagonizou a minissérie Avenida Paulista, quando interpretou seu primeiro vilão. Escrita por Daniel Más e Leilah Assumpção e direção de Walter Avancini, a minissérie contava a história da ascensão social de Alex Torres Xavier após realizar um desfalque no banco onde trabalha, em vez de ser preso, é promovido pelo dono, vivido por Walmor Chagas.

Em 1983, atuou na novela Louco Amor, de Gilberto Braga. O ator interpretou Jorge Augusto, que fazia par romântico com Lúcia, personagem de Christiane Torloni. Um ano depois, formou com a atriz Irene Ravache a dupla de ladrões de jóias Antônia Regina e João Maria, da novela Champagne.

Em Corpo a Corpo, de 1984, Antonio Fagundes atuou ao lado de Débora Duarte, no papel do engenheiro Osmar. Quatro anos depois, participou de outra novela de Gilberto Braga, Vale Tudo, sob a direção de Dennis Carvalho, Ricardo Waddington e Paulo Ubiratan, viveu o administrador de empresas Ivan Meireles, par romântico de Raquel Accioly, personagem vivida por Regina Duarte.

Em 1990, viveu seu primeiro papel cômico em telenovela: o professor gago Caio Szemanski, da novela Rainha da Sucata, de Silvio de Abreu, com direção de Jorge Fernando. Na trama, seu personagem protagonizava um triângulo amoroso com as personagens interpretadas por Cláudia Raia e Marisa Orth.

No ano seguinte, voltou a interpretar um vilão, o médico Felipe Barreto, em O Dono do Mundo, com o qual ganhou o Troféu Imprensa. Em 1993, interpretou um dos mais importantes papéis de sua carreira, o coronel José Inocêncio, em Renascer, novela que marcou a estréia do autor Benedito Ruy Barbosa no horário nobre da TV Globo. Com este personagem, ganhou outro prêmio de melhor ator da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Em 1994, fez o personagem Otávio Jordão, em A viagem, de Ivani Ribeiro, sob a direção de Wolf Maya e Ignácio Coqueiro, e participou de mais uma novela de Benedito Ruy Barbosa, O Rei do Gado, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, na qual interpretou dois personagens: Antônio e Bruno Mezenga.

Em 1997, participou da novela Por Amor, de Manoel Carlos, e dois anos depois de Terra nostra, de Benedito Ruy Barbosa, no papel do fazendeiro Gumercindo.

Em minisséries, fez uma participação especial em Engraçadinha, seus amores e seus pecados, adaptação de Leopoldo Serran da obra homônima de Nelson Rodrigues, e integrou o elenco de Labirinto, de Gilberto Braga. Em 1992, foi o primeiro apresentador do programa Você Decide.

Em 2001, na novela Porto dos Milagres, de Aguinaldo Silva, interpretou outro personagem marcante, o vilão Félix Guerrero.
Possui vasta experiência no cinema, participando de sucessos como Os sete Gatinhos (1980), de Neville de Almeida, Pra frente Brasil (1982), de Roberto Farias, Eternamente Pagu (1988), de Norma Bengell, e Doces Poderes (1997), de Lucia Murat.

Entre o final de 1999 e 2006, trabalhou em diversos filmes: No Coração dos Deuses, de Geraldo Moraes; Bossa Nova, de Bruno Barreto; O Tronco, de João Batista de Andrade; Villa-Lobos, uma vida de paixão, de Zelito Viana; Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues; A Dona da História, de Daniel Filho; e Achados e Perdidos, de José Joffily.

Em 1999, gravou um CD em homenagem ao compositor de música sertaneja João Pacífico, que morreu no final de 1998. A idéia de homenageá-lo surgiu durante as gravações da novela Rei do Gado, quando o ator contracenou com os músicos Almir Sater e Sérgio Reis.

Em 2009, ficou em cartaz no teatro com o monólogo Restos. No ano seguinte, foi escolhido como protagonista da novela Tempos Modernos, da Rede Globo.

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