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25 Maio 1998Vinte anos se passam, e Clementino deixa a cadeia. O tempo em que esteve exposto à dura realidade do sistema penitenciário fez dele um homem ainda mais amargurado. Embora tente reconstruir sua vida, está obcecado pelo desejo de se vingar de César Toledo, que considera ter sido o grande responsável pela sua condenação.
César Toledo tornou-se um empresário poderoso, mas leva uma vida cheia de angústias. Seu casamento com Marta está em crise e praticamente só se sustenta graças aos esforços dela. A união naufraga de vez quando César reencontra um antigo amor, a advogada Lúcia Prado, e os dois começam um romance. A relação com os filhos também não é bem resolvida. O mais velho, Henrique, administra os negócios do shopping, mas tem um temperamento bem diferente do pai. Extravagante e vaidoso, transforma a festa de inauguração do Tropical Towers em um pomposo evento carnavalesco. Alexandre é o filho do meio dos Toledo. Um jovem estudante de Direito que se ressente de ainda depender da ajuda financeira do pai, que faz questão de que ele complete os estudos antes de sair de casa. O filho mais novo, Guilherme, é a principal fonte dos tormentos da família. Dependente químico, envolvido com marginais, ele vive fugindo de clínicas de recuperação e tentando extorquir dinheiro dos parentes e amigos para conseguir sustentar o vício. Durante a festa de inauguração do shopping, depois de tentar arranjar dinheiro, sem sucesso, ele invade de motocicleta o saguão principal do edifício e tem de ser contido pelos seguranças.
A família de José Clementino, para junto da qual ele volta quando sai da cadeia, trabalha e vive no ferro-velho do seu pai, Agenor, um homem violento e cruel que criou duramente e sem carinho seus filhos e netos na base da tortura física e psicológica. Lá vivem os dois meio-irmãos de Clementino, Gustinho e Boneca; e Shirley, sua filha mais nova, uma jovem meiga e graciosa que sofre de um defeito físico na perna. Ela toma conta de Jamanta, um portador de deficiência mental que vive como agregado da família e trabalha no ferro-velho. Naquele ambiente frio e sem vida, ocorrem alguns dos melhores momentos cômicos da novela, graças às brigas de Gustinho e Boneca – que vivem debochando e implicando um com o outro – e às trapalhadas de Jamanta, um personagem que caiu nas graças do público.
A outra filha de Clementino é Sandrinha. Ao contrário de Shirley, ela não perdoa o pai por ter assassinado sua mãe e alimenta sentimentos negativos em relação a todos os outros membros da família. É uma jovem mau-caráter e ambiciosa que trabalha como garçonete na lanchonete de Edmundo Falcão, porém faz qualquer coisa para se dar bem e subir de vida. Por isso, se envolve com Alexandre Toledo. Completamente apaixonado pela moça, ele não percebe que ela está interessada principalmente no seu dinheiro e que o trai sempre que possível.
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O núcleo de humor é muito bom, mas só! Da metade pro final, fica melhor, mas no geral é uma novela bem chata.
Algumas considerações sobre "Torre de Babel":
- Claudia Raia comprovou seu talento no melhor papel de sua carreira;
- Tony Ramos, muito embora seja um ator engessado, esteve fantástico como José Clementino. Nos primeiros capítulos da novela, quando contracenava diretamente com Juca de Oliveira, aquilo era uma verdadeira aula de atuação;
- Apesar de Angela Vidal (Cláudia Raia) ser a grande vilã da trama, César Toledo (Tarcísio Meira) também se mostrava bastante maquiavélico (talvez até mais que Angela);
- Infelizmente, a homofobia do público causou muito estrago à narrativa. Na primeira fase da novela, o relacionamento entre Rafaela e Leila era autêntico e prometia ser determinante para a representativdade LGBT;
- A trilha sonora de "Torre de Babel" - sobretudo a nacional - foi escolhida a dedo: Gal Costa, Elis Regina, Simone, Luiz Melodia etc., apenas a fina flor da música brasileira;
- O alívio cômico é hilário (apesar de problemático em alguns momentos), sobretudo nos momentos que envolve Cleide Yáconis, Etty Fraser, Carvalhinho, Claudia Jimenez e Eliane Costa. Sem contar, é claro, as participações especiais de Berta Loran e Nair Bello;
- O final é surpreendentemente irônico e, por isso mesmo, diverte e exaspera.
Tony Ramos e Maitê Proença tem química zero, é até constrangedor de ver. A trilha sonora também é horrível!
Não entendi pq o Guilherme o personagem que se drogava era apegado a Rafaela (Cristiane torloni) tive a impressão que queria imitar a novela a viagem que tinha alexandre irmão da dina (cristiane torloni)
e não apenas a assim intitulada torre de babel, vulgo sempre encontrou se em meio as bagunças ou misturas generalizadas, seja de culturas, idiomas, estilos de vida, indoles, mas principalmente formas de analisar o ambiente urbano a sua volta, da mesma forma que a assim intitulada selva de pedra o qual quase todos diria outrora nos encontramos eternamente nelas, ate que outras pedras, contudo as provindas da sepultura venham a nos cobrir em carater permanente a contento, de forma que tal parafraseamento metaforico muito se fez presente nesta talvez ultima boa novela por parte da REDE ESGOTO DE TELEVISÃO, quer terceiros latam ou esperneiem a respeito, o que não a ligo a minima, quer não, MENOS ainda, o que claro que aqui não nos esqueçamos do chacoalhamento necessario por sob forma de desmoronamento para que tal exito o fosse atingido, contudo independente dos meios, mas desde que os fins o sejam atingidos bem ? BOLAS para todo o demais resto. OTIMA NOVELA. " torristicamente" nota 10.00