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9 Ago. 2021Como Nos Tempos do Imperador é uma sequência de Novo Mundo, os autores aproveitaram para incorporar cinco personagens da trama anterior. Quinzinho e Vitória, que eram os bebês filhos do casal protagonista na primeira trama.
Em 1856, o imperador Dom Pedro II (Selton Mello) vive um casamento de aparências com Teresa Cristina (Letícia Sabatella), com quem foi obrigado a se casar ainda jovem por aliança política de seus pais, tendo com ela duas filhas: Isabel (Giulia Gayoso) e Leopoldina (Bruna Griphao). Ele ama verdadeiramente a condessa Luísa (Mariana Ximenes), uma mulher culta e a frente do seu tempo, que luta pela causa abolicionista e pelos direitos das mulheres, casada com Eugênio (Thierry Tremouroux), primo do imperador. O maior beneficiado com a descoberta do romance é Tonico (Alexandre Nero), um político mau-caráter que planeja voltar o povo contra Dom Pedro II para aplicar um golpe da república.
Paralelamente há as irmãs Pilar (Gabriela Medvedovski) e Dolores (Daphne Bozaski): a primeira foi para um convento após a morte da mãe e cresceu com uma fina educação, enquanto a segunda ficou em casa para cuidar do pai, o coronel Eudoro (José Dumont), crescendo reprimida, analfabeta e sem vaidade. Ao retornar para casa e descobrir que foi prometida em casamento para Tonico, Pilar foge e se apaixona pelo escravo Jorge (Michel Gomes), que nem imagina ser filho ilegítimo do Coronel Ambrósio (Roberto Bonfim) e meio-irmão de Tonico. Com a fuga, Dolores é dada em casamento para Tonico no lugar de Pilar, sofrendo diversos maus-tratos por ser considerada "feia" por ele, que não desiste de perseguir obsessivamente a antiga prometida. O casal ainda tem como empecilho Zayla (Heslaine Vieira), que também gosta de Samuel e está disposta a tudo para prejudicar a rival.
Os cafeicultores Lota (Paula Cohen) e Batista (Ernani Moraes) sonham em subir na vida e, para isso, usam os filhos: o ambicioso Nélio (João Pedro Zappa), que é capanga de Tonico e obtém vantagens disso, e o doce Bernardo (Gabriel Fuentes), cujos pais querem obrigar a seduzir Isabel ou Leopoldina para entrar na realeza, embora ele ame Lupita (Roberta Rodrigues), sem imaginar que ela é amante do pai. Ainda há Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva), um cômico casal de trambiqueiros, que moram de favor na Taberna dos Porcos, agora administrada por Quinzinho (Augusto Madeira). Já os pais de Zayla, Cândida (Dani Ornellas) e Olu (Rogério Brito), fundaram o bairro de Pequena África, que acolhe negros alforriados para dar-lhe a oportunidade de crescimento.
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Só dei 5 estrelas por causa da Condessa, mas a novela merece no máximo 2
Acompanhei uma boa parte, mas não curti, elenco muito bom, mas só isso também.
Apesar de alguns furos gostei bastante. Gostei de todo enredo envolvendo vitória, Carlota pindaíba e Quinzinho. Dei muitas risadas com esses personagens. Me apaixonei por
Nélio e Dolores.
Gostei muito da evolução de Bernardinho e
sofri com a sua morte.
Tônico como vilão foi o máximo. Atuou muito bem. Por mais novelinhas assim.
Acabou sendo uma boa novela. Assisti por causa do Selton Mello, que não coloca seu nome em qualquer produção e seu D. Pedro tem similaridade com a figura histórica. É difícil tratar sobre o Segundo Império considerando que a vida do Imperador não tinha grandes emoções quanto a vida de D. Pedro I, que já na época era conhecido pelas amantes, brigas e fugas para ficar em bares. Por isso esse Pedro II é mais comedido e tem poucos momentos para fazer uso das emoções, como na cena da morte de Lourdes (para mim a melhor cena de toda a novela) ou nas discussões das últimas semanas.
Sua primeira fase foi bem arrastada, principalmente por motivos de edição, algo que foi resolvido após toda a equipe ser chamada novamente para trabalhar na montagem da novela e perceberam que uma cena de quatro minutos passa muito mais rápido se você dividir essa mesma cena em duas de dois minutos cada.
Seu problema foi não ter aproveitado as intrigas que criou. E a visão de Tonico Rocha, com coroa na cabeça? Desperdiçada. O colete na tipagem do jornal? Inútil. Horácio Ayoli? Irrelevante. Lupita? Simplesmente desaparece. A mãe de Guebo? Sequer aparece na cena final.
Ao contrário do que muitos comentaram comigo, não vejo que Tonico precisava sofrer, aquele banho de sangue necessário pro espectador sair de alma lavada, mas ao menos que se utilizasse de todos os elementos que criaram para o desfecho do personagem. Veja que este, com todo o seu ódio contra Samuel/Josué, sequer ficou sabendo que ao final foi inocentado.
O resultado final foi positivo. Lota, uma personagem que iniciou insuportável, adquiriu relevância ao final da trama e acabou roubando a cena.
Me interessei em assistir essa novela, por conta do Selton Mello. Mas por ironia do destino, o seu personagem foi um dos que menos me cativou. O Dom Pedro II era chato, vários capítulos ele reclamava da escravidão, mas também não tinha iniciativa nenhuma, sem contar o seu romance igualmente chato com a Condessa de Barral. Na verdade, todos os casais dessa novela foram entediantes, no máximo, dá pra salvar o Nélio e a Dolores (que ganharam mais destaque da metade pro final). Em compensação, personagens como Tonico Rocha (em excelente atuação do Alexandre Nero, inclusive) e a Lota me ganharam. Gostei que, nessa reta final, os núcleos começaram a se desenvolver. Então não ficou nada muito apressado pra ser resolvido na última semana. O "quem matou?" foi um desperdício, dava pra ter usado de forma mais inteligente, porém foi feito sem emoção alguma. O último capítulo foi morno e sem graça, fazendo juz à maioria dos capítulos da novela.
Terminei do dia 13/02/22